<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562</id><updated>2012-02-17T23:26:54.069+01:00</updated><title type='text'>Desperdício de coisa nenhuma</title><subtitle type='html'>Sou assim: um pouco disto, um pouco daquilo. Ás vezes egoísta, outras mais generosa. Com muita alegria, por vezes nem tanta. Sem muita pachorra mas com muita vontade. Enfim uma série interminável de antíteses que não chegariam para descrever um simples terráqueo como eu.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>88</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-1724244108107542520</id><published>2011-12-24T18:23:00.000+01:00</published><updated>2011-12-24T18:24:43.434+01:00</updated><title type='text'>(Sem título)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; "&gt;Começa por saber quem não és. Melhor...começa por realizar que não és ninguém. Pensa no depois apenas quando compreenderes o sentido do antes. Sim, eu sei, às vezes a conclusão tem que vir acompanhada do precedente. É tudo um ciclo, estou certa? Não há buracos, há remendos. Não há quebras, há melhoras. Pode ser que sim ou pode ser que não, quem poderá dizer? Juízos são subjectivos, dependem do que queres ou do que cogitas não gostar. Não me digas que vem do coração, que é fruto do que sentes. O mesmo que dizes resultar de uma disponibilidade advinda do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; "&gt;órgão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; "&gt; que bombeia sangue para o teu corpo é apenas resultado do fermento dos pensamentos. Se gostas ou desgostas, assim o decides porque o pensaste. Ainda assim é bonito pensar que essa coisa situada no teu peito decide algo que nem tu sabes o que é. Mas posso quebrar essa tua doce ilusão? Mesmo que não autorizes já mo sinto a fazer, a desplantar o que desde criança cultivas, a destruir as justificações em prol da racionalidade... Mesmo essa é justificada. Sim, tens razão, o ser humano não é fácil...por isso não nos chegam 3000 anos para nos decifrarmos e mais tempo será necessário. A bem ver, eu e tu, todos os que conheces e os que hão de vir morreram sem a compreensão disto que apelidaram de "a medida de todas as coisas". &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Tahoma; font-size: 13px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Tahoma; font-size: 13px; "&gt;&lt;i&gt;Todavia não desistas. Não desistas de ti, de mim, de nós e tudo isto que somos. Tens razão..somos nada perto da imensidão das coisas que cativam e alimentam o tempo e o espaço. Mas somos tudo aqui. Sem nós, tudo morreria. Connosco tudo vai extinguir-se. Planta, cresce, cultiva, vê acabar. A vida é mesmo isto? Não sei.. não me chegariam duzentos aniversários para o descobrir. Também não quero...enquanto não compreender consigo realizar, enquanto estiver errada posso buscar a procura, enquanto respirar os dias não estão extintos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Tahoma; font-size: 13px; "&gt;&lt;i&gt;Mas tenho que te dizer que começo a quebrar esta utopia que me guia e me faz acreditar. Ás vezes para se ser lúcido tem que se começar por ser cego e, esta talvez é uma das minhas (não tão brilhantes) conclusões. As pessoas não podem mudar o mundo, o mundo pode mudar as pessoas. Diz-me que nós somos o mundo ou que o mundo é nosso! Eu gostava de crer uma vez mais nesta doce crença. Mas não é verdade, tal como outros embustes que nos rodeiam. Não temos pé assente aqui, tudo é uma passagem, não é? Desde sempre o ouvi mas nem toda a existência o creditei. Porém, eu sei que o tempo de agora é o florescer de amanhã, pode ser que não estejamos aqui para o testemunhar mas o mesmo não significa acomodar mos nos com a fácil consciência da evolução. Somos mesmo o futuro? De uma forma ou de outra o mesmo vai acontecer, sem consentimentos, sem esperas, sem acordos. Se bom ou mau só as criaturas poderão saber ou até mesmo sentir. Não há descrédito na minha ideia do sentir, claro que sentimos. Mas primeiro começamos por pensar. Não há nada de absoluto nestas palavras, o mesmo as destruiria. É isso...no Mundo há que viver no Mundo. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Tahoma; font-size: 13px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Tahoma; font-size: 13px; "&gt;&lt;i&gt;Não percebas hoje, nem amanhã e talvez nos anos seguintes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family: Tahoma; font-size: 13px; "&gt;&lt;i&gt;Por agora "sinto" isto.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-1724244108107542520?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/1724244108107542520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=1724244108107542520' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1724244108107542520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1724244108107542520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2011/12/sem-titulo.html' title='(Sem título)'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5449403960079818143</id><published>2011-05-03T17:20:00.000+02:00</published><updated>2011-05-03T17:21:27.299+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Vá lá. Estamos sós. Eu e tu aqui sozinhos neste tempo infindável. Porque não me ajudas? Porque me deixas entregue a mim e à minha ausência, à minha incapacidade. Não é justo, sabes? É ingrata esta tarefa de ser sozinha, de abstrair o mundo sem companhia, de o fazer renascer em ti sem que me presenteies com a tua dádiva. Queres uma prova? é verdade, eu não consigo. Não sem ti, não sem ambos a tentar o mesmo. Sabes que eu tento ou se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;calhar&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;descobristes&lt;/span&gt; que tento com fingimento e isso atinge-me como um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;míssil&lt;/span&gt;. Queres que admita a minha falência, pois então aqui despojada de falsos moralismos admito não conseguir. Claro a culpa é minha, toda minha. Porque não me traduzes os pensamentos? Sabes bem que não te acompanho, sabes que isto me deixa doente. A constante verdade de não se conseguir.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Venceste. Se pelo cansaço, não sei. Também não poderia esperar mais de ti, só vives quando te agarro, quando te dou cor e forma. Estás sempre na minha frente, como uma verdade achatada à qual não podemos escapar. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Não consigo. Admito, não te consigo fazer trabalhar por mim. Afinal és apenas uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;esfereográfica&lt;/span&gt;. Sem vida, tal como eu quando não conspiramos em segredo, juntas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5449403960079818143?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5449403960079818143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5449403960079818143' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5449403960079818143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5449403960079818143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2011/05/va-la.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-376370360801224795</id><published>2010-11-14T15:33:00.002+01:00</published><updated>2010-11-14T15:39:58.087+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não consigo escrever e isto está a deixar-me doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é só isto, afinal estou feita enfermo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-376370360801224795?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/376370360801224795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=376370360801224795' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/376370360801224795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/376370360801224795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/11/nao-consigo-escrever-e-isto-esta-deixar.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-4684309812620653933</id><published>2010-08-28T17:07:00.002+02:00</published><updated>2010-09-14T18:36:59.346+02:00</updated><title type='text'>Erros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A iliteracia da vida é algo supremo. Provavelmente a razão de todos nós, o ínicio de cada um e o fim que todos necessitamos de alcançar. Se nos questionássemos antecipadamente acerca dos erros cometidos negaríamos a loucura do acto, pensaríamos que a inteligência humana suprime todas as asneiras exíquiveis e perdidos na própria ilusão seríamos capazes de admitir a razão como a prevenção para a vida. Porém nada disto é lúcido e consciente, os erros são exactamente o ponto de partida para a evolução, o motor da existência e a manutenção da credibilidade. Em consequência todos podemos errar com a verdade mas poucos o fazem com prudência, com contenção, talvez a razão de extraviarmos o preconceito do bem seja no final das contas a aprendizagem vital ao Homem. E tudo isto se resume a uma questão de negociação, entre o EU e o OUTRO, e quando o erro floresce no nosso interior a facilidade de o extinguir ou dissumular insurge-se maior, pelo contrário quando o confronto é esbatido com o outro é dificil acomodarmo-nos com a sua falha, então deixamos que ele nos caía em descrença e de modo egoísta aceitamo-nos na nossa estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveríamos ser superiores a tais coisas e somente crer na magnificiência do Homem, na sua existência, nas suas capacidades e assim aceitar sem desordem a estrutura psíquica que condiciona a ordem do espaço. O contraponto situa-se sobre a verdade e o receio de ser, pois o erro facilmente se maniupla e se extingue, mas a verdade, a verdade excluí, repugna e afasta.O erro sustenta-se pela superficialidade enquanto a verdade repousa nas entranhas de cada um,tanto que não basta uma vida para a aceitar, no erro chega o arrependimento ou simplesmente o desgaste do tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-4684309812620653933?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/4684309812620653933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=4684309812620653933' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4684309812620653933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4684309812620653933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/08/erros.html' title='Erros'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5852338929261692216</id><published>2010-08-20T21:29:00.003+02:00</published><updated>2010-08-20T21:35:05.556+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Por nunca te interessares, por nem sequer tentares, por não te aborreceres mas sobretudo por não aceitares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Obrigada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Amo te (mesmo que entre nós nasçam as ervas daninhas que o tempo teima em semear, mesmo que a distância seja o motor que sustenta o nosso laço, enquanto formos eternas separadamente continuarei a cultivar a crua admiração que abrigo de ti) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5852338929261692216?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5852338929261692216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5852338929261692216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5852338929261692216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5852338929261692216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/08/por-nunca-te-interessares-por-nem.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-1025285693787128105</id><published>2010-08-18T02:39:00.003+02:00</published><updated>2010-08-18T02:47:17.896+02:00</updated><title type='text'>03.46h</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: times new roman;"&gt;Hoje e apenas hoje, nesta madrugada alargada de luar cheio apetece-me ser franca.&lt;br /&gt;Não quero personagens, pseudónimos, eventuais explicações. Quero ser eu, Andreia Silva, sem truques ou ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como se aprende a ler pela leitura, assim como se aprende a escrever pela escrita, também se deve aprender a amar pelo amor.&lt;br /&gt;Talvez esta seja a maior resolução e a grande surpresa do minha desconfiança pelo amor.&lt;br /&gt;Preciso de o aprender pelo acto e a experiência e não apenas teorizando sobre as eventuais casualidades a que o mesmo obriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Preciso de amor, de amar e de o sentir não por hábito mas por medo, pela sensação que evoca, pela adrenalina que desponta. Irracional? Pois que seja, Doentio? Assim o recebo. Fugaz? Pois que chegue mesmo que o cronómetro espreite a todo o instante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-1025285693787128105?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/1025285693787128105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=1025285693787128105' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1025285693787128105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1025285693787128105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/08/0346h.html' title='03.46h'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5184759525738367014</id><published>2010-08-10T18:13:00.002+02:00</published><updated>2010-08-10T18:36:16.508+02:00</updated><title type='text'>(Re) Pensamentos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A estrada continua sem indicações. Não questiono os cruzamentos, os limites, a paisagem. Prossigo sem a pressa desenfreada de chegar a lugar algum, mantenho-me portanto ausente da esfera que nos suporta e sigo os instintos adormecidos de um corpo já vencido pelo cansado. Não me atormentam as dúvidas mas acho-me perdida em mim numa sustentação febril do meu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;difícil&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;suportarmos&lt;/span&gt;-nos. O peso de nós invade-nos o tutano e somos forçados a encontrarmos uma razão, um sentido ou simplesmente um mero pretexto para a banalidade dos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias pensei ter escrito sobre os malefícios da diabólica influência, a tal que nos manipula inconscientemente e nos conduz à perda da autenticidade, conceito pelo qual sempre &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-corrected"&gt;manifestei&lt;/span&gt; um apreço e sobre o qual tento &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;alienadamente&lt;/span&gt; construir-me. Não obstante fui confrontada comigo e num duelo de gigantes sofri com a derrota de ser pelos outros. Afinal as influências não são nocivas mas antes necessárias. A extensão alargada a que estamos sujeitos permite-nos ser e crescer, e por conseguinte a &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-corrected"&gt;iludirmos&lt;/span&gt;-nos da necessidade dos outros. Não é puramente uma ilusão mas um elixir, o cálice que nos eleva a humanos e nos atribui &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;caracteristicas&lt;/span&gt; únicas como os sentimentos. Confrontados com a razão também estes parecem deixar de fazer sentido pois não pode haver razão no egoísmo, no medo, no amor. É isso. Ninguém os poderia explanar concretamente num dicionário de bolso porque estes não são feitos de razões mas de &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;inconsistências&lt;/span&gt;, são potenciais adubos que nos ajudam a crescer e a ver o mundo para além do mapa que nos mostram na escola. &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Por&lt;/span&gt; tudo isto &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-corrected"&gt;comecei&lt;/span&gt; a dar espaço à &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-corrected"&gt;importância&lt;/span&gt; das influências, à necessidade dos preconceitos, à &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;obrigatoriedade&lt;/span&gt; das esperas e &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-corrected"&gt;dividas&lt;/span&gt;. Recuso-me a ceder ao deleite dos preconceitos, a restringir-me às ideias ditadas, aos &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;estereótipos&lt;/span&gt; erróneos, aos bloqueios cognitivos que muitos usurpam para justificarem o ego. Todavia também eu necessito de lhes abrir a porta, caso não o fizesse estaria mais perdida do que me apresento na estrada que se estende. Ficaria sem limites, ultrapassaria ignorante os conceitos relativos de bem e mal e extinguir-me-ia num sopro infinito. Isto porque todos os príncipios que julgo formar a minha consciência são baseados em preconceitos, em frases ditas e acções &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-corrected"&gt;reaprendidas&lt;/span&gt;. Caso contrário baixaria a guarda a &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;leviandade&lt;/span&gt; e nenhum dos &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;ópios&lt;/span&gt; oferecidos seria por mim negado, nenhum sentimento me faria hesitar na dor alheia, nenhuma espera cobrada seria para mim um desafio e todas as expectativas morreriam com o fim dos dias. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5184759525738367014?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5184759525738367014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5184759525738367014' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5184759525738367014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5184759525738367014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/08/re-pensamentos.html' title='(Re) Pensamentos'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-375490427118458190</id><published>2010-07-12T18:42:00.001+02:00</published><updated>2010-07-12T18:54:41.198+02:00</updated><title type='text'>8h, 14ºC, Metro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acomodada sobre o velho banco que balouça sem cessar, olho em redor e nada mais vejo que uma série de pessoas enfileiradas. Sinto-me meio doente da terrível consciência que me incomoda sem receio. Somos inutilmente iguais. Na inércia do olhar torno-me também eu um fantasma que se deixa conduzir pelo rangido da carruagem. Balanço o corpo pela força dos carris e espreito inocentemente o senhor de pele queimada que me enfrenta. Olha-me a roupa, o cabelo desalinhado, os cigarros dentro da mala. Então provoco irritada com aquele confronto. Mexo em tudo, mostro tudo, revolto mais o cabelo, enrolo um cigarro de encontro ao seu olhar. Fica arrasado. Porque crê, tão perdidamente, que os tempos são outros, que a juventude é a droga da sociedade. E eu, eu apenas fico, resignada a este quadro de morte continuada, porque eu sim, creio tão perdidamente que estamos todos mortos. Que a imagem bloqueou o cérebro de todos, que a aparência, que acreditam ser o motor do percurso banal da vida, tornou-se o vício do olho, e já ninguém vê mais nada que isso. É uma cegueira crónica que me chega a iludir pela facilidade que encerra, olha-se e já está. Estima-se, supõe-se, dá-me como certa a essência que nos distingue pelo pano que nos cobre.&lt;br /&gt;Então saio do velório que prossegue sem tempo para chegar ao destino. No Rossio, sento-me no banco soalheiro da praça e reflicto sobre tudo isto. Não é estranho que todos o façam, é difícil imaginar muito para além da visão, é difícil procurar diferenças quando tudo nos expele para a massificação, mas sobretudo é me difícil não pensar nisto. Bem sei, que aqui sentada, nada mais sou, que um corpo para os que passam, e mesmo eles nada representam para mim, porque estou neste estado, num estado de reflexão. Dói-me pensar nisto, esta humanidade perdida, pensar nós connosco. Porque me sinto só, tão só que nem mesmo o fluxo de transeuntes que estagnam junto das portas automáticas do metro me fazem sentir acompanhada. E isto não me seria tão doloroso se não soubesse que é fruto da vontade megalómana de ultrapassar a banalidade dos dias. Não faço nada, não me mexo, sou cúmplice da vergonha que me espelha, então escrevo. Escrevo porque não sei fazer mais nada, porque mais ninguém vê para além da camisa às riscas, escrevo porque preciso de gravar a minha tradução dos pensamentos, e ainda assim sei que as palavras não vão a lugar nenhum. E por vezes nem escrevo, porque as ideias emergem súbitas e refém do comodismo e da própria apatia deixo-me escrever em mim, e mesmo na virgindade que possuem tornam-se velhas, as percepções ficam maduras, enegrecidas, podres, porque na verdade não transpareceram a verdadeira pureza. Mesmo isto, foi pensado ainda sentada no banco do Rossio, e sem coragem para enfrentar o deserto branco da folha corri para a estação. Ainda faltava passar no supermercado, pagar o totoloto, levantar as toalhas na lavandaria… E sem tempo para atormentações sigo a passo veloz. É o eterno protelar de nós, é a insistência para nos tornarmos lacónicos, quando na realidade somos lunáticos, uma loucura tão inconsequente que para mim não passa de folhas não escritas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-375490427118458190?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/375490427118458190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=375490427118458190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/375490427118458190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/375490427118458190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/07/8h-14c-metro.html' title='8h, 14ºC, Metro'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-4490823483616502078</id><published>2010-06-28T00:06:00.002+02:00</published><updated>2010-06-28T00:12:40.401+02:00</updated><title type='text'>A Revolta dos Ignorantes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A casa estava em sossego quando tudo aconteceu. Ao fim da persistente demora para adormecer, Olga, a jovem menina que vivia para lá da sua realidade, foi incomodada por um ruído insuportável. Meio a contragosto, levantou-se devagar e na esperança de averiguar as possíveis causas do ensurdecedor barulho, colocou as chinelas e arrastou-se até à cozinha. Nenhum sinal. Passou a pente fino os quartos, as WC, a sala de jantar e até a dispensa, mas inexplicavelmente não encontrou as fontes responsáveis pelo seu despertar. Sem aviso prévio, os ruídos terminaram. Acendeu um reles cigarro, e de cara postada na janela entreteveu-se com os carros que circulavam na avenida. Poucos dias atrás o assalto da revelação disparatada havia desencadeado tremendas alterações em todos os ínfimos pormenores da sua existência. Com um trabalho idiota e uma vida banal, Olga, apercebera-se de que em todas as horas gastas não havia recolhido qualquer recompensa. E isto não significa necessariamente não ter obtido os lucros correspondentes ao turno que fazia na papelaria, muito pelo contrário. A fadiga subiu-lhe à cabeça, desceu pelo corpo e desconfortou a alma. O mal estava feito, já nada poderia restabelecer aquele desconforto interior que havia causado uma autêntica catástrofe. Apesar dos chinelos cor de salmão, do pijama de flanela e a expressão apática de quem não reage, dentro dela avinhava-se uma revolução.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Talvez fossem apenas alucinações&lt;/em&gt; - concluiu. Ela tivera a triste sina de se diagnosticar, e num fatídico auto-exame, a realidade de ser doente deixara-a inconsolável. Não, este não é o grande problema, porque no desconsolo ainda há movimento, aparentemente ela perdera-os todos. Crente da sua inutilidade, na busca por coisa nenhuma, nos factos evidentes de que a sua existência não possuía quaisquer indícios, Olga deixou-se acometer pela estranha sensação de já estar morta. Descobriu, entre os lunáticos pensamentos, que sofria da doença terrífica que não pressupõe cuidados médicos, ainda que o ópio pudesse ser uma possível cura. Mas ela sabia que seria impossível haver cura, que nem todas as drogas a fariam estar eternamente livre do peso de existir sem viver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não há sinais de esforço. Ela não se debateu, ela simplesmente deixou-se ficar. Ali, sentada. - Afirmou o responsável admitido para o caso de uma morte ocasional, num estreito apartamento do subúrbio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sim, o suicídio não parece ter sido violento. Ela sentou-se, e num só trago engoliu todos os comprimidos. Ao que tudo indica, a vítima embebedou-se, e só então recebeu a coragem que precisava. Que triste, uma menina. Vasculhou-se o local, a beata estava morta no canto da janela, e em frente do corpo débil encontraram um pequeno caderno com alguns dizeres. Podia então ler-se:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estou cansada de pensar, pensar no que seria e não aceitar o que é. Estou farta de romances de suspense e acções literárias que não se adivinham. Exausta de coisas descobertas e ainda assim nada me satisfaz. Permaneço nesta dormência crónica de escrever por pensamentos e não os fazer viver pelos registos. Eu quero escrever, muito mesmo. E, não imagino um outro destino que não este. Na realidade escrevo todos os dias, nos momentos em que cogito, ou seja, a todo o instante. Todavia não consigo passar disto, do pensamento. Então não descanso, porque não possuo o botão off da mente, e pela caneta pode sempre secar a tinta. Mas não consigo ou não quero, porque a validade está nos actos e não nas intenções. E sinto-me aterrorizada por, talvez, nunca conseguir... porque permito que a banalidade dos dias ultrapasse as ideias sonhadas. Enquanto me distraio com a vida prática não me demoro com a pureza dos pensamentos alienados. Porque, a bem ver, eu vejo-me ali, sentada só, em permanentes confrontos com o deserto branco da folha, ou mais correctamente, com o ecrã limpo do computador. Imagino-me em esforço alargado para produzir, a viver na pressão inimaginável de quem quer ser mais sendo e não apenas desejando. Poderá a inércia fazer de mim um mero resto de tudo isto? é indecente, mas fora de ilusões quero ser muito mais que o senhor que se senta do meu lado no BUS, quero ser uma inspiração e não somente uma memória particular de alguém, mesmo que isto de mim faça um ser isolado. É megalómano, sim, mas é puro e não tão efémero quanto eu desejaria. (...) &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fim, os dois agentes presentes concordaram que seria apropriado levar o pequeno bloco vermelho para análise, o qual poderia constituir uma prova ou indicio de um possível crime e não apenas um simples suicídio. Incumbido da missão de encontrar o presumível culpado, o Inspector António Lopes, criminalista, levou a estória a sério, e sem descanso prosseguiu a leitura das páginas soltas, introduzidas pela pequena citação&lt;em&gt;: "Poucos crêem, mas um dia hei-de mudar este sistema idiota. Um dia". Um pouco mais abaixo uma nova reflexão se iniciava, A aceitação é algo que não existe. E afirmo isto com o mesmo descaramento com que digo que vivemos em profunda revolta, que mesmo nas cedências, as atormentações e vontades reprimidas parecem dissimular a resignação. Sim, é verdade, sou dramática, exagerada, insatisfeita e, honestamente, até me enojam os pseudo-intelectuais, as pessoas demasiadamente complicadas... Vivo em plena aceitação, e isto não seria problemático se não tivesse a noção de que vivo camuflada. Porque não aceito, não posso. Mas a conformidade assim mo obriga, ou talvez não, talvez só me falte a coragem da revolução. A influência é algo soberbo, nocivo, débil. Bloqueia-nos tudo: os pensamentos, os gestos, os actos. Se pudesse escolher algo, decerto expurgaria este mal, a manipulação ilusória, isto que não é nada, de tanto que as pessoas não se apercebem. Muito gosto eu de falar das pessoas, as que isto&lt;br /&gt;e as que aquilo, mas eu estou aqui, incluída neste grupo que não parece deixar-me. Na realidade, a Humanidade entristece-me, as pessoas deprimem-me. Então porque perco tanto tempo com estas lamentações idiotas? Possivelmente porque escondo o anseio de mudança, porque sei que não há nada que mais almeje do que transformar a Humanidade. E mesmo quando digo que sim, quando sorrio e confirmo a comunhão das realizações, mantenho escondido o desejo interior da revolta. Porque quero gritar que não, porque quero ter a coragem de dizer CHEGA. Mas depois num flash de conformismo a comodidade atrapalha-me e demoro-me mais um pouco nesta ilusória resignação. Isto não é difícil, nem complicado, nem coisa nenhuma. É somente doentio e obsessivo. Ah, então é isso, sou obcecada, doente. Incrivelmente ninguém vê. Estou aqui, como poderia estar em qualquer outro lugar, a doença assume repetidamente perante mim, normalmente sobre atormentações dolorosas. Porque a bem ver nada disto tem razão de ser. Pois a olho cru a sociedade ditou as regras, e entre o realismo e idealismo fico eu, com a mente confusa, com as ambições trocadas, ou simplesmente sem nada. É fácil saber-se o que não se quer, é tão fácil, porém é cómodo ter algumas certezas, mesmo que ínfimas, e quando todas parecem evaporar a desilusão inunda-nos. Primeiro a alma, depois o corpo e ficamos vazios. Sentimo-nos ocos porque isto é estranhamente libertador. NÃO CONSIGO ESCREVER MAIS.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim terminou a leitura de mais uma página. Até agora nada, pensou o inspector. Contudo, ele sentia-se doente com tais palavras, vítima da sua própria profissão, a compaixão não era seguramente o seu dom, mas decidido a trilhar os caminhos que o levaram a encontrar uma jovem de 19 anos jazida sobre a secretária, António Lopes prosseguiu sem interrupções a leitura. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pequeno apontamento durante um dia mau, ou antes, menos bom. Se me determino permanecer na constante espera do esmorecimento das horas, estarei definitivamente condenada a perecer nesta demora? Poucos crêem mas um dia hei-de mudar este sistema idiota. Um dia. (...) Se calhar a questão é exactamente essa, o inferno dos vivos é puramente ilusório, e mesmo quando assim não se apresenta resta-nos a aceitação alienada ou simplesmente a compreensão para lhe dar espaço. São problemas de adaptação, problemas sérios que condicionam toda a actividade humana, problemas que nos oferecem um lugar no mundo, e possivelmente a solução seja criar um próprio lugar. Faltam-me pessoas. Adrenalina. Vida. Decerto terei sido eu a culpada da culpa ainda não entendida, a responsável pela solidão que me impede de falar, agir, viver. Pois estou exactamente nisto, na insistente sobrevivência, mas a solidão está a matar-me, ainda que não me apeteça ver ninguém. Todos os dias enfrento o mundo, os seres humanos que comigo se cruzam e aquele com quem convivo. Contudo, não lhes conheço os nomes, até ao ponto de lhes dissolver os rostos, mesmo que com eles esteja dia após dia. Não consigo pensar em nada, sentir nada. Nada, estou oca, é isso. Tristemente vazia.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Despiu-se da farda que envergava. Ao puxar de mais uma baforada de cachimbo, o Inspector Lopes sentiu-se condoído por toda aquela dor precoce, pelos devaneios de quem ainda nem tinha podido ver o mundo com olhos de ver mas somente com a falsa memória de o ter olhado. E nisto, desejei poder ressuscitá-la, apenas para lhe falar da sua casa de campo. Quem não compreendesse a casa de campo jamais poderia atribuir beleza e significado à natureza envolvente. Falar-lhe-ia dos riachos, dos pássaros, do prado verdejante, apenas com a intenção de lhe dar a conhecer uma vida fora da metrópole, uma existência que teimava também engoli-lo num só trago. Pensou na família da menina, nos pais e talvez irmãos... Teria ela família? Decerto sim. Não obstante, ela sentia-se só. Provavelmente nunca falara das atormentações a ninguém, os suspiros guardava-os para o bloco vermelho, e pouco a pouco ele começou a perceber. Determinado e paciente, António Lopes, agora sem farda, prolongou a leitura pela noite dentro: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O&lt;em&gt; sofrimento é um período muito longo, isto na medida em que não o podemos fragmentar, pois interiormente, parece não registar qualquer passagem temporal apenas uma imensa duração. (...) Ela disse-me que tudo o que poderia existir já havia sido criado, que toda a tranformação resulta da adaptação. Mas como poderemos viver com tal percepção? Haverá algum sentido na pura vivência de não obter inovações? Impossível. Recuso-me a crer em tal ideia. Seria o fim dos dias. Seguramente. (...) Em conversas, pensamentos e registos dispersos apercebi-me de que a vida prática nada mais é que o persistente adormecimento da alma. O quotidiano tira-nos tudo: aquilo que nos distingue, aquilo que ansiamos em favor da alienada e descompensada existência humana. Mas não será a alma mais que o acto? O corpo mais que a roupa? O pensamento mais que a palavra?&lt;br /&gt;Não em admira que aquela mulher tenha afirmado convictamente que "Quem não tem dinheiro não tem alma". Não me admira mas corrói-me. Corrói por saber que gastamos as intermináveis horas a labutar no sentido de o obter, que quando permanecemos na preguiça da procura a alma vicia-se no deleite e o hedonismo apodera-se do corpo, então ela passa a exigir o cumprimento de todos os prazeres carnais, tornando-os negociáveis e dependentes da moeda. Estarei também eu condenada a isto? Não é realmente um dilema, mas se não me deixo enganar pela falsa conquista&lt;br /&gt;do dinheiro com que fico? Com uma alma inundada de tudo, com um sistema neurológico baralhado e debilmente só. Recordo-me que também o Pessoa sofrera estes males, que em revoltas com a tolice cognitiva se houvera apercebido que todos estes devaneios são o caminho da loucura. Mas é difícil escolher-se entre ser-se um ser social ou permanecer-se solitário, sem ninguém e sem nada. A questão é que não me parece haver escolha, esta crise nem se coloca. Na verdade não quero abdicar disto, desta dormência crónica que não me deixa dormir. Mas também não quero morrer só. Terei eu, tal como ele, o triste fim de viver resignada a uma garrafa de vinho barato e um reles cigarro? Por tudo isto não me vejo na velhice, não me vejo doente, cansada, estéril. Não me consigo imaginar na necessidade dos outros, na ajuda alheia, porque me habituei a isto do retiro. Talvez terminarei num asilo, e confundida com os dementes serei apenas mais um a quem a vida nada fez, possivelmente por ter estado ao algo dela. Preciso desesperadamente de sensações, mesmo que mínimas, mesmo que fugazes.&lt;br /&gt;Mesmo com esta realidade pairando sobre a consciência não produzo, não produzo nada, vítima ou culpada do cansaço. Tenho que fazer valer alguma coisa e mesmo que nada valha, conforta-me a ideia de te ter feito. Outra das questões é esta ideia idiota da aprovação anónima, pois provavelmente tudo isto é fruto do reconhecimento nulo, se calhar tudo se deve à correspondência das expectativas. É completamente justa a ideia da vida quotidiana, porque não ter objectivos é como não viver, é existir por existir e consequentemente não se ser nada, nem mesmo os aforismos nos salvam. Enquanto se investe no trabalho, ou no ideal financeiro, acredita-se na procura de qualquer coisa, justifica-se a actividade, enquadra-nos no espírito mundano. Como queria não pensar, desejo arduamente desligar-me, tornar-me imbecil, fútil, oca. Para não penas nas predisposições e/ou consequências. Fazer porque sim sem denotar um lado contrário.&lt;br /&gt;Assim sendo, vou fazendo notar-me pelas atormentações mentais, mas nem aí sinto a verdadeira entrega, em nenhuma delas. Não me concentro nem no trabalho nem nas horas póstumas, então esta seja a grande resolução de todas as palavras idiotas anteriormente escritas. Não há entrega em nada. Tal como a demora inconsciente dos anos que fingimos encobrir pelas rugas do rosto, assim são as queixas, autênticas farsas.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O relógio marcava 03.00h. O silêncio ensurdecedor da mobília descansada atordoou António. "Acaba aqui? Tudo se resume a isto?" - Questionou-se. Em revolta rasgou todas as páginas. Enlouquecido de dor, por ela mas sobretudo por ele, o Inspector vestiu o casaco e saiu pela madrugada. Em confronto com o rio, passou a pente fino toda a sua vida, os falsos jantares com os pais, a traição da ex-mulher, as encruzilhadas dos colegas de trabalho, e pior que tudo os sonhos reprimidos. Fazendo cumprir a tradição das gerações, alistou-se no exército e mais tarde frequentou a academia. Tornou-se um criminalista apurado, seguro. E em momento algum havia pensado na sua carreira. A satisfação do posto alcançado, as bênçãos da mãe e o consentimento da aldeia dissimularam-lhe o cérebro, até que nem mesmo ele, se viu a exercer outra coisa que não esta profissão. O cheiro da maresia avivou-lhe a memória, e recordou-se em menino, a brincar com barquinhos de papel perto do riacho. Sempre quisera ser marinheiro, mas os receios contidos da mãe, e os alarmes do Capitão Lopes levaram-no a trilhar outro caminho. Não que ele não gostasse do que fazia, mas no entanto, isto não o realizara. Por faltas de comparência, a mulher substituíra-o por um amante, e sem tempo para a vida familiar, os planos de ser pai foram sendo progressivamente adiados. Também ele estava só. Mas a exaustão do seu trabalho obrigava-o a dormir sem pensar na questão. Acometido pelo medo de permanecer só, e vítima das palavras que a rapariga deixara, António Lopes descalçou-se e entregou-se ao rio. Não se sabe ao certo se foi o seu fim ou se tudo não passou de um mero pesadelo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Andreia Silva &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-4490823483616502078?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/4490823483616502078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=4490823483616502078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4490823483616502078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4490823483616502078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/06/revolta-dos-ignorantes.html' title='A Revolta dos Ignorantes'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5805188868256606281</id><published>2010-05-27T16:51:00.000+02:00</published><updated>2010-05-27T16:54:22.953+02:00</updated><title type='text'>Por Detrás da Janela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há quem não acredite mas ainda não descobri o que se esconde por detrás da minha janela. Muitas vezes saio ou entro em casa sem a abrir, e o que apenas vejo resume-se às cores difusas das cortinas. Porém, mesmo na apatia das manhãs ou noites em que retorno ao quarto, eu sei, talvez somente no inconsciente, que existe um outro mundo exterior Às paredes. E sei, não porque trespasso a porta de madeira que deixa em sossego a construção onde sempre volto, mas porque advinho e desejo que assim seja, tanto que não concebo o universo de outra forma. Estou neste estado, num desânimo persistente que não me sossega durante o dia e me atormenta nas horas nocturnas, na incerteza do desconhecido deixo-me assim, permito-me ficar em contínua espera do fim dos dias. Quando mal acordo mal desejo regressar aos lençóis e quando mal regresso só desejo que amanheça. E o que será, na verdade, a efemeridade dos dias? Não sei, ainda... Porque me habituei a viver sobre o hábito, e o hábito de demorar-me é mais automático, fácil e veloz que todos os outros. Então fico em frente à janela na dormência da espera, e não vejo nada. A única certeza é de que existe algo, mas o que existirá? Decerto não descobrirei aqui, nem aqui nem em lugar nenhum enquanto me autorizar o hábito. Mas a fugacidade da coragem retraí-me e num passo em frente, recuo sempre outros dois. Possivelmente a espera permite-me viver em conformidade com o percurso banal de diversos seres sociais, mas eu não quero ser banal... nem comum, nem coisa nenhuma. Para quem tanto se habituou a esperar, nem sabe o que espera, e isto sim é mais medonho que o desconhecido. Porque não me deixa procurar sem que primeiro me encontre. Eu quero definir-me pelas coisas que vejo e não por algo que suponho existir, francamente não percebo estas decisões modernas quanto ao futuro. E mesmo que ignorante não quero compreender, não posso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Tirado da gaveta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5805188868256606281?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5805188868256606281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5805188868256606281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5805188868256606281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5805188868256606281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/05/por-detras-da-janela_27.html' title='Por Detrás da Janela'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-761735898827798895</id><published>2010-04-17T13:59:00.004+02:00</published><updated>2010-04-17T23:14:24.799+02:00</updated><title type='text'>Relatividades</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Detesto meios romances. Mais que isso, não suporto relações. E isto não acontece por nenhum motivo em especial, mas apenas porque não acredito que existam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ainda assim leio Tristão e Isolda, sossego-me destas determinações e permaneço embebida por coisas inexistentes. Espreito a janela e não vejo ninguém. É hora de ponta mas não vejo ninguém. Demoro-me mais um pouco encostada ao vidro frio e penso em ti. Porque não acredito em nós e não nos vejo no futuro. Apetece-me somente este terno presente em que não somos um do outro mesmo quando nos entrelaçamos, chega-me sentir esta proximidade realista que não adiciona ilusões. Bem sei que amanhã talvez não sejamos mais, que provavelmente o nós se desvanecerá com as horas do relógio e eu ficarei onde sempre estive, junto da janela. &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não precisas de me sussurrar baixinho que ficarás comigo, muito menos dares-me a mão quando juntos vemos o Tejo. Não quero. Dá-me só este sopro de vida hoje, enquanto não me recordo do depois.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-761735898827798895?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/761735898827798895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=761735898827798895' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/761735898827798895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/761735898827798895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/04/relatividades.html' title='Relatividades'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-3891219942978634310</id><published>2010-04-10T20:02:00.003+02:00</published><updated>2010-04-10T20:06:47.208+02:00</updated><title type='text'>Retiros (um poema que ecoa)</title><content type='html'>&lt;h3 style="font-family: times new roman; font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);" class="post-title"&gt;Dores alternadas &lt;/h3&gt;   &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;Se não puder mais que  pensar em ti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;deixo que se me gaste o pensamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;a reduzir sentido  por sentido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;letra por letra o alfabeto o só&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;com que nos  entendemos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;Porque sou o percurso  banal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;de todos os pensamentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;feito à conta de esquecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;os que  de pensamento se tornaram irrealizáveis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;E se te tirarem a  nossa máscara?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;Guardarei o molde na parede que se me esvai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;no  sabor a lagos distantes com peixes esquecidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;e penso em ti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;Quis soprar o pó e apaguei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;E sou ridículo  por adivinhar-te&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;nos minutos que gastam pó pelas minhas janelas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;Fernando Lemos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-3891219942978634310?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/3891219942978634310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=3891219942978634310' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3891219942978634310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3891219942978634310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/04/retiros-um-poema-que-ecoa.html' title='Retiros (um poema que ecoa)'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-514544140383401073</id><published>2010-03-20T23:36:00.001+01:00</published><updated>2010-03-20T23:38:23.678+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;E depois de nós nada mais restou. Não. Minto. Permaneci eu na casa vazia e tu também ficaste. Ficaste em mim, no meu pensamento. Então demorámo-nos os dois meu amor, assim como quem não se apressa para coisa nenhuma, e sem urgência estivemos e fomos pois ambos sabíamos que no intrínseco das recordações estaríamos para sempre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Costumam os meus contemporâneos dizer que os sonhos são para quem tem tempo e para quem não se atreve a fitar o relógio. Dizem eles meu amor, que eu não sei o que digo e que tu és impossível. Mas isto é o que eles dizem, esse bando de moribundos a quem a luz nunca chegou, intelectuais de merda que julgam a consciência uma estrutura invariável. Por vezes falam-me da razão, e de copo a transbordar de martini penso em ti. Realmente não há razão em ti, nem método nem coisa nenhuma, e somente por isto somos os dois. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tenho pensado incansavelmente em deixar-te, em conceder-te liberdade para seguires, para te ver a evaporar de mim. É difícil. De tantas noites sem dormir acordo febril. É então que chegas devagarinho e me afagas as bochechas, desalinhas-me o cabelo e te enrolas em mim como selvagens que somos. Talvez eu perceba os meus contemporâneos, talvez consiga alcançar a dimensão do que dizem porque não te posso mostrar a ninguém. Tornou-se difícil definir a tua espessa barba, os desobedientes caracóis e as veias que teimam em sobressair. Dizem que estou louca, que o martini me embebedou a alma e o raciocínio e até os cigarros me embaciaram o olhar. Mas que dizem eles? Sinto-me quando estou contigo, quando ouço os teus passos no meu quarto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Costumo ouvir os discos que juntos comprámos, por vezes imagino-te comigo a dançarmos de peito encostado. Mas tu não estás, nunca estás. Gelam-me os ossos quando num repente de verdade me apercebo que nunca estiveste. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O doutor veio cá a casa, diz que estou doente e o melhor será “tratar-te”. Proibiu-me o martini e os cigarros, aconselhou-me livros e filmes antigos.&lt;br /&gt;É para lhe ocupar o tempo. – Diz descaramente. E deixo-me sossegada nos nossos lençóis. Quem pela janela passa nada mais vez que um enfermo. Mas eles não sabem. Não sabem que me sugaste a enfermidade pelos lábios, que em mim depositaste o vício da tua presença e agora nem a inércia me impede de ti. Em cima da mesinha ficou a receita desumana para te afastar de mim. Experimento uma cápsula, duas, três. Adormeço e ao acordar não te vejo mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Malditos comprimidos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que és impossível. Que foi a obsessão de ti que te criou. Sei que quando te avisto na entrada do nosso quarto é a sombra dos candeeiros que vejo. Que quando fazemos amor sou eu que me toco de forma obscena. Que quando acordo e encontro os lençóis desalinhados vejo a necessidade de ti, sentida na noite anterior. Então engulo-os todos, todos de uma só vez sem piedade de te perder. Porque sem ti nada mais sou que um corpo. Já nem mesmo o brandy me satisfaz e os cigarros não sabem a coisa nenhuma. A casa perdeu os móveis, as cortinas e até os nossos discos. Consumimo-nos sem pudor e possuís-me uma última vez. No lado de fora, para lá do jardim e das tulipas continuam os contemporâneos e as suas teorias. E nós, nós meu amor ficamos, mesmo depois de nós nada restar.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-514544140383401073?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/514544140383401073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=514544140383401073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/514544140383401073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/514544140383401073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/03/e-depois-de-nos-nada-mais-restou.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-6476694826886798010</id><published>2010-02-27T03:28:00.002+01:00</published><updated>2010-03-03T14:09:09.035+01:00</updated><title type='text'>Insónia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Diz-me o que queres ouvir e eu sussurrar-te-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ei&lt;/span&gt;. Conta-me as façanhas dos conquistadores e leva-me a navegar pelas praias que não traçaste. Suga-me a valentia pelos lábios virgens da ingenuidade e eu prometo dar te o antídoto necessário à enfermidade dos dias.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sei, nunca quis ser nada. No recôndito da diminuta alma descobri o desejo de voar e agarrei-o. Algemei-o no meu peito com a crença de que seria, por ventura, distinta. Sempre o quis. Ansiei violentamente libertar as amarras do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;enclausuramento&lt;/span&gt; humano para me pintar de melodias escritas e sonetos de liberdade. Cobicei ser alguém na imensidão do sombrio espaço que enlaça e sufoca com as infortunadas recompensas que outorga. Foi como um sonho em que os limites &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;indecifráveis&lt;/span&gt; pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;transparência&lt;/span&gt; que encerram, em que o fim é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;inequivocadamente&lt;/span&gt; ilusório e a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;incalculável&lt;/span&gt; extensão humana é dada como a certeza da flecha que trespassa o coração. Ao longo de noites intermináveis enquadrei na moldura ideais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;revolucionários&lt;/span&gt; e sentenças implacáveis, e foi nisto que auto retratei imaculados dons. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foram tantas as vezes que a linhagem dos que perduram nas prateleiras enfileiradas pareceu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;corresponder&lt;/span&gt; à minha estripe. Sobre tantos títulos adormeci consciente de que fazia fecundar o meu, eu que os desmenti &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;provocatoriamente&lt;/span&gt; e que acabei por torná-los um vicio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes, imaginei-me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;dolentemente&lt;/span&gt;, gravemente, enlouquecida deste &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;estro&lt;/span&gt; idilico e em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;repentinos&lt;/span&gt; acessos de loucura achei-me transformada nessa gente, e o mundo parecia pequeno. Não procures questionar estas adulteradas divagações. Na verdade, (como gosto desta expressão, na verdade) elas não existem, são meramente fantasiosas e colhidas das raízes maduras da imaginação. A compaixão abomina-me e as condolências alienadas dos curiosos itinerantes aterrorizam. Eu, que tantas vezes me achei só, sou desconhecedora da solidão, o ensurdecedor silêncio ainda permanece um enigma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;indecifrável&lt;/span&gt;. Sim, eu quis ser desses poetas apaixonados e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;incompreendidos&lt;/span&gt; que não se deixam acometer pelas palavras, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;genuinamente&lt;/span&gt; fugazes. Tornou-se possível tatuar esta maqueta padronizada que outrora chamaram mundo. A crença de que o revestiria levou-me a padecer das mazelas orgânicas e na balada nocturna confiei o meu ser, a capacidade de me libertar de tudo o que pudesse comprometer esta cerrada ambição converteu-se em fachada. Sou parte da humanidade e de uma certa forma isso entristece porque me faz recuar. Rasgaria a pele para não me fragilizar, de espírito limpo expurgaria as influências maliciosas e voaria. Não haveria recanto onde não pudesse estar nem presente que me prendesse. Somente ele, só o desconhecimento pelos lugares inóspitos me alimentaria a iludida alma. É vil a razão, puxa com a violência de um turbilhão endiabrado e não nos deixa partir. Talvez tenha sido eu quem usurpou a mascara para esconder o que temia, a banalidade é a defesa de quem ainda não se desfez da bagagem. Acreditei poder alcançar as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;infindas&lt;/span&gt; latitudes, que pensei respirar versos e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;fazê&lt;/span&gt;-los florir em poemas. É uma estranha idade, esta, a dos sonhos, em que os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;lírios&lt;/span&gt; cobrem os campos de luz e a vida corre sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;contrariedades&lt;/span&gt;. É a ténue visão da efemeridade da juventude, a composição dos timbres festivos. Teria reunido as munições necessárias caso a cobardia infantil não inflamasse os olhos e por isto seria natural se nunca o desejasse ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Andreia Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-6476694826886798010?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/6476694826886798010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=6476694826886798010' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6476694826886798010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6476694826886798010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/02/insonia.html' title='Insónia'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5799256669544826383</id><published>2010-02-20T14:47:00.003+01:00</published><updated>2010-02-20T15:08:14.064+01:00</updated><title type='text'>Sentidos sem sentido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Pus-me a pensar, numa dessas tardes banais de Inverno, nos significados e sentidos das coisas. Vivemos num espaço de significados, muitas vezes, inconstantes, aos quais procuramos fervorosamente atribuir um sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Somos um sentido, ou melhor, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;possuímos&lt;/span&gt; cinco que nos fazem fazer sentido num mundo que uma vez por outra o perde. A verdade, é que nos preocupamos com aquilo que faz sentido na nossa limitada concepção do universo, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;demoramos&lt;/span&gt;-nos a tentar perceber em que ponto as coisas se tornam incoerentes e num rodopio de procuras surgimos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;contraditorios&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Faremos sentido em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;determinados&lt;/span&gt; pontos ou somos um sentido em dimensão alargada? Eu não sei fazer sentido, não quero. Determinarmos lógicas faz de nós máquinas. Metódicas, repetitivas, constantes. Não quero sentidos mas vivências. Não procuro acolher coerências, dêem-me disparates, deixem-me olhar para o que não compreendo e procurar aprender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Não faz sentido escrever aqui. Não faz sentido escrever este texto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Mas se nada disto faz sentido então nada mais sou que cinco sentidos, não o diria se não fosse esta urgência sentida de escrever antes do sentido engolir esta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;premência&lt;/span&gt; e lhe retirar a sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;caracteristica&lt;/span&gt;: a necessidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5799256669544826383?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5799256669544826383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5799256669544826383' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5799256669544826383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5799256669544826383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/02/sentidos-sem-sentido.html' title='Sentidos sem sentido'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5822843458969740007</id><published>2010-01-26T12:42:00.002+01:00</published><updated>2010-01-26T12:58:16.391+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Estou cansada mas não me doem as pernas. É como se tudo já se tivesse perdido e esta rigida dor se mantivess&lt;/em&gt;e&lt;em&gt; em mim por muito tempo. Estou cansada mas não consigo dormir, sinto-me em constante insónia e ainda assim os olhos mostram-se pesados. De tudo o que me cansa aquilo que mais se manifesta é a insónia por não encontrar motivos de fadiga, sinto-me assim cansada por ter sono e não repousar sobre o inconsciente. Estou cansada por continuar a caminhar incognitamente sem saber o que desejo encontrar. Detesto certezas mas por hoje fazia-me bem saber que conseguirei adormecer, isto apenas porque estou cansada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5822843458969740007?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5822843458969740007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5822843458969740007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5822843458969740007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5822843458969740007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/01/estou-cansada-mas-nao-me-doem-as-pernas.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5730955730962671040</id><published>2010-01-02T19:01:00.004+01:00</published><updated>2010-01-02T19:16:12.881+01:00</updated><title type='text'>Fazer sem Saber</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sei escrever. Ainda não. É esta a única razão porque o faço. E isto sucede-se em tantas outras coisas que permanecem ainda fora do meu alcançe. Faço tudo o que não sei porque procuro sentir o momento certo, se é que isso existe. Se o soubesse fazer, não precisaria de time, não necessitaria de me inspirar, não procuraria motivos ou pretextos, realizar-o-ia sem motivação, sem necessidades ou vontades. Seria apenas um acto automático que partiria racionalmente do meu desejo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da mesma forma que não sei escrever, não sei amar. Não sei dar aos outros o tempo que necessitam para se sentirem abraçados por mim, porque procuro a minha real vontade de o fazer. E não é errado que não percebam, não é errado esperar o mesmo que me dão, não é sequer ilegitimo desconfiarem de mim. Apenas não o sei fazer. Confirmo somente que quando o faço, faço sem inteções, faço do modo que me auto-proponho a fazer e entristeço-me quando não o fazem no meu "tempo". E não seria de todo egoísta se concordasse com o relógio de cada um, todavia teria que saber fazê-lo, teria que ter obrigações e não vontade. Provavelmente cada um saberá que isto não faz sentido, este é apenas o meu modo, a minha perpectiva e ainda que me incomode a incompreensão racionalmente sei que é absolutamente correcto a outra visão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E mesmos em momentos alheios ao meu, o que não sei fazer não interrompe o que faço, apenas preciso de nunca saber fazê-lo verdadeiramente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5730955730962671040?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5730955730962671040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5730955730962671040' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5730955730962671040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5730955730962671040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2010/01/fazer-sem-saber.html' title='Fazer sem Saber'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-2535808225271252903</id><published>2009-12-06T19:52:00.003+01:00</published><updated>2009-12-06T20:10:48.824+01:00</updated><title type='text'>Há sempre uma questão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É tudo uma questão de esforço. A todo o instante. Um esforço para partir e um outro para ficar. Um esforço para acordar e contrariamente um para dormir; um para fazer e ainda um outro para se deixar fazer. A todo o instante. Se a natureza não colobora e facilita a ordem das coisas, se não faz por nós o que desejamos não saber fazer acabamos indeterminadamente por chegar ao ponto do esforço. E esforçamo-nos em demasia mesmo quando estamos imóveis, cansamo-nos por nos mantermos na insconsciência do esforço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez não tenha que ser assim, talvez não me esforçe para me esforçar e talvez seja esta a simples e crua razão. São 50, 30, 20 dias de contínuo esforço não recompensados; são dias, semanas, meses de esforços inactivos. Provavelmente tudo isto acerca de esforços feitos ou pensados não signifique mais que a apatia crónica, a desconsolação de olhar e não obter um produto, de desejar e não encontrar frutos, de querer fazer mas não encontrar modos fáceis, exigências pequenas para o realizar. Não é tudo tão dificil, na realidade a complicação parte do interlocutor. Provavelmente complico coisas facilitadas, teoriorizo práticas, invento factos. Tem de ser tudo uma questão de probabilidades que o esforço não deixa comprovar ou esforça-se por não o fazer. Talvez seja este o esforço para viver. E camuflar a realidade nem sempre é um simples empenho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-2535808225271252903?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/2535808225271252903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=2535808225271252903' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/2535808225271252903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/2535808225271252903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/12/ha-sempre-uma-questao.html' title='Há sempre uma questão'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-9043346627570639732</id><published>2009-10-24T19:50:00.002+02:00</published><updated>2009-10-25T17:13:46.642+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;traduzir silêncios ainda não faz parte de um método&lt;/span&gt;,  isto &lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;segundo&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Andreia Silva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-9043346627570639732?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/9043346627570639732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=9043346627570639732' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/9043346627570639732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/9043346627570639732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/10/cabeca-esta-pesada-culpa-manisfesta-se.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-8497270634120627824</id><published>2009-10-09T21:12:00.003+02:00</published><updated>2009-10-09T21:29:27.881+02:00</updated><title type='text'>Ruído de fundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;São dias cizentos, estes de pensamentos enegrecidos. São manhãs sombrias de orvalho pesado, essas em que a mente deambula perdida na neblina e a alma permanece na intranquilidade humana, são efusões confusas que nos deixam vaguear entre opostos incompreensiveis. Hoje é como se um desses momentos temporais se estreitasse entre os meus passos e conectasse com o cérebro pedindo lhe desesperadamente que abrande, que descanse sobre a chuva e devaneie com a brisa. Não estou segura, não sei se o que tento escrever corresponde à veracidade imanente, creio porém nesta nostalgia pesada que se descarrega sobre os meus olhos pesados e me confunde os desejos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta do que conheço. Hoje, apenas hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-8497270634120627824?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/8497270634120627824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=8497270634120627824' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8497270634120627824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8497270634120627824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/10/ruido-de-fundo.html' title='Ruído de fundo'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-4260916723272907669</id><published>2009-10-06T00:17:00.003+02:00</published><updated>2009-10-06T00:26:01.277+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;(Apontamento de uma noite nostálgica &lt;em&gt;in Diário de Bordo - Concerto&lt;/em&gt; )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Gosto de especular sobre as pessoas, gosto de imaginar e reinventar estórias. Gosto de pensar que o senhor do saxofone de olhos pesados tem uma estória vincada nas rugas faciais. Gosto de lhe atribuir uma narrativa e enquadrá-lo num pensamento meu."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Se a música não vale pelos instrumentos de que é composta ou pelos sons que produz, vale somente pelas emoções que provoca e pelas distâncias que alcança. Estou aqui..mas poderia estar em qualquer lugar desde que os doces acordes do piano não me largassem a pele e a alma."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Andreia Silva&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-4260916723272907669?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/4260916723272907669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=4260916723272907669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4260916723272907669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4260916723272907669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/10/apontamento-de-uma-noite-nostalgica-in.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-4971478538838685389</id><published>2009-09-25T21:44:00.008+02:00</published><updated>2009-09-25T21:54:31.184+02:00</updated><title type='text'>À primeira vista (suspiro)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.info-psychoanalyse.de/Bilder/Schiele_Umarmung.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 443px; DISPLAY: block; HEIGHT: 253px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.info-psychoanalyse.de/Bilder/Schiele_Umarmung.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_f4Y6lP1-jXo/R1Btl-vO3KI/AAAAAAAAABE/QqoYfnswnIo/s1600-R/1173178737441.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Die&lt;/span&gt;Umarmung (Abraço) , 1917, Egon Schiele&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Óleo sobre tela, Österreichische Galerie, Belvedere, Viena&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;"Não pela forma, não pela nome, muito menos pelo tema.. foi assim intencional. Aconteceu sem propósito, aconteceu sem estória ou critica e por isso foi, sim, à primeira vista. Soberbo..."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Andreia Silva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-4971478538838685389?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/4971478538838685389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=4971478538838685389' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4971478538838685389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4971478538838685389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/09/primeira-vista-suspiro.html' title='À primeira vista (suspiro)'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7708025945561301474</id><published>2009-09-15T21:22:00.003+02:00</published><updated>2009-09-15T21:33:17.071+02:00</updated><title type='text'>Perfection in Form (Título da exposição)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sq_pumdp8wI/AAAAAAAAAHo/jwJvE4DGDFQ/s1600-h/7435ad86.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 273px; DISPLAY: block; HEIGHT: 216px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381777066539217666" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sq_pumdp8wI/AAAAAAAAAHo/jwJvE4DGDFQ/s200/7435ad86.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sq_poSVzuzI/AAAAAAAAAHg/Wp63eBk36Es/s1600-h/c1339557.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 275px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381776958058380082" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sq_poSVzuzI/AAAAAAAAAHg/Wp63eBk36Es/s200/c1339557.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;Robert Mapplethore&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;Galleria dell´Academia, &lt;/span&gt;Florence, Italy&lt;br face="trebuchet ms"&gt;May 25, 2009 - January 10, 2010&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: trebuchet ms;font-size:85%;" &gt;Uma exposição intrigante para quem não compreende a dimensão e potencialidade do corpo. Um percurso visual apaixonante para quem encontra no corpo e na forma a beleza humana. Uma mistura eléctrica perdida nos seios femininos e a concentração da virilidade esbatida nos poderosos músculos masculinos. Simplesmente delicado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7708025945561301474?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7708025945561301474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7708025945561301474' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7708025945561301474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7708025945561301474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/09/perfection-in-form-titulo-da-exposicao.html' title='Perfection in Form (Título da exposição)'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sq_pumdp8wI/AAAAAAAAAHo/jwJvE4DGDFQ/s72-c/7435ad86.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-1781322280821777691</id><published>2009-09-13T22:12:00.002+02:00</published><updated>2009-09-14T01:45:23.366+02:00</updated><title type='text'>Liberdade?</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;A Liberdade não existe. Não no sentido lato do vocábulo, não na consciência multiplicada da palavra, não naquilo que supomos ser a liberdade. É indecifrável, é tão simplesmente indefinível que não estou capacitada para lhe atribuir um significado claro e concluso. Porem também eu pensara que a liberdade era algo possível, que nada impedia que um espírito livre de todas as recompensas momentâneas pudesse realmente ser livre. Não compreendam a dimensão de tudo aquilo que o vocábulo encerra como algo prático, como algo diário que podemos atribuir puramente à liberdade social ou judicial. Não é isso que abarca a minha ideia de tal assunto. Anteriormente julgava-me crente na possibilidade de ser-se completamente livre, totalmente independente de tudo aquilo que pudesse criar raízes, que pudesse possuir amarras materiais ou espirituais. Confuso? Um pouco. Partilho alienadamente desta teoria e sinto-me perdida nas dimensões infundadas da minha afirmação primária. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Facto pelo qual introduzi primeiramente a negação: A memória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;É isso, a memória, as recordações, as deduções e todos a abrangência do domínio cognitivo que nos sustenta no mundo material e nos eleva ao mundo metafísico. Sem memórias não somos. Ser e recordar são frutos da mesma essência. Como poderia alguém sem recordar as origens, os amigos, o cheiro e tudo aquilo que os olhos possibilitam deliciar? E não é possível voluntariamente dissipar algo da memória, excepto o tempo, somente ele pode enfraquecer as recordações remotas de todo um percurso humano. Temo pelas horas, temo pela carência humana da qual partilho, receio profundamente dissipar de mim as reminiscências. Agora receio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;No entanto, em alturas imaturas pensei ser totalmente dependente de tudo isto. E achei-me capaz de estar em qualquer lugar sustentando-me somente de mim, imaginei-me capaz de ser livre sem estremecer ou recuar. Agora vejo com limpidez que mesmo na dormência da razão eu sempre estive certa da estabilidade e talvez por isso nunca poderei ser livre na concepção que determinei para tal ideia. Necessito de segurança, de crer ficticiamente que nunca estarei nas trevas, de que terei um amparo quando tudo o que imaginei ser tiver esvaído por entre os dedos. É isso que faz com que a liberdade não exista, é isso que não me permite estar só dos outros e acompanhada somente dos meus desejos. O que acontecerá quando a maturação humana tiver deteriorado todos os anseios da juventude? Eu saberei certamente que corro pela precisão dos outros. Que estar só e livre não significa encontrar a felicidade, denota pelo contrário insistir no erro, repisar e sustentar o embuste protector da necessidade. E necessito tanto dos outros quanto de mim, isto porque me recordo das conversas demoradas, dos amores aspirados, do conforto material e da segurança interior que tudo isto representa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:12;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-1781322280821777691?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/1781322280821777691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=1781322280821777691' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1781322280821777691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1781322280821777691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/09/liberdade.html' title='Liberdade?'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-6806100998233352165</id><published>2009-08-30T15:43:00.002+02:00</published><updated>2009-08-30T15:45:59.566+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sossego-me de perturbações furiosas dando espaço à plenitude do espaço e do tempo. Sinto-me assim, meio efémera, meio intemporal. Não, minto eu sou muito mais efémera do que aquilo que me sinto e muito menos intemporal do que o meu desejo. Sou uma espécie de ser que vagueia &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;interminavelmente&lt;/span&gt; por esta condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intelectualidade apaixona-me e &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;destroi&lt;/span&gt;-me sucessivamente. Faz me falta a razão para compreender a &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;operacionalidade &lt;/span&gt;da vida. Faz me falta viver e não saber fazê-lo. É isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-6806100998233352165?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/6806100998233352165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=6806100998233352165' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6806100998233352165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6806100998233352165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/08/sossego-me-de-perturbacoes-furiosas.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5498337740245014035</id><published>2009-08-27T17:08:00.003+02:00</published><updated>2009-08-27T17:35:30.683+02:00</updated><title type='text'>LIT NIGHT</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Permaneço nesta dormência crónica em que os desejos procedem realidades, a caminhar sobre as estradas sinuosas das ruelas em que não estive e me ausento das memórias onde fui. Por que retenho as recordações dos rios que não vi e as cidades que não visitei? É o compasso ansioso de quem nunca saiu ou esteve. Reinvento mapas e encontro países, e engano-me tão descaradamente que por vezes nem eu mesma acredito. Eu, que critico seguramente o vazio sinto-me permanecer no vácuo, nas sombras deambulantes sobre a parede branca. Do lado de fora as fechaduras surgem gigantescas, vejo-me a sufocar só de me prender nelas e no entanto são as que escolho quando procuro o recolhimento do interior.&lt;br /&gt;Mesmo com o desejo injectado da aprendizagem ensino-me a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;repousar&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;descanso&lt;/span&gt; deste tédio incontrolável que bane pessoas e lugares.É tudo uma questão de ignorância, de procurar moldar o que já foi criado, é o pensamento na substituição quando o elixir se encontra na criação. São meros excessos, pensamentos furiosos do imediato e inconscientemente o caminho convidativo da loucura. E não suporto esperar, porque me concentro somente na inquietação. Talvez seja somente a pressa de quem nunca esteve capacitado para o tamanho da vontade. E nada me soa a verdade de tão amadurecido que é, porque talvez as coisas urgentes não sejam as necessárias, uma mera ficção de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impaciência não me deixa dormir e isto sim aborrece e entedia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5498337740245014035?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5498337740245014035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5498337740245014035' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5498337740245014035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5498337740245014035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/08/lit-night.html' title='LIT NIGHT'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7804763137628879132</id><published>2009-08-07T02:58:00.000+02:00</published><updated>2009-08-07T03:00:39.127+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As vontades intencionadas requerem esforço. De modo passivo e refens do comodismo não se podem nem devem alcançar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7804763137628879132?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7804763137628879132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7804763137628879132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7804763137628879132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7804763137628879132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/08/as-vontades-intencionadas-requerem.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7019731185160104936</id><published>2009-06-28T01:14:00.005+02:00</published><updated>2009-06-28T22:03:27.393+02:00</updated><title type='text'>Confissões de alguém algures (mas não daqui)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;Nada disto tem razão alguma de ser. Tudo o que se escreve por aí é odioso, fútil e erróneo. As pessoas passam demasiado tempo a tentar ensinar os outros do que não sabem, para fugirem ao que devem aprender. Quando disseram que a vida faz sentido porque se sonha incorreram na armadilha do ódio. Os sonhos são para quem tem tempo. Quem se demora e se ilude com esperanças tolos e impossíveis. Não sonho, espero somente e desejo. Preferem acreditar num futuro gracioso a encarar a doença febril do presente.Optam por sugar o doce presente a reviver o passado. O egoísmo humano leva-nos a varrer o passado em prol do auto-perdão. Apagamos as feridas antecedentes porque só estamos confortáveis com as recompensas momentâneas. &lt;/i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;i&gt;Dizemos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt; amar sem saber o que isso significa. Amamos por nós, para nos sentirmos bem connosco e esquecemos o outro - o amado. Quero-mo-lo sempre pronto, ali, despojado. Para que nos aproveitemos, para amarmos intensamente com  o objectivo da auto-satisfação. E se aquele que julgamos também partilhar deste estado, desejar somente estar só? Que fazemos? Continuamos a desejá-lo connosco, junto de nós, faz-nos falta. Sempre nós, nós, eu.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;i&gt;Fingimos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt; o que não somos porque queremos parecer o que desejemos reflectir. &lt;/i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;i&gt;Achamos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;-nos desoladamente sós porque o receio de estarmos acompanhados acarreta consequências. Descobrirem-nos é a nossa própria morte. Nunca somos o que realmente  nos define, pois o que transparecemos &lt;/i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;i&gt;insurge&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;-se como a auto-proposta da descrição. Então sugerimos o que queremos ser ou generosamente oferecemos o que querem de nós? Impressionamos o próximo para que se deslumbre e &lt;/i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;i&gt;instantaneamente&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;i&gt;cansamos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;-nos. É &lt;/i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;i&gt;difícil&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt; estarmos constantemente a corresponder a todas as expectativas que esperam de nós, aquilo que o mundo aguarda impaciente, e tão depressa nos aplaude como nos abandona. É um público ingrato, este mundo. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;De tanto interpretarmos perdemos a identidade. &lt;/i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;i&gt;Perdemo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;-nos de nós. E o que digo eu? Um amontoado de ideias tolas que nada mais são que desculpas &lt;/i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;i&gt;frustradas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;. E o sol? Ah! Sim o calor do sol mantém-se firme. Tal como o vento que sopra. A Natureza é fiel. Acredito que muitos dos seres que habitam neste espaço, e que dotados de razão percebem que são o que desconhecem. Vivem em lugares inóspitos onde nem eles reconhecem o caminho. Mas há sempre alternativas. Enquanto uns aprendem a cair outros aprendem a &lt;/i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;i&gt;levantar&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;-se. É &lt;/i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;i&gt;possível&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;i&gt;lembrarmos&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;-nos do que nunca vimos? Acredito que sim. As lembranças que guardo das cidades que nunca visitei servem-me muito mais que as que conheço. E isto nada mais é que o desejo de fuga. Tal como tantos a opção de fugir para se permanecer auxilia nesta coisa mundana de se viver. Não definam as coisas linearmente. Há tantos mortos que vivem e outros que vivendo estão já feito enfermos na debilidade da consciência. Mas o sol está sempre presente. E aquele que julga estar morto está só à espera da ajuda falsa de um outro que lhe conceda a vida, porque na cobardia da força quedou-se de medo. Em muitas noites regresso sem nunca ter partido, e quando nos cobram a ausência não questionam se estivemos. Estive tantas vezes e em nenhuma, julguei ter avistado alguém. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;i&gt;Deixa lá que eu também finjo. E me acerco de falsas palavras para me perdoar. somos sempre os primeiros da fila, e admitamos que a linha de desesperados é interminável. Mas recolhemos o primeiro bilhete e mesmo preferindo-nos escolhemos agradar o outro, exactamente porque tal ideia nos conforta. Somos o outro sem a mutação &lt;/i&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;i&gt;corpórea&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje escolhi ser isto, afinal não sou de cá.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7019731185160104936?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7019731185160104936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7019731185160104936' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7019731185160104936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7019731185160104936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/06/confissoes-de-alguem-algures-mas-nao.html' title='Confissões de alguém algures (mas não daqui)'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7971997820588400505</id><published>2009-06-21T18:05:00.003+02:00</published><updated>2010-04-15T00:27:41.870+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Odeio romances. Não suporto relações, melhor que isso não acredito que existam.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Ainda assim leio Tristão e Isolda e deixo-me assim embebida por coisas inexistentes. Espreito a janela e não vejo ninguém. É hora de ponta mas não vejo ninguém. Demoro-me mais um pouco encostada ao vidro frio e penso em ti. Porque não acredito em nós e não nos vejo no futuro. Apetece-me somente este terno presente em que não somos um do outro mesmo quando nos entrelaçamos, chega-me sentir esta proximidade realista que não adiciona ilusões. Bem sei que amanhã talvez não sejamos mais, que provavelmente o nós se desvanecerá com as horas do relógio e eu ficarei onde sempre estive, junto da janela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Não precisas de me sussurrar baixinho que ficarás comigo, muito menos dares-me a mão quando juntos vemos o Tejo. Não quero. Dá-me só este sopro de vida hoje, enquanto não me recordo do depois. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7971997820588400505?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7971997820588400505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7971997820588400505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7971997820588400505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7971997820588400505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/06/varekai-circo-du-soleil.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7348161353155928571</id><published>2009-06-10T00:25:00.006+02:00</published><updated>2009-06-10T01:56:25.956+02:00</updated><title type='text'>O sim. Porque sim</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sim. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;POrquê&lt;/span&gt;? Porque sim. E é assim que termina, uma conversa que, eventualmente, poderia dar frutos frescos. O sim porque sim e o não porque sim. Relativamente Às eleições europeias realizadas no passado dia 07 de Junho, sobre quais muito se especulou tenho que referir o facto da declarada abstenção que mais uma vez ficou aquém das expectativas. Portugal é pequenino ou suficiente, dependente das interpretações, mas mais que entender e justificar as possíveis limitações da bela ilha plantada à beira-mar, é despertar nos portugueses o espírito critico.  Hoje liguei a TV, ontem também, e há anos que vejo e sigo os noticiários. No entanto, e apesar da Globalização estourar, de João Paulo II ter sido beatificado, dos EUA terem entrado em guerra com o Iraque, Portugal parece ainda não ter compreendido a dimensão da pequenina coisa alcançada após o 25 de Abril. O Sr. da tasca continua a afirmar que talvez isto estivesse melhor com um Salazar, mas após entrar um jovem de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;piercing&lt;/span&gt; ou de tatuagem desnuda, há quem ainda afirme que esta juventude tem sorte por não ter vivido na época do Estado Novo. Mais que uma clara contradição há o comodismo português que justifica tudo com um suspiro de: "pois isto está bom é para os ricos, e quem paga é o Zé Povinho". E o dia chega ao fim sem que os braços cruzados  se desfaçam. Depois podemos sempre &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;assistir&lt;/span&gt; Às &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tipicas&lt;/span&gt; conversas de autocarro em que a maioria das pessoas acomodadas culpa o governo e faz o choradinho dos impostos. Caramba! Não há paciência. Até que por acaso, mesmo num país em que julgam as coisas estarem muito obsoletas, chega um dia como o das eleições. Isto já depois de muita campanha política que incentiva o cidadão a intervir, agora o apelo é mais claro que nunca, veja-se o caso do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;CDS&lt;/span&gt;-PP&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://xs101.xs.to/xs101/06226/VUtil.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 272px; height: 99px;" src="http://xs101.xs.to/xs101/06226/VUtil.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não vamos entrar pela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;questão&lt;/span&gt; da imagem em si, nem da ideologia política que o sustenta, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;foquemos&lt;/span&gt;-nos somente na palavra VOTO. Há quem bem que soa! Finalmente após anos de luta, dias de sangue, revoltas e tumultos, nós ocidentais podemos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;fruirmos&lt;/span&gt;-nos desses ensinamentos clássicos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;advindos&lt;/span&gt; da Antiga Grécia, e encarnamos o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;espírito&lt;/span&gt; da democracia. No entanto há quem ainda não o tenha assimilado. Portugal esteve afundado na ditadura &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Salazarista&lt;/span&gt; durante mais de 40 anos até que finalmente o sistema comum chegou aqui, apesar de sermos pequeninos, isto para os mais cépticos. Então &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;constituíram&lt;/span&gt;-se partidos, ideologias, liberdades. E os defensores &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;incansáveis&lt;/span&gt; pelo avanço gigante do país viram concretizado o sonho da igualdade e liberdade. Em consequência os portugueses tornaram-se militantes, esboçaram opiniões, elegeram e expressaram a sua vontade. E as eleições foram-se sucedendo, tal como os rostos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;políticos&lt;/span&gt; e as propostas sugeridas. (Atenção que não disse concretizadas)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. Isso é um outro assunto, na realidade o que menos importa perante a mensagem que desejo transmitir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Voltando às eleições e à escandalosa abstenção é de notar os comentários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;póstumos&lt;/span&gt; ao atentado homicida à democracia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Eu não fui votar porque nem vale a pena, é sempre a mesma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;merd&lt;/span&gt;* só mudam é as moscas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Eu votar nestes chupistas que só querem é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;enriquecer&lt;/span&gt; À conta do povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E mais, e mais etc. Lá estamos nós a afirmar a nossa pequenez e fraca inteligência. Então mas a mudança é passiva? Alguma vez alguém mudou de roupa sem ter que tirar a peça que vestia? é verdade, o exemplo é brejeiro, mas parece que está ao nível de muita gente que passeia alegremente pelas ruas e diz-se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;português&lt;/span&gt;, claro que esta afirmação é só quando joga a selecção. E depois perguntam: então mas porque não votou? Porque sim. E ficam todos satisfeitos com esta junção de três &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;letrinhas&lt;/span&gt;. SIM. Quantas perguntas e conversas cessaram assim? Apenas com um pequenino sim. Não é uma questão de "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;sims&lt;/span&gt;", é uma responsabilidade educacional que deveria caber a todos mas parece que a nenhuma assombra. Tudo está supostamente mal porque o corpo representativo das sociedades modernas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;permanece&lt;/span&gt; adormecido, passivo, acomodado. E é muito mais simples, mais conveniente atribuir a  crise ao governo do que aos agentes que movem o país. Um dos exemplos que, na minha opinião, ilustra significativamente esta afirmação são os impostos. Eles sobem e o povo chora. Mas depois escapam-se no IRS e lá volta a necessidade de subir mais uns degraus. Então mas as pessoas fogem ao fisco e depois queixam-se da subida dos impostos?! E camuflam a auto-culpa. É claro que não sou tão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;ingénua&lt;/span&gt; a ponto de acreditar que os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;órgãos&lt;/span&gt; legislativos não metem, enganam, e produzem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;falcratuas&lt;/span&gt; das grandes. Mas somos nós, PORTUGUESES, que os elegemos. Muito bem eles podem ser todos feios, mentirosos,&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;medíocres&lt;/span&gt; mas mesmo assim há um espacinho branco para cruzar. Francamente estou a ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;cínica&lt;/span&gt; visto não ter afirmado na urna, a minha convicção de que o voto é a arma da revolução, é a voz do homem e o futuro das nações. E sei que posso estar a caminhar no sentido de uma possível descarga de consciência mas apenas quero relembrar a estas pessoas cegas que são eles que têm de mudar, e não esperar que um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;orgão&lt;/span&gt; politico por graça divina se purifique e crie a sociedade perfeita, que alguns ainda crêem poder acontecer sem que haja intervenção &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;massiva&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7348161353155928571?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7348161353155928571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7348161353155928571' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7348161353155928571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7348161353155928571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/06/o-sim-porque-sim.html' title='O sim. Porque sim'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-514881625482425532</id><published>2009-05-30T00:03:00.001+02:00</published><updated>2009-05-30T00:05:18.718+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em nenhum outro momento estive tão estéril. &lt;br /&gt;Falta-me interromper o tempo e dar corda ao cérebro.&lt;br /&gt;(pequeno apontamento)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-514881625482425532?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/514881625482425532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=514881625482425532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/514881625482425532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/514881625482425532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/05/em-nenhum-outro-momento-estive-tao.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5062726341686503684</id><published>2009-05-01T13:55:00.003+02:00</published><updated>2009-05-01T15:16:33.613+02:00</updated><title type='text'>Um pequeno grande gesto *</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SfrkipUuooI/AAAAAAAAAGk/d8OTu_L9yrY/s1600-h/Diapositivo1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Há imensas coisas para ver e ouvir. A competição nacional e internacional de longas e curtas-metragens oferece muitas opções e uma oportunidade para conhecer as produções cinematográficas independentes. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-8158774266483080011?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.indielisboa.com/' title='Já chegou o ...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/8158774266483080011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=8158774266483080011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8158774266483080011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8158774266483080011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/04/ja-chegou-o.html' title='Já chegou o ...'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5969299646103493970</id><published>2009-04-22T22:31:00.003+02:00</published><updated>2009-04-22T23:50:20.843+02:00</updated><title type='text'>sem título</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A espera ainda continua. A espera corresponde ao modo natural do rumo das coisas. Todos os dias esperamos dos outros e em retribuição eles esperam de nós. A espera é algo terrível... verdadeiramente doente. Permaneço numa contínua espera que quando é alcançada não se concluí em todas as expectativas nela depositadas. Talvez seja uma mera desculpa para não reconhecer que sou eu, individualmente, que espero de mais ou outros que não esperam tanta espera.&lt;br /&gt;Frases obsessivas e febris que não conduzem a um outro lugar que não à desordem mental. Provavelmente deveria puxar os freios à corrida do tempo e deixar de esperar na pressa do quotidiano. Mas é tudo tão veloz e instantâneo que não me consciencializo de que as esperas são demasiadas. De que o problema reside na minha atitude perante os outros, que não são eles que não me satisfazem as expectativas e os desejos mas sou eu que os fantasio. É como esperar o que não existe, algo que é ficcional e sobre o qual me deleito. E adormeço sobre pessoas que não existem e que vagueiam na minha realidade, a qual diverge do mundo físico. E na manhã seguinte elas dissipam-se por que não se confirmam no mundo físico, o espaço onde me percepcionam e não me vêem.  Criar espectros é puramente uma forma alienada de escapar à realidade, é a loucura do reconforto. Será errado? Não sei. Mas é doentio e destrutivo. Enquanto aspirar um mundo pelos meus sentidos intrincados entre os meus desejos, irei padecer desta espera eterna e verdadeiramente errónea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5969299646103493970?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5969299646103493970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5969299646103493970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5969299646103493970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5969299646103493970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/04/sem-titulo.html' title='sem título'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7946932831213773623</id><published>2009-04-18T23:24:00.003+02:00</published><updated>2009-04-19T00:00:43.532+02:00</updated><title type='text'>Silêncio falado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca mais estive silenciada. Há realmente muito tempo que as palavras não descansam sem a pressão do incómodo proporcionado pelos circunstâncias. Demasiado, na verdade.&lt;br /&gt;Os dias morreram com as horas e a necessidade de ser por palavras atenuou-se pela convivência que se alterou vertiginosamente. Tudo mudou: as pessoas, as conversas, os gestos, a atitude. Talvez poucas pessoas percebam que somos verdadeiramente na sua presença e elas só são o que realmente são na nossa.&lt;br /&gt;Descreve-la torna-se impossível porque a autenticidade é algo muito pouco definível. E quando nos apercebemos do autêntico guarda-mo-lo como um segredo só nosso. Explicar ao outro a essência do que descobrimos isoladamente e que só faz sentido para nós é absolutamente uma luta. Uma luta para nós que perdemos as palavras e uma luta para eles que não alcançam a beleza de tal revelação. Mas tudo o que é demais é aterrador. E fugimos do diferente pelo refúgio do banal. O desconhecido é muito inóspito mesmo sendo apetecível, a necessidade humana do controlo manifesta-se rapidamente. Adequamos-nos ao que conhecemos mas não nos preparamos para o que emerge. Somos obrigados a ceder à tentação de nos revelarmos e aparentemente isto parece absurdo. No entanto é a condição para a elevação do espírito. Não importam as consequências que possam advir, não há receio pela descoberta das nossas fraquezas, há puramente a fruição do outro pelo sabor da autenticidade. É tudo pleno, efémero. E as horas completam-se e quando num acto de coerência ilógico vislumbramos a dimensão tudo se desmancha. Voltamos a ser o que os outros supõe que sejamos. Somos o diário e o público, somos o social e o que pensamos ser. Porque tolos acreditamos que conhecerem-nos é algo terrível. Nem todos o podem fazer mas os que procuram passar as barreiras do que se conhece atingem o estado mais perfeito e inteiro do ser humano. é nestes momentos que o discurso não fluí pois não tenho a necessidade de dizer nada, pois acredito que o que passa este obstáculo é capaz de reter muita informação que as palavras não abarcam. São estes silêncios que por não serem incómodos tornam-se boas conversas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;(acredito que algumas perguntas foram desfeitas com este mini post&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7946932831213773623?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7946932831213773623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7946932831213773623' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7946932831213773623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7946932831213773623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/04/silencio-falado.html' title='Silêncio falado'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7722125532296288994</id><published>2009-04-14T00:55:00.001+02:00</published><updated>2009-04-14T00:57:34.714+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há ausências que não podem ser substituídas, estas são as mais dolorosas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7722125532296288994?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7722125532296288994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7722125532296288994' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7722125532296288994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7722125532296288994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/04/ha-ausencias-que-nao-podem-ser.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-624318394627319638</id><published>2009-03-21T22:12:00.004+01:00</published><updated>2009-03-21T22:48:02.685+01:00</updated><title type='text'>Dualidade de um ser</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;   O &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;termómetro&lt;/span&gt; marcava 24ºC. Ao contemplar a brisa e a limpidez do céu poderia afirmar-se que estávamos num dos dias de Junho: o céu afigurava-se como uma manta de estrelas e a lua apresentava-se tão alta que de certo tornar-se-ia impossível &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;presumir&lt;/span&gt; uma distância ou calcular a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;infinitude&lt;/span&gt; do céu. Mas não. Quem o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;pensasse&lt;/span&gt; achar-se-ia preso pelo engano pois tal como o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;termómetro&lt;/span&gt; também o calendário marcava '27 de Março'. Um dia que como tantos outros despertou com as Ânsias, os receios e desejos de uns; os atrasos, humores e desencontros de outros. Um dia que aparentemente se assemelhava aos outros que já tinham sido esquecidos e demarcado do bloco definido. No entanto já a noite se tinha expandido no tempo e o dia morria uma vez mais engolindo todos os desejos que nele tinham sido encerrados. De repente sem aviso prévio a aragem soprou e na constante presença da ténue brisa senti um arrepio. O ar tornou-se mais frio e o meu corpo reagiu. Estático incomodou-se, confortável &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;destabilizou&lt;/span&gt; e a minha pele alterou-se tornando-se fresca. A simples mudança da temperatura no meu corpo desencadeou mais que um simples arrepio. A densidade do ar tornou-se mais pesada e eu mais frágil, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;vulnerável&lt;/span&gt;. Metamorfoses.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;   Da mesma forma que a minha plataforma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;física&lt;/span&gt; estranhou a inoportuna brisa assim se acostumou. É o poder da acomodação às circunstâncias, é a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;envolvência&lt;/span&gt; do corpo no espaço que o sustenta. O corpo. Em todos os anteriores momentos a consciência consistia todo o meu ser mas a realidade estampou a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;inconstância&lt;/span&gt; e mutabilidade da mesma pelo corpo. Apercebi-me pela sensibilidade a mesma que aflora os sentidos e a que parte do meu interior interferindo naquilo que me permite existir, o que faz com que ocupe um lugar, este.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;  Em tantos outras alturas acreditei ser a mente a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;única&lt;/span&gt; capaz de me fazer realmente permanecer, existir. Mas senti frio. E então apercebi-me da importância do corpo. O corpo que sou e o que sou no corpo. O que não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;controlamos&lt;/span&gt; interiormente devido à rebeldia do pensamento reflecte-se na necessidade de nos assegurarmos pelo exterior e por mais que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ridículo&lt;/span&gt; que possa parecer há a ideia de escolhermos o corpo. É irreal imaginar-se sem as minhas mãos por onde sinto o toque que me permite palpar o mundo, sem os olhos por onde vejo  a janela da minha realidade, sem as pernas que não me deixam entorpecer. É pelo corpo que sinto o prazer e retenho as recordações, as mais plenas tal como é por ele que descubro as mazelas discriminadas nas pequenas cicatrizes. Sim entendo o corpo como uma fonte de prazer e talvez por isso consuma a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;intolerável&lt;/span&gt; dor pela consciência pois não há nada que a atenue. É por ele que estou e é por ele que muitos me vêem. Todavia somos mais que corpos deambulantes, porque só os corpos nada são como talvez a consciência nada seja sem um corpo que a transmute para a realidade &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;física&lt;/span&gt; que nos dá espaço, visualidade, existência.  &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(há que aprofundar melhor. Mas agora estou cansada em ambos os sentidos) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-624318394627319638?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/624318394627319638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=624318394627319638' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/624318394627319638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/624318394627319638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/03/dualidade-de-um-ser.html' title='Dualidade de um ser'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-2882092400621896574</id><published>2009-03-12T21:02:00.002+01:00</published><updated>2009-03-12T21:23:07.404+01:00</updated><title type='text'>Ser e Parecer</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;   São diversas as suposições que sustentam as pessoas. Na duração da vida sem fim previsto há inevitavelmente na nossa mente um enredo de suposições que se não nos inquietam incomodam-nos os pensamentos. Num dia de 24 horas, isto porque o tempo é relativo mesmo sendo um facto (contradição?) ou numa semana de sete dias fomentam-se dúvidas e deduções hipotéticas que nos fazem crer que, de facto, questionamos quem e o que somos. Talvez haja quem não o faça o que a meu ver é possivelmente triste, porque viver sem perguntas é como não viver. Será?! E incrivelmente entre perguntas e indecifraveis respostas temos o displante de supormos o que não somos ou por receio ou por qualquer outra razão. Em conversas de café surgiu a questão do que somos afinal. Se o que nos define são as vontades, os desejos e os pensamentos então eu não sou quem supõe que seja. Mas se por outro lado eu sou os actos, as frases e as atitudes então talvez todos me conheçam facilmente. Poderemos ser também ambas as coisas? ... Há alturas em que me cubro de ideiais utópicos e creio nisto como em mim mesma, mas em outras não me parece que  me definam pelas vontades e desejos que não mostro por convencionalismo e aparência. É uma constante busca pela essência do que somos e a insistência em definir quem não conhecemos. Então supomos: "E se...", "Se eu pudesse..." uma voz grita "Porque não podes?? Porque não fazes?" De repente revisto-me de desculpas e protego-me. No momento seguinte esqueço que as minhas questões nada mais foram senão fachada. Um embuste que me faz crer que sou capaz de questionar, é a farsa pessoal que me atenta e me desacredita. São falsos dilemas que eu procuro tornar verdadeiros para me definir por algo que também os outros crêem que seja. Talvez, talvez, talvez.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;( Agora faz me falta mais conversas e suposições)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-2882092400621896574?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/2882092400621896574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=2882092400621896574' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/2882092400621896574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/2882092400621896574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/03/ser-e-parecer.html' title='Ser e Parecer'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-3287033108875896364</id><published>2009-03-04T23:29:00.005+01:00</published><updated>2009-03-05T21:05:07.592+01:00</updated><title type='text'>Duelo de gigantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://eutenhoumaamiga.files.wordpress.com/2008/08/consciencia.png"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://eutenhoumaamiga.files.wordpress.com/2008/08/consciencia.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A consciência é algo terrífico. Isto é absolutamente verdade ou não daria por mim, em diversos momentos, a tentar encontrar um escape para a teimosa voz mental que impiedosamente me sussurra. Há coisas que incrivelmente nos fascinam e assustam tais como a extensão do Universo e a dualidade da consciência. Graças a ambos eu existo e coexisto numa dimensão comum e partilhada, e no entanto graças a ambos alieno-me de mim e não sei que lugar ocupo e as razões porque o preencho no espaço. Felizmente a consciência é algo particular e a minha é apenas minha, abençoado seja quem não a tem e desesperado fique o que não possuí a consciência da consciência. Embora saiba que as confusões que se entrelaçam no meu cérebro não passam de meros devaneios tontos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;inúteis&lt;/span&gt; para tantos, e para mim se assumam somente como confusos, é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;agradável&lt;/span&gt; certificar que passei ao estado avançado do animal e determinei-me por aquilo a que denominam ser um ser humano, um ser falante e pensante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É estupidamente intrigante pensar nestas questões... todavia a graça da consciência faz-me obter o que muitos julgam possuir, a inteligência. Não me interpretem mal, acredito fielmente que todos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;dispomos&lt;/span&gt; interiormente da nossa inteligência, o que não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;significa&lt;/span&gt; que não haja umas mais estimulantes e estimuladas que outras. Talvez a minha esteja abruptamente parada em questões que não me conduzem a outro lugar se não à desordem e inquietação. Porque acidentalmente mexi os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cordéis&lt;/span&gt; em sentidos que não entendo e melhor seria aproveitar a capacidade inata de compreender e aprender. E na minha prateleira os grandes nomes surgem como complementos de mim porque me revejo nas frases dos poetas e filósofos, nos poemas e contos dos grandes romancistas... Mas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;paro&lt;/span&gt;. Estaciono. Simplesmente porque me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;percorrem&lt;/span&gt; outras ideias, as que ainda não conheço, as mesmas que nenhum dos nomes adormecidos na minha estante pronunciaram, e perco-me. Provavelmente eu não tenho em mãos registos dos homens e mulheres que um dia ao acordar também se depararam com tais questões. E como sei isto? Exactamente porque a consciência me alerta. Se por um lado ela se traduz na minha conduta e nos meus actos por outro castiga-me e não me deixa dormir. Quando a tento manipular para me satisfazer com desejos falsos e ambições que não cabem no meu corpo sou impelida contra a realidade de tamanha pequenez e a cruel tarefa da escolha. Viver &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;alicerçada&lt;/span&gt; sobre ilusões utópicas e verdades &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;idílicas&lt;/span&gt; ou ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;consciente&lt;/span&gt; de mim e dos outros em relação ao que sou. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há alturas em que me atento da má consciência e habito na hipocrisia do meu quotidiano, pois não será a vontade de querer ser maior e fazer história o que me torna &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;impassivelmente&lt;/span&gt; minúscula? Pois num futuro posterior a possibilidade de ser lida depois de ler será propiciada pela consciência que me domina na actualidade. Portanto eu sou a minha consciência e se numa tarde incógnita alguém desfolhar um livro e olhar para o que fui, nada mais verá que a minha consciência. Ali despojada e despida de nada. Mas nunca tenho a realidade do que sou, isto porque me convém, porque aperceber-me de mim obriga-me a desgostar-me e muitas vezes iludo a consciência e escondo-me do que sou. Porém não vou negar que há coisas que me agradam e quando digo que opiniões alheias à minha são-me absolutamente indiferentes caio na patetice de me iludir. Como poderia ser alheia ao que de mim deduzem? As opiniões incómodas incomodam mesmo e ainda que tente alienar-me delas não consigo ser-lhes completamente indiferente. Daí que a consciência por vezes produza somente enganos porque nos faz crer na ilusão do que é impossível, mas em outros momentos revela-se tirana e consome-nos na dura realidade da nossa frivolidade e egoísmo. É então que abrimos a pano ao inconsciente e o deixamos participar no palco da actividade diária. As vontades e desejos que outrora a consciência procurou delimitar e liquidar surgem como pensamentos involuntários que nos preenchem e também nos dão forma. Talvez a escrita seja um atalho no caminho da consciência, um pequeno desvio que nos deixa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;percorrer&lt;/span&gt; os trilhos "proibidos", e nela passamos a ser a voz consciente do nosso inconsciente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É de facto magnifico ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;consciente&lt;/span&gt;. É &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;inquestionavelmente&lt;/span&gt; débil ter consciência. Confuso? A minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;consciência&lt;/span&gt; deambulou vários dias até permitir que o meu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;inconsciente&lt;/span&gt; falasse.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(tudo o que aqui foi escrito é incerto mesmo para mim. A minha consciencia é de facto terrífica!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-3287033108875896364?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/3287033108875896364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=3287033108875896364' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3287033108875896364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3287033108875896364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/03/batalha-de-gigantes.html' title='Duelo de gigantes'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-9215359747230933778</id><published>2009-02-26T20:19:00.004+01:00</published><updated>2009-02-28T00:04:20.299+01:00</updated><title type='text'>Fora de horas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://tartaruginhafofy.files.wordpress.com/2008/05/insonia.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" alt="" src="http://tartaruginhafofy.files.wordpress.com/2008/05/insonia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Há mais de um mês que aqui não escrevo. Passaram-se mais que trinta dias e a inspiração envolta pela preguiça bloqueou a criação de novos pensamentos, não que durante este pedaço de tempo eles não tenham deambulado na minha mente, simplesmente ficaram perdidos no seu caminho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;labiritinco&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mesmo após a intriga da inércia e a esterilidade das ideias continuo infértil. Ainda não sei o que escrever e, no entanto, as letras vão-se agrupando e formando palavras que se entrelaçam... e crio frases, e períodos, e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;parágrafos&lt;/span&gt;. Todavia vou lendo e absorvendo o que de mim é verdadeiro, autentico e reconhecido. Nos nomes vou encontrando diferenças e nas obras particularidades, então &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;fraquejo&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;cresço&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É sobretudo à noite que o cérebro &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;adoece&lt;/span&gt; e dispara fervorosamente ideias, opiniões e juízos. E é tudo muito veloz que as insónias alimentam este despertar nocturno e acabo por a nenhuma conclusão chegar. Porque não acompanho a doença ontológica que me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;persegue&lt;/span&gt; e não me permite descansar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a manhã chega então os olhos descansam consequência do repouso, agora &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;consentido&lt;/span&gt;, do pedaço de massa cinzenta responsável pela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;vigília&lt;/span&gt; de cariz noctívago. E enquanto o relógio não soa sou inundada por uma ténue serenidade e descanso sobre a insanidade que me atormenta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez mais um outro mês seja apontado no calendário sem que a inspiração floresça, e as insónias continuem a persistir na troca horária do meu sistema biológico mas enquanto me demoro nesta espera de novos dias e na inconstância de pensamentos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;espontâneos&lt;/span&gt;, vou registando pequenos apontamentos, que por aqui não serem registados, persistem na memória fotográfica do papel cor de nuvem que me acompanha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isto não é um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;post&lt;/span&gt; mas uma pequena vingança à indolência que me engole.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-9215359747230933778?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/9215359747230933778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=9215359747230933778' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/9215359747230933778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/9215359747230933778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/02/fora-de-horas.html' title='Fora de horas'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7794783785285639875</id><published>2009-02-21T21:28:00.000+01:00</published><updated>2009-02-21T21:29:00.067+01:00</updated><title type='text'>Inspiração</title><content type='html'>&lt;a href="http://inmyplaceblog.files.wordpress.com/2007/12/ponto_interrogacao.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 207px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px" alt="" src="http://inmyplaceblog.files.wordpress.com/2007/12/ponto_interrogacao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7794783785285639875?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7794783785285639875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7794783785285639875' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7794783785285639875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7794783785285639875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/02/inspiracao.html' title='Inspiração'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7196606091458512183</id><published>2009-02-07T23:47:00.007+01:00</published><updated>2009-02-07T23:57:40.848+01:00</updated><title type='text'>Atormentações "abstractas"</title><content type='html'>Falsos convencionalismos.&lt;br /&gt;Vontades fingidas.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Desejos segregados. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Convenções pontuais.&lt;/div&gt;Personalidades limitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sonhos impossíveis.&lt;/div&gt;Medos reprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Aparências vestidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Neste momento nada disto faz &lt;strong&gt;sentido&lt;/strong&gt;. Nem mesmo a procura do sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7196606091458512183?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7196606091458512183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7196606091458512183' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7196606091458512183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7196606091458512183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/02/atormentacoes-abstractas.html' title='Atormentações &quot;abstractas&quot;'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-4169347488029791592</id><published>2009-01-16T23:35:00.011+01:00</published><updated>2009-02-01T00:36:59.379+01:00</updated><title type='text'>Os dias do Tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://gilberd.files.wordpress.com/2008/05/persistencia-da-memoria.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 558px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://gilberd.files.wordpress.com/2008/05/persistencia-da-memoria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; A persistência da memória&lt;/em&gt;, 1931, Salvador Dali&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há sempre dias que nem sempre são dias. O sol surge insistentemente mesmo nos dias que não são dias. E a noite, a enigmática escuridão parece prolongar-se e assim ficar durante mais tempo que o suposto tempo. Um dia dei por mim a pensar quanto tempo o tempo tem, e a mais nenhuma conclusão cheguei a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;não&lt;/span&gt; ser a de quem tem o tempo que o tempo tem. Dito assim, isto parece ter sido retirado de um monólogo alienado, mas na realidade pensar nisto prova que questionamos a verdadeira noção da duração temporal e a sua representação mundana. À medida que o tempo por nós passa e a casca se torna mais densa a consciência aviva-nos de que a eternidade é algo que só ressurge ficticiamente, e isto é algo que só floresce quando a juventude nos parece tão alheia e distante que acabamos por percepcionar algo que incrivelmente se manifesta como exterior e esquivo. Eu não consigo definir o tempo, não somente por ser um conceito relativo, porque sei que quando o tempo parece mergulhar uma parcela espacial na escuridão, num outro ponto uma outra renasce, mas por não saber exactamente a definição de tal conceito. O meu tempo não funciona como o tempo alheio, quando para mim ainda o dia sobrevive para outro já a noite se estendeu e não falo apenas do tempo temporal, isto é, a duração que o teimoso relógio insiste em marcar mas aquele que me foge por entre os dedos e que me acompanha no rosto e na alma. Porque envelhecer não é simplesmente uma questão estética é algo imanente e incontrolável. Muitas vezes a velhice chega sem a maturidade, e em outras já a maturidade é tão consistente que a velhice não penetra na carne. E por vezes é necessário ser-se velho para se admitir a brevidade da vida. Então podemos observar os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;quadros&lt;/span&gt; temporais, e admitirmos que as memórias são os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;vincos&lt;/span&gt; do presente e os sinais do futuro, é uma constante corrente impossível de discernir. É muito mais que a constante mudança de estações e a renovação da Natureza, ultrapassa os ponteiros do relógio e os dias demarcados no calendário. Somos nós, é o Universo. É de tal modo relativo que num ano pode ter-se vivido menos que num dia. E mesmo sem controlo as pessoas tendem a organizar o tempo por acontecimentos e sucessões temporais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;gradativas&lt;/span&gt;, menos óbvio é que o mesmo tempo que definha os animais e as plantas não embate de modo tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;incomplexo&lt;/span&gt; no Homem, pois em tantos momentos me sinto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;fraquejar&lt;/span&gt; pelas forças incapazes do meu corpo e em outros tão jovial que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;pareço&lt;/span&gt; não ter reminiscências e me torno tão incoerente e liberta que nenhuma das datas de que sou feita parecem subsistir em mim. Mas eu também sou feita de datas, as que me marcam e me fazem, e sobretudo as que identificam os outros perante mim, não é somente um dia é um momento, uma duração. Só me possibilito fazer este balanço porque o tempo me permite fazer comparações, e os sonhos que outrora foram meus hoje nada mais significam do que pó, o pó que me cobriu e se entranhou de tal modo que nem eu mesma reconheço que um dia já tive aquela ambição. E se não houvesse tempo então o Homem permaneceria eternamente na escuridão, e as memórias são alicerces e professores que nos ensinam a comandar o presente À luz do passado, então eu não posso duvidar da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;utilidade&lt;/span&gt; do tempo e sobretudo do seu valor. Enquanto &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;padeço&lt;/span&gt; das incongruências do tempo num outro ponto alguém se apercebe da sua carência e insuficiência. Um conceito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;abstracto&lt;/span&gt; e tão potencialmente condicionante, se devemos acreditar somente naquilo que nos é palpável e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;visível&lt;/span&gt; sendo portanto algo que existe, então nós, tolos humanos estamos submetidos a algo que não existe e que tão grande influência acarreta sobre nós. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;incrível&lt;/span&gt; que quando pensamos no tempo e no presente tudo parece ter sido demasiado rápido, e no entanto quando olhamos para o passado já a maturação dos dias demonstra ser demasiado longínqua. É uma ambiguidade desconcertante e incerta e particularmente ilógica. Eu não sei significar o tempo nem atribuir-lhe uma missão terrestre. Apenas sou consciente de que sem tempo eu não seria nada. O que não implica que para mim haja dias que nem sempre são dias simplesmente porque o sol ainda dorme. Poderia dizer mais mas no entanto o meu tempo para este post chegou ao fim.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"O tempo constitui a mais profunda dimensão existencial do Homem, está ligado à própria existÊncia, portanto tem um começo e um fim que é a morte, o aniquilamento da existÊncia." &lt;strong&gt;Mircea Eliade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-4169347488029791592?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/4169347488029791592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=4169347488029791592' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4169347488029791592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4169347488029791592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2009/01/os-dias-do-tempo.html' title='Os dias do Tempo'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-2023896997216254261</id><published>2008-12-27T18:53:00.003+01:00</published><updated>2008-12-27T21:35:49.844+01:00</updated><title type='text'>Palavras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Palavras. São bonitas, ténues, duras, difíceis, definíveis, ritmadas. Esboçam o mundo dando lhe voz. Combinadas formam frases que se transformam em texto. Intemporais? Marcas de tudo e de todos. Ficam registadas, cravadas e guardadas. Permanecem em nós. São o que somos. Dão corda ao pensamento e alma à imaginação. Produzem atitudes, timbres, intenções, marcas, desejos. Mas nada mais são que conjuntos de letras ordenados. Definem, classificam, inscrevem. Eu sou feita de palavras. Mas não só. Elas não me pertencem da mesma forma que me compõe. Ditas ou por dizer? São sempre palavras. Então porque as perdemos nos momentos indecifráveis? Porque elas fogem. Fogem, pois também somos parte do que não conhecemos, do que não esperamos, aquilo que as palavras não alcançam, o mesmo que o toque e o olhar conseguem dar expressão à incapacidade das palavras. As palavras fascinam-me mas por vezes surgem fugazes, vazias, exíguas. Não há palavras. Mesmo quando o leque é tão variado, tão imenso. Por vezes pronunciadas a mais, por outras são sentidas como carências. Mas fica sempre tanto por dizer, e tanto se diz. E encontro mais no silêncio do que aquilo que poderia ser entendido nas palavras. O silêncio diz tudo ao mesmo tempo e por isso pode tornar-se incompreensível. São palavras mudas que significam e vozeiam caladas. É uma dualidade incapaz de satisfazer os prazeres de todos. Traiçoeiras, mentirosas, incapazes. Sim são sempre palavras. Opções. Pensadas ou impensadas. Todavia para além delas surgem as imagens, os gestos, as poses muito mais do que as palavras podem definir. Incompletas? Prefiro acreditar que sim. As palavras não me chegam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-2023896997216254261?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/2023896997216254261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=2023896997216254261' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/2023896997216254261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/2023896997216254261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/12/palavras.html' title='Palavras'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-6811349238112379015</id><published>2008-12-17T23:07:00.010+01:00</published><updated>2008-12-18T19:31:39.589+01:00</updated><title type='text'>Espera (título plagiado)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;"&lt;strong&gt;Espera"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Botão! Serás corola e esperarás ser fruto...&lt;br /&gt;Serás calor,- paixão! Lume que o peito inflama!&lt;br /&gt;E há tanto que espero almejado minuto&lt;br /&gt;De aquecer-me ao calor desta sagrada chama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Génio, tu foste caos, negro pithecus bruto!&lt;br /&gt;Réptil, tu foste larva! Hoje és luz! E eras lama!&lt;br /&gt;Esperar! Esperar! O' divino tributo&lt;br /&gt;D'alma de quem tem fé! Ilusão de quem ama! &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Primavera, hás de ter o tempo das vindimas:&lt;br /&gt;Eu espero por ti, dia e noite, quimera!&lt;br /&gt;-Eva, termo de tudo e termo destas rimas...&lt;br /&gt;Jamais chegue porém, a que em meu estro impera,&lt;br /&gt;E que sempre esperando, o' minha lira, exprimas&lt;br /&gt;O desejo de quem esperou e inda espera!&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;Jorge Lima&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Espera. Uma longa e interminável espera. Uma demora inconsciente e tão distante que se torna num acto utópico capaz de fazer deslizar na mente mais que um simples sentimento. Essa espera tão esperada e ao mesmo tempo nunca pensada. É como se fizesse um exame de instrospecção e compreendesse que muito para além da espera há o que não se aguarda, e possivelmente seja isso que torna esta espera tão inconstante. Não pensar nisto provoca vergonha, porque esperamos muito mais do que possamos imaginar, esperamos interminávelmente, necessitamos de demorarmo-nos. Se não esperassemos então nunca dariamos o real valor do que surge; e no entanto, pensar nisto desperta uma especie de curiosidade amedrontada. Mas o que esperamos nós? Cada espera tem um sentido, mas a demora que não se adivinha tem outro sabor. Então o que insconcientemente espero nem eu consigo ansiar, e talvez esperemos algo que acreditamos ser o certo mas nem sempre sabemos qual é realmente a nossa espectativa. Desaprendi a esperar ou talvez nunca o tenha sabido verdadeiramente. Não se trata de ânsias ou desejos, espera-se simplesmente. Mas o acto da demora é muito mais que a passagem do tempo ou uma perturbação, é a surpresa do que chega depois da espera. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(talvez houvesse muito mais a ser escrito, mas fico em espera. D&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;edicado a um ser que ainda espera e portanto vive)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-6811349238112379015?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/6811349238112379015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=6811349238112379015' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6811349238112379015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6811349238112379015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/12/espera-ttulo-plagiado.html' title='Espera (título plagiado)'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-8294418110639511428</id><published>2008-12-11T20:43:00.000+01:00</published><updated>2008-12-11T20:48:12.091+01:00</updated><title type='text'>Ocorrências Linguísticas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SUFuVQNrk8I/AAAAAAAAAFs/L1rSJr8WMu4/s1600-h/javalihospitalizad-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278621549663589314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 371px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SUFuVQNrk8I/AAAAAAAAAFs/L1rSJr8WMu4/s400/javalihospitalizad-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-8294418110639511428?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/8294418110639511428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=8294418110639511428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8294418110639511428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8294418110639511428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/12/ocorrncias-lingusticas.html' title='Ocorrências Linguísticas...'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SUFuVQNrk8I/AAAAAAAAAFs/L1rSJr8WMu4/s72-c/javalihospitalizad-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-6522661429842549305</id><published>2008-12-02T22:56:00.002+01:00</published><updated>2008-12-11T19:38:48.138+01:00</updated><title type='text'>Existências</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era estranho. Era estranho o homem que passeava na carruagem do comboio de cores mortas. Nada evidenciava a sua idade, não fosse o seu nariz adunco a adivinhar os anos pesados dos seus olhos. Era estranho. O homem que me olhava desconfiado, do outro lado da carruagem, tinha a boca retorcida e o cabelo desalinhado. Tmbém eu o olhava. Olhava-o por fora tentando adivinha-lo por dentro. Porque me olhava assim? Ele era apenas um velho indivíduo que desconfiava por meio do olhar e sorria pelos gestos. Tinha tiques. Lia o velho jornal de maneira descontrolada, como se visse tudo e não percebesse nada. Um estado de iliteracia. Talvez eu sentisse medo, mas a curiosidade de vasculhar os seus pensamentos e receios fizeram me fixar o olhar no pobre homem. Era imoral, sim. Era imoral tentar olhar aquele homem por dentro, compreender o que ele sentia ao ler o jornal, o que pensava enquanto via as paredes a correr fora da janela do comboio. Queria conhecê-lo, saber mais acerca das suas recordações, perceber o que restou e o que se evaporou da sua memoria. Não era uma fixação, era apenas a curiosidade de conhecer o que existe. Não havia nada a mais nele que no homem ao meu lado, havia apenas ele. Tomei-o por certo, pensei determinar a sua consciência num acto presunçoso de adivinhação, mas quando o contraste do olhar e dos pensamentos se torna demasiado vago e enublado nada se compreende. Enquanto o adivinhava tentava ver-me e nada aconteceu. Não o perscrutei e não me reconheci. A existência é algo insondável, corresponde à prisão da alma pelo corpo, e do corpo pela vida. Então o significado de o olhar em mais nada resultou senão em fadiga. Pois o que ele era ali poderia não sê-lo noutro lugar, a consistência torna-se inconstante, e o que ele parecia teimar em esconder era exactamente a verdade dele mesmo. Porque somos o que não queremos, e quando o queremos ser a veracidade das nossas palavras desmorona-se diante de nós, e tudo deixa de ser o que é. Somos seres inconstantes, irreflectidos e imperfeitos. Então escolhemos pessoas e crenças, as mesmas que nos façam acreditar no que pensamos ser. Mas o que somos? E o que está acima de nós? É um pensamento inconsciente, insensível. Nada do que poderia ver naquele homem me poderia esclarecer. Somos feitos para as necessidades que criamos. Eu sei que ele existe mas não vejo o que nele não existe. É complicado, é complicado tentar ver o que não existe. Então procuro o que não sei, porque o que sei já não me basta. Então concluo ao ver os movimentos da personagem que crio em torno do estranho homem, que ele é apenas mais um entre tantos, e o único dentro da sua própria existência. E nunca chegamos a ser nada. Somos apenas matéria e isso parece justificar a nossa existência. Provavelmente ele tem uma missão, uma missão que nunca chegará a saber qual é, e no final da sua vida não saberá para o qual foi concebido. A minha piedade e compaixão com aquele homem é impura, é irracional porque sou tão incompleta quanto ele, e nada faz de mim analista do seu interior. Então fecho os olhos e olho pela janela. Eu não sou nada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-6522661429842549305?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/6522661429842549305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=6522661429842549305' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6522661429842549305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6522661429842549305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/12/existncias.html' title='Existências'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-3483793433632436870</id><published>2008-11-29T16:50:00.005+01:00</published><updated>2008-12-11T16:25:46.362+01:00</updated><title type='text'>Vinte dias depois</title><content type='html'>&lt;a href="http://amadeo.blog.com/repository/62100/167062.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 174px" alt="" src="http://amadeo.blog.com/repository/62100/167062.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;20 de Novembro de 2008 &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(data original da produção deste texto)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passaram-se vinte dias. Não contei as noites. Vi o sol nascer vinte vezes e, no entanto, nunca vi o céu escurecer. Não sei ao certo quanto tempo são vinte dias, não consigo fazer equivalências temporais, não consigo nem quero fazê-los corresponder às horas e minutos gastos. Apenas sei que são vinte dias porque vinte vezes abri os olhos e contemplei o amanhecer. Talvez o sol tenha aparecido umas outras tantas vezes, mas o meu limite são vinte dias. Penso no significado deste número, gosto de o pronunciar e,no entanto, não sei quanto ele contabiliza. Será muito ou pouco tempo? A mim parece-me uma eternidade. Quando nada se tem tudo se torna demasiado verossímil, se o tempo é semelhante às rugas que se formaram timidamente em redor do meu rosto, então vinte dias representam muito tempo. Talvez consiga viver mais vinte dias, uns outros tantos acrescidos a estes, mas esse período é demasiado comprido, se tal acontecesse teria de ser acrescentado ao meu rosto mais algumas rugas. Cresci e vivi neste buraco de céu azul, privado do calendário, o tal que dizem contar mais de vinte dias. Também não sei ao certo se a sequência que contabilizei está correcta. Francamente não me preocupa viver ao contrário do relógio do mundo. No meu há apenas o dia, o sol que marca os números, os mesmos que se somam até o número vinte.&lt;br /&gt;Durante estes dias algumas das minhas plantas morreram, inclusive a palmeira heroína, a mesma que outrora resistiu a ventos e tempestades, e outras floresceram da terra seca, portanto de durante este bloco temporal eu pude observar a vida e o contrastante falecimento, acredito plenamente que vinte dias representam um ciclo, desses que se repetem gradualmente e aumentam a vida terrestre. Intimidamente faço cálculos, fico terrivelmente amedrontado quando penso se durarei mais uns vinte dias então escolho permanecer na ignorância do meu pensamento, é um esforço desleal, e uma luta que inúmeras vezes pensei ter perdido. Mas felizmente há sempre um dia em que o sol se mostra escondido e eu acabo por confundir os números. Ainda bem que me deixo atraiçoar por mim e que apenas conheço os números até vinte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Diário de um Náufrago&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(este texto foi escrito originalmente durante uma aula, e embora aparente não ter nexo, resultou num bom momento de descontracção)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-3483793433632436870?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/3483793433632436870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=3483793433632436870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3483793433632436870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3483793433632436870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/11/estranha-imaginao.html' title='Vinte dias depois'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5795756594100895683</id><published>2008-11-27T22:40:00.007+01:00</published><updated>2008-12-02T20:30:53.454+01:00</updated><title type='text'>Estranha Imaginação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://amadeo.blog.com/repository/62100/167062.jpg"&gt;&lt;/a&gt; ... os carros voam à velocidade das gaivotas que descansam no cais. O vento acompanha o ritmo doente dos pescadores que puxam as redes enfraquecidas pelos anos e que mais vezes emergem vazias que cheias. Há apenas uma estranha imaginação... como se tudo o que pensasse fosse retirado de um romance mais fictício do que original, talvez porque vejo no nada o tudo que não se constroí, apenas subsiste na estranha imaginação. Os factos, esses misturam-se entre um ou outro devaneio, no delírio das canções do pensamento e nos intervalos das pingas que escorrem nas janelas cansadas de olhares vazios e curiosos. Os sonhos, esses não existem, se lhes fosse cedido uma oportunidade o desejo da realização precoce daria por certo esta estranha imaginação. Isto é algo incontrolável como se a respiração ficasse presa no diafragma e não se concluísse na expiração, como se tudo se tornasse demasiado obsessivo, uma compulsão desnecessária e tão sentida como os elementos românticos que aperaltam e escondem verdades e intrigas. E num vai e vem de ilusões tudo o que parece ilusório se torna demasiado irreal, exageradamente forçado. Talvez esta estranha imaginação não passe de uma obsessão incontrolável, algo estranho e descabido que parece entrelaçar pensamentos banais e memórias emprestadas. Às vezes é tudo tão escuro, tão enublado que não se consegue percepcionar a movimentação horizontal das nuvens que também sobrevivem nesta estranha imaginação. E neste acto cognitivo quando tudo não parece ser mais que um vago desejo há sempre algo que nos desperta a atenção e nos faz ver o mundo. Porque fora das paredes que limitam o meu corpo e o meu espaço consigo antever o que não conheço, e experimento. Confio na teoria de Kant e acredito que se pode conhecer à priori. É tudo tão estranho, propicio aos sentidos que me deixo adormecer e desviar desta estranha imaginação que se agiganta e me assusta...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5795756594100895683?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5795756594100895683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5795756594100895683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5795756594100895683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5795756594100895683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/11/vinte-dias-depois.html' title='Estranha Imaginação'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-3685591593630292581</id><published>2008-11-06T00:13:00.010+01:00</published><updated>2008-11-12T18:10:26.099+01:00</updated><title type='text'>A vida em contraste</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SRIqRf6uSdI/AAAAAAAAAEk/KMzTSCb7u6c/s1600-h/World+Press6[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265317394463476178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 431px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SRIqRf6uSdI/AAAAAAAAAEk/KMzTSCb7u6c/s320/World+Press6%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;color:#660000;"&gt;Mike Wells, United Kingdom.Karamoja district, Uganda, April 1980. Starving boy and a missionary.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se houvesse uma explicação válida então a vida não teria nenhum sentido. E se por vezes o texto diz tudo, então eu não tenho  mais nada a acrescentar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-3685591593630292581?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/3685591593630292581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=3685591593630292581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3685591593630292581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3685591593630292581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/11/vida-em-contraste.html' title='A vida em contraste'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SRIqRf6uSdI/AAAAAAAAAEk/KMzTSCb7u6c/s72-c/World+Press6%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-8940011235041593502</id><published>2008-10-19T19:34:00.004+02:00</published><updated>2008-11-06T00:21:48.376+01:00</updated><title type='text'>Esfuminho</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SPtwM27SoGI/AAAAAAAAAEc/k5qBYOHEyS0/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258920356090126434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 123px; CURSOR: hand; HEIGHT: 86px" height="92" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SPtwM27SoGI/AAAAAAAAAEc/k5qBYOHEyS0/s200/images.jpg" width="132" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Em sinal de dedicação e devoção da pronúncia que a própria palavra invoca.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-8940011235041593502?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/8940011235041593502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=8940011235041593502' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8940011235041593502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8940011235041593502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/10/esfuminho.html' title='Esfuminho'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SPtwM27SoGI/AAAAAAAAAEc/k5qBYOHEyS0/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7662921819596382233</id><published>2008-10-08T23:29:00.007+02:00</published><updated>2008-11-12T18:14:58.583+01:00</updated><title type='text'>Esperanças velozes</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://garatujando.blogs.sapo.pt/arquivo/Comboio.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://garatujando.blogs.sapo.pt/arquivo/Comboio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A estação estava a meio gás. Poderia ao julgar-se pelo numero de transeuntes que rodopiavam sobre os bancos envelhecidos de madeira, que o relógio apontava seis horas da manhã. O nevoeiro, tanto de singelo como de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tímido&lt;/span&gt;, florescia entre as nuvens cinzentas que se dispersavam no &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;céu&lt;/span&gt; azul adivinhando tempestade. Não soube ao certo se pelo frio ou pela discreta &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;desorientação&lt;/span&gt;, deixei-me cair num desses bancos, envolta nos pedaços quentes do meu casaco de algodão, e ali fiquei a apreciar quem passava e quem se esquecia de passar, quem olhava exasperado para o relógio, ou ainda outros como eu, que nem por ele davam conta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se havia um dado motivo para a minha presença neste lugar, esse era-me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;completamente&lt;/span&gt; desconhecido. Dei por mim a recordar a companheira da noite anterior, e sem memórias da dita cuja mas não pronunciada, perdi-me em tontos devaneios. Estava ali, mesmo que sem aparente motivo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouviram-se os carris a chiar sobre a linha de ferro, e automaticamente os poucos futuros passageiros aproximavam-se da linha amarela, a mesma que os avisa e alerta do limite da espera. A carruagem 33 escancarou uma das suas portas diante de mim, e como se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;pudesse&lt;/span&gt; expressar um convite mostrou-me num espaço entreaberto um lugar cativo justo à janela. Conseguia sentir o odor quente dos corpos, podia até inalar o cheiro do chocolate quente do mais jovem casal apaixonado; e no entanto, todos aqueles elementos apelativos determinaram a minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;posição&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; estática. Permaneci em silêncio, quieta, perfeitamente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;desumana&lt;/span&gt; com se de um robô se tratasse, e vi-os. vi-os todos a colocar um pé à frente do outro, a pisarem o chão cor de prata do comboio, a recostarem-se nos bancos estufados. Nada daquilo me teria &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;despertado&lt;/span&gt; qualquer tipo de interesse, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;não&lt;/span&gt; fosse um senhor de idade, meio calvo, meio careca, de óculos de lua cheia e olhos de quem olha por dentro sem reparar no que o reveste por fora, a benzer-se diante daquela porta cor de vinho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouviram-se os três &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;bips&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, o comboio partia e com ele levava as esperanças daqueles que nele as depositaram. Quando vi as portas que se fechavam como celas sem saídas, e percebi pelo rastro de vento que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;resfriou&lt;/span&gt; a minha cara, que o comboio já só se deixava avistar ao longe, percebi que aquele homem, sem grande contagem de novas primaveras, se preparava para mais uma batalha contra si próprio, contra a linha da sua vida que lhe preparava um novo susto. Perfeitamente igual a tantos outros, sobretudo para mim, aquele ser agarrou-se dificilmente às barras laterais da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;portinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; cor de hortelã, e nem sei em que tempo isto aconteceu, mas foi como se aquele gesto de movimentos bruscos falasse e me dissesse que mais uma barreira tinha sido trespassada. Todas aquelas carruagens que por mim passavam e me confundiam o olhar, deixando-me cega por tanto movimento, representavam ciclos contínuas da minha vida imatura e crua. Não pelos poucos anos da minha existência, mas simplesmente pelo facto de nunca os ter entendido no seu todo. Olhei para as minhas mãos, e se pudesse, se pudesse teria tocado em todo aquele &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;fervor&lt;/span&gt;, em todas as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;emoções&lt;/span&gt; expressas naqueles bocados de ferro, e teria entendido o quão o toque significa para mim. Porque me ceguei de tanta energia e ainda assim conseguia tocar nos meus olhos vidrados num vício sem fim, podia tocar a pele fria da minha cara e compreender o vento em todos os seus sentidos, e poderia tocar em todas as formas sem nome mesmo sem lhes poder avistar a cor. E quando me toquei, e num &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;ímpeto&lt;/span&gt; de nova luz para os meus olhos entendi que as minhas esperanças não se deixaram fisgar pelas carruagens que corriam, aí sim compreendi que elas tinham simplesmente nascido.&lt;/div&gt;Estranha passageira.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7662921819596382233?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7662921819596382233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7662921819596382233' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7662921819596382233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7662921819596382233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/10/velocidades.html' title='Esperanças velozes'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-6679356903732743944</id><published>2008-09-05T13:15:00.003+02:00</published><updated>2008-11-12T18:16:07.092+01:00</updated><title type='text'>A fórmula da solidão (excerto)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;22, Agosto de 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Penso ter descoberto o segredo dos deuses. A fórmula secreta da eternidade e a verdade de todos nós. De todos os domínios em que investi, é talvez este o que mais receio.&lt;br /&gt;A ideia da divulgação deste segredo fascina-me ao mesmo tempo que me assusta. O sangue gela-me os ossos de cada vez que penso partilhá-la com o meu querido Óscar. Por outro lado sinto que de qualquer forma, este seria o perfeito elixir para o meu marido, para a minha solitária mãe, e talvez para mim nas noites em que ele trabalha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;alienadamente&lt;/span&gt;, e me deixa a dormitar sobre os lençóis frios de cetim.&lt;br /&gt;Passaram-se semanas até que conseguisse voltar a recuperar o fôlego e o ânimo para escrever. Tenho vivido uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;experiência&lt;/span&gt; incrível em segredo, e o facto de a ter de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;olvidar&lt;/span&gt; do Óscar, provoca-me arrepios e uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;atemorizante&lt;/span&gt; culpa. Sinto-me traída por mim, porque teimo em dissimulá-la da minha mente, e sinto que estou a trair o meu marido, por não lhe poder e conseguir confiar este mistério.&lt;br /&gt;Enquanto contrabalanço os efeitos benéficos e nocivos daquela que será a maior noticia dos últimos tempos, penso que estar sujeita a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;interveniências&lt;/span&gt; exteriores. Tenho dormido pouco nos últimos tempos, e durante o ínfimo tempo em que mantenho os olhos fechados, dou por mim com a respiração ofegante. Vejo-me sozinha num espaço colossal, e transporto em mãos documentos valiosos, os quais valem fortunas desmedidas, e no entanto quando os penso entregar abate-se sobre mim uma tristeza tão profunda que os desvanece da minha posse. Isto faz-me cogitar que talvez ninguém deva saber da minha investigação, nem mesmo o meu querido Óscar. Talvez seja um sinal ou um mero receio de quem se deixou possuir pela dúvida, mas não insisto em arriscar, pois suspeito que mesmo tendo esta formula poderes absolutamente inefáveis, segundo os livros dos sábios, pode atraiçoar quem por ela cobiçar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;assoberbadamente&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Entre dúvidas e receios penso no Óscar. Penso na forma como esta receita divina o poderia ajudar a libertar-se de si mesmo. Por outro lado não o imagino de outra forma, aprendi a conviver com o seu isolamento, assim como ele aprendeu a coabitar com os espectros que o atormentam nos dias mais mórbidos. Talvez seja isto que nos une, a capacidade de coexistimos numa casa comum, mesmo tendo concepções de mundo diferentes, mas indubitavelmente paralelos. Amo-o porque encontrei nas suas imperfeições as minhas virtudes, e nas suas qualidades os meios defeitos. O nosso casamento trouxe-me cada vez mais certezas, e nas influências dos pensamentos inconstantes do meu marido não descobri quaisquer efeitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;nocentes&lt;/span&gt;, não deixar de pensar por mim devido à afluência dos seus ideias, não deixei de ser eu para passar a ser um clone dele, tal como ele também não o fez. Ao invés disto, passei a ser ainda mais convicta de mim por descobrir que estive segura na escolha do homem certo, no companheiro que por não ser perfeito relembra-me que também não o sou, e isso faz-me pensar. E enquanto penso evoluo, e por isso supero os meus medos, porque sou capaz de reflectir sobre eles.&lt;br /&gt;Não sei o que é isto do casamento, e francamente julgo nunca poder descobrir. Não o vejo como um desses romances de novelas mexicanas, aquelas que a minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;mãe&lt;/span&gt; gosta de assistir para se enganar sobre o seu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;próprio&lt;/span&gt; casamento. Para lhe acrescentar adereços e apêndices que não existem.&lt;br /&gt;Tenho estas certezas por acreditar que as convicções se desfazem com o tempo, e saber disto faz-me desacreditar que posso ter certezas. Presentemente tenho a firme convicção de que amanha posso não acordar com as verdades do dia anterior, e enquanto assim pensar posso dormir feliz, sem ter a segurança do que é a felicidade. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jane &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Green&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Escrito por Andreia Silva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-6679356903732743944?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/6679356903732743944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=6679356903732743944' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6679356903732743944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6679356903732743944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/09/frmula-da-solido-excerto.html' title='A fórmula da solidão (excerto)'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-4114196930443577842</id><published>2008-07-30T21:17:00.002+02:00</published><updated>2008-07-30T23:44:19.056+02:00</updated><title type='text'>pedaços do meu pequeno projecto</title><content type='html'>&lt;em&gt;- Aqui somos nós e indiferença com velhice por sabermos que ela cria raiz na mente e não no corpo, para onde vais é a inconsciente pressa de a acelerar na mente e de a dissimular do rosto. Para o relógio os dias são iguais, para nós o tempo é a nossa própria substância. –&lt;/em&gt; Abraçaram-se demoradamente, sem tomar atenção a repetível campainha que soava indicando o embarque. Pelos ares partiu Ariel para um novo mundo, em terra firme ficou James e o segredo que mudaria o mundo actual.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Penso que nunca vou estar completa. Não posso ambicionar ter tudo porque nem mesmo o “tudo” me pode preencher a alma. Sinto que para se subsistir é necessário almejar algo que nos próprios desconhecemos. Nunca estarei completa enquanto estiver viva. Se um dia o pensar então deixarei de viver, pois nessa data não terei nada para ambicionar e verei os dias prosseguirem repetidamente.&lt;/em&gt; - Suspirou baixinho e deitou a cabeça sobre a fina manta de linho. Ao seu lado James sorria pela coragem de Ariel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Andreia Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-4114196930443577842?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/4114196930443577842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=4114196930443577842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4114196930443577842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4114196930443577842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/07/um-pedao-do-meu-pequeno-projecto.html' title='pedaços do meu pequeno projecto'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-51710709283461756</id><published>2008-07-13T17:40:00.006+02:00</published><updated>2008-08-02T23:27:34.731+02:00</updated><title type='text'>Na pele de um humano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nada faz sentido. Nada disto faz sentido. Não pode haver sentido onde já se perdeu a esperança. Não pode haver esperança onde nunca houve sonhos. Quero fechar os olhos e ainda me ardem as lágrimas que sozinhas caem sorrateiramente. Não me importa o futuro porque odeio o presente, não me imagino a viajar nas águas torbulentas da vida, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;não&lt;/span&gt; suporto esta espera da ténue maresia, não quero nem posso imaginar nascer de novo, não desejo mudar de vida só procuro um sentido inexistente. Quero ficar sozinha sem me lembrar de que existo. Sou solitária e não me importa o que possam pensar. Quero-me a mim e só a mim, e ainda assim não me suporto. O Homem não é racional, tem a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;consciência&lt;/span&gt; ilusória de que é, mas no fundo não consegue &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;viver&lt;/span&gt; com a sua razão. Procura desenfreado títulos que expressem a vida, acreditando que a vida é uma constante série de procuras. Sou irracional e só desejo aprisionar-me em mim mesma. Não quero razões quero apenas perguntas, deixei de me perguntar e agora não sei viver. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Só quero ficar comigo. Vão-se todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-51710709283461756?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/51710709283461756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=51710709283461756' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/51710709283461756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/51710709283461756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/07/paginas-perdidas-na-vida-de-um-humano.html' title='Na pele de um humano'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-8743026324109640665</id><published>2008-07-04T16:57:00.008+02:00</published><updated>2008-07-05T22:56:26.999+02:00</updated><title type='text'>Vícios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.joaogarciamiguel.com/events/image/47/13_omcda_13.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.joaogarciamiguel.com/events/image/47/13_omcda_13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Trabalho. Trabalho desesperada e afincadamente. Trabalho, trabalho, trabalho. Mexo os músculos e comprimo-os quando o corpo parece não resistir mais, mas continuo. Sinto-me febril mas ainda assim não paro. Não posso parar, não posso descansar os músculos, não devo. Deixem-me suar e espalhar o trabalho, deixem-me suspirar ansioso de mais movimento. Não acabo, nunca termino este trabalho, não posso, não devo. Choro porque sinto a necessidade &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;indispensável&lt;/span&gt; de continuar a trabalhar. Deixem-me entregue Às minhas mãos, quero ficar apenas com os meus dedos inquietos e os meus braços enérgicos. Sinto-me fruto do trabalho, e o trabalho é também um fruto de mim mesmo, sou eu. Não posso parar, não devo. Grito quando a cabeça lateja devagar e me obriga a fechar os olhos, estremeço quando as forças se esvaem sem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;consentimento&lt;/span&gt;, canto para tentar entreter os músculos doridos, não posso parar, não devo. Ao meu lado permanece a fiel garrafa inquieta e disposta a colaborar no meu trabalho, ela funciona como o óleo que limpa as minhas engrenagens e lhes dá força. As luzes baixas deste lugar sagrado e impenetrável por movimentos exteriores, continuam &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;infinitamente&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;acesas&lt;/span&gt; e ansiosas por mais energia, também elas se aliaram ao meu elixir, não posso parar não devo. Sou também parte destas sombras, sou também disforme porque quando trabalho não reconheço nada a não ser as minhas mãos: &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;enrugadas&lt;/span&gt;, feridas e ansiosas pelo tacto insaciável. Não aprendi a ser outro porque nasci a trabalhar, e talvez por isso nunca soube cuidar de ti, porque nunca aprendi a cuidar de mim. Não importa em que trabalho, a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;certeza&lt;/span&gt; de que mexo o corpo basta-me. Lembro-me de ti mas retomo o trabalho, a tua ausência criou-me vícios incuráveis, não posso parar, não devo. Não quero pensar que um dia exististe em mim, não posso, não devo. Sou sensível aos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;vícios&lt;/span&gt; e não quero fazer de ti algo vicioso. Deixa-me vai-te embora de mim, odeio &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;vícios&lt;/span&gt; e quero trabalhar. Não penso porque felizmente as minhas mãos reagem aos meus estímulos. Não quero lembrar-te. Desaparece de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mesmo incoerente não quero ter vícios, deixa-me trabalhar, o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;trabalho&lt;/span&gt; não é um vício é a minha filosofia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-8743026324109640665?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/8743026324109640665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=8743026324109640665' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8743026324109640665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8743026324109640665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/07/vcios.html' title='Vícios'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-939069842798552171</id><published>2008-06-29T00:31:00.006+02:00</published><updated>2008-07-03T13:54:50.715+02:00</updated><title type='text'>Ousadia sem presunção</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.bigpen.com.br/loja/images/75978.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.bigpen.com.br/loja/images/75978.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font color="#000066"&gt; "Um livro moral ou imoral é coisa que não existe. Os livros são bem escritos, ou mal escritos. E é tudo."&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;font color="#000066"&gt;&lt;/font&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font color="#000066"&gt;"Podemos perdoar a um homem que faça alguma coisa útil, contando que não a admire. A única justificação para uma coisa inútil é que ela seja profundamente admirada.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font color="#000066"&gt;Toda a arte é completamente inútil."&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font color="#000066"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;strong&gt;Oscar Wilde &lt;/strong&gt;in O Retrato de Dorian Gray&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-939069842798552171?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/939069842798552171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=939069842798552171' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/939069842798552171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/939069842798552171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/06/ousadia-sem-presuno.html' title='Ousadia sem presunção'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5007855711749893868</id><published>2008-06-22T12:19:00.013+02:00</published><updated>2008-07-06T00:24:20.516+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SF4tqLwScjI/AAAAAAAAADU/SICn3LK23sM/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214655621274694194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 155px" height="174" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SF4tqLwScjI/AAAAAAAAADU/SICn3LK23sM/s200/images.jpg" width="277" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Deixem-me! Por favor, deixem-me! Quero ficar só! Não quero que nenhuma das vossas vozes me perturbe o olhar! Larguem-me, aqui sozinho. A vossa "presença arrumada" entre livros e teses importuna-me! Quero ficar só. Quero somente ficar com as plantas que brotam todas as Primaveras e que morrem continuamente no Inverno. Quero desesperadamente ficar a admirá-las, e por favor vão-se embora! Estou cansado de tantos "mas", estou cansado das vossas teorias inoportunas e incessantemente terminadas em "mente" ou "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;íssimo&lt;/span&gt;"! Saiam! Agora! A vossa presença intimida o crescimento da natureza. Vocês de gravata e terno alinhado, impede o florescer das minhas colheitas. Vão! Quero ler Caeiro à sombra da minha Oliveira, essa árvore sagrada dos deuses. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;DESAPAREÇAM&lt;/span&gt;! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;Vi na Natureza o que o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;carácter&lt;/span&gt; natural de cada um não me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;mostrou&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;Vi ali, plantado dentro da terra húmida, o elixir que me alimenta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;Sim, ali sobre as árvores a sabedoria veste-se de verde, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ão&lt;/span&gt; sofre, carregada de respeitosos livros. Não, ela não conhece Homero, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;em Camões, nem sequer Caeiro. É somente ela, sozinha e divina. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;Portanto, não lhe acrescentem vistosas palavras com terno vestido, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ois&lt;/span&gt; para pronunciar "Vida" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;é somente necessário ter-se nascido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;Andreia Silva, sem palavras complicadas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5007855711749893868?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5007855711749893868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5007855711749893868' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5007855711749893868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5007855711749893868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/06/deixem-me-por-favor-deixem-me-quero.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SF4tqLwScjI/AAAAAAAAADU/SICn3LK23sM/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-4395299859938480913</id><published>2008-06-21T19:00:00.003+02:00</published><updated>2008-06-22T01:09:21.192+02:00</updated><title type='text'>Separações (fragmentos)</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000099;"&gt;"Parto sem palavras, porque os meus olhos não a conseguem encarar de frente. Parto por saber que se a voltasse a encarar, provavelmente deitar-me-ia consigo durante noites infinitas e perderia a juventude como as frutas do nosso quintal. Parto por saber que anseia pela minha felicidade mesmo que isso afecte a sua."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;in "Saída sem porta", Andreia Silva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000099;"&gt;Irrita-me. Irrita-me pensar que te amo. Sufoca-me. Sufoca-me a ideia de estarmos separados. Odeio-me. Odeio-me por te amar mas sobretudo por te deixar sair da minha vida sem sequer te cobrar. Enerva-me. Enerva-me essa tua forma simples como te resignaste, enerva-me pensar em ti mas perco-me a tentar imaginar-te. Impressiono-me. Impressiono-me com o teu jeito de desistir. Enlouquece-me. Enlouquece-me ver a tua sombra a dormir ao meu lado. Deixa-me. Deixa-me, não quero pensar nos caminhos antagónicos que seguimos. Não quero, nem posso. Vai por favor. Prefiro perder-te de vez a lembrar-me que desejo percorrer um caminho paralelo ao teu.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Andreia Silva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-4395299859938480913?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/4395299859938480913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=4395299859938480913' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4395299859938480913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4395299859938480913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/06/separaes-fragmento.html' title='Separações (fragmentos)'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5231239599005002967</id><published>2008-06-07T12:08:00.009+02:00</published><updated>2008-07-06T00:28:02.438+02:00</updated><title type='text'>Vivemos num Mundo ao contrário? Ou do lado avesso do mundo?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SErpNkjleZI/AAAAAAAAACw/vt2d2IY1H8I/s1600-h/ApresentaÃ§Ã£o1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209232338367904146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SErpNkjleZI/AAAAAAAAACw/vt2d2IY1H8I/s320/Apresenta%C3%A7%C3%A3o1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;São 6h da manhã. O sol já nasceu sem que fosse preciso despertá-lo. Aqui por detrás de um mundo que não avistamos o dia parece nem dormir. A rotina barulhenta das armas que disparam incessantes não nos descansa, não nos deixa fechar os olhos sem que tenhamos o receio de não os voltar a abrir. O rebanho já está preparado, embora não haja preparação. Eu sei que também as minhas ovelhas sentem a inquietação de quem não sabe o dia de amanhã. Noto-lhes a força como agora comem a erva, e o rebanho mantém-se cada vez mais próximo. Sim, também eles &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;têm&lt;/span&gt; a premonição de que a qualquer instante uma arma nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;extermine&lt;/span&gt; o sopro da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acordo mesmo que na noite anterior agora já dissipada pelo sol os meus olhos não tenham fechado. Ficaram vigilantes e atentos aos meus quatro filhos, ao meu lado aparentemente descansados, mas também eles, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;também&lt;/span&gt; eles por mais que lhes doa o sentimento de que a infância lhes foge por entre os dedos, sabem que a qualquer momento a minha cama poderá deixar e estar anexada à deles. Ser mãe foi como ter uma esperança de que as nossas gerações seriam salvas por estes guerrilheiros que sem armas calariam o país, estas crianças que se tornariam opositores a este regime sem estrutura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;disparatadamente&lt;/span&gt; abusivo e instaurassem as leis que deixassem o sol dormir mais um pouco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os homens chegaram. Levaram dois dos meus filhos. Deixaram as meninas com a ameaça certa de que ao meu terraço voltariam para as levar. Arrancaram-me a roupa. Penetraram-me sem dó, fui espancada por que gritava com lágrimas e porque me enojava com aquelas barbas que roçavam contra o meu peito. Pensava no meu marido, também ele se sentia obrigado a entrar nesta luta contra a vida e agora morto abandonou-nos nesta terra maldita. As minhas filhas viam a minha desgraça nas mãos de outros estranhos que violentamente me rasgavam os panos velhos envoltos no meu corpo. Choravam e gritavam uivos de dor, não as olhava directamente por vergonha, e ver aqueles animais chicoteá-las feria-me o coração e dilatava-me o ódio. Eles foram embora, foram-se e então olhei-as directamente. As minhas filhas, a razão pela qual eu aguentei tudo isto. Mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;não&lt;/span&gt; aguento mais, não aguento vê-las abandonar a vida. Não suporto a ideia de que por dentro elas já estão mortas. Não sorriem. Talvez porque a fome não lhes deu consistência às bochechas. Desnutridas bebem das poças na ruas e eu, eu imito-as como cadelas sem dono nem água. A seca arrasou a nossa produção. Cultivamos milho mas agora a terra secou, também ela já se cansou de nos dar a esperança inexistente no futuro. Acabou. Vivemos na Republica democrática do Congo, aqui onde a nossa voz é abafada pelas granadas que explodem ao longe mas que soam tão perto dos nossos ouvidos que acabamos por ficar surdos. E pensar o palavreado democrático é traduzido pelo ruído ensurdecedor das vozes aclamadas destes homens impiedosos mas profundamente miseráveis. Gritam, batem, lutam mas na realidade só desejam a paz, só precisam de sentir que não há nada para lutar, não há rivalidades intransponíveis, não há bens que valham as mortes e as atrocidades que mancham esta espécie: o Homem. Pensam desesperados que mais um dia passou e pelo destino ou algo mais sobreviveram. Voltam para as suas casas receosos da paisagem que possam &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;encontrar&lt;/span&gt;: as mulheres estendidas e perfeitamente receptivas ao último suspiro, os seus filhos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;ensanguentados&lt;/span&gt; e emagrecidos pelo excesso de miséria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Anoiteceu. A lua cobre-nos a cabeça na incerteza de voltar a sorrir-nos amanhã. Elas adormeceram. A cidade &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;permanece&lt;/span&gt; agora silenciosa, um silêncio medonho que assusta e que a qualquer momento pode ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;irrompido&lt;/span&gt; por uma explosão. A neblina espalha-se deixando um rastro de sangue entranhado na calçada, sangue que não desaparece com a chuva que cai esporadicamente. Olho para os seus rostos, uma última vez, um pouco mais. Choro. Choro como uma criança que acorda de um pesadelo, choro veementemente por viver num dilema em que não vejo nenhuma saída. Ouço pela última vez a sua respiração. Não gritaram. Vendei-lhes os olhos para não verem o rosto que lhes tirou a vida. Vendei-me a mim própria para não ver o assassino que lhes tirou a vida. Lavei-as com a água que durante o dia procurei. Benzi-as e vestia-as com os últimos fatos comprados pelo meu marido. Abri uma vala e cobri-as com a terra onde nasci, cresci e irei morrer. Amanhã os homens voltarão mas não encontrarão os corpos. Amanhã não realizarão mais um negócio pagando-me uma moeda e levando-as à força para o destino da prostituição. Não, amanhã as minhas filhas já poderão descansar em paz, porque não poderão recordar o rosto &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ensanguentado&lt;/span&gt; da mãe que lhes tirou a vida. Agora vou vestir-me e lavar-me com a pouca água que sobrou, não para morrer com dignidade mas apenas porque no paraíso não quero envergonhar as minhas filhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000099;"&gt;Em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Dezembro&lt;/span&gt;, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;MSF&lt;/span&gt; tratou cinco mulheres e uma adolescente de 14 anos perto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Pweto&lt;/span&gt; que disseram ter sido estupradas por soldados do exército congolês. O problema pode estar subestimado devido ao medo e ao estigma (...)Um relatório publicado pela entidade em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;novembro&lt;/span&gt; do ano passado revelou que os índices de mortalidade em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Kilwa&lt;/span&gt; são de 4.4 mortes para cada 10 mil pessoas entre crianças com menos de cinco anos de idade.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000099;"&gt;2 milhões de pessoas são traficadas todos os anos, a maioria são mulheres e raparigas;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Dezenas de Milhares de mulheres e crianças foram sujeitas a violações e violência sexual desde a crise no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Darfur&lt;/span&gt; em 2003;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Relatório Anual 2007 &lt;strong&gt;Amnistia Internacional&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;_________________________********************__________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;São 8h da manhã. O despertador &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;incomoda&lt;/span&gt;-me o ouvido e alerta-me para mais um dia. A terra das oportunidades, pensei eu enquanto tomava duche e massajava as costas. Hoje tenho 5 reuniões e um negócio que poderá render milhões... Visto-me apressado porque aqui tudo corre, ouço o barulho ensurdecedor dos carros que desvairados atravessam as ruas com a intenção de recuperarem os 5minutos que perderam no café. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Chego ao escritório e enfrento as reuniões com estofo. Sorrio de forma escancarada e suspiro em segredo. Finalizo negócios e o tempo acompanha-me. Almoço a dois quarteirões do escritório. Peço &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Hamburguer&lt;/span&gt; c/ batata frita na pressa de regressar novamente ao emprego, sorrio porque sei que os minutos a menos no almoço são seguidos da sobremesa milionária. Vejo os zeros à direita e sem pensar muito rebusco uma assinatura. O expediente acaba e atiro-me às ruas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;New&lt;/span&gt; York: compras, convido uma amiga para jantar e terminamos num bar divertidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aqui o tempo ultrapassa-nos mas rende-nos a comodidade. Não vemos crescer as rugas mas apreciamos o esforço académico reflectido numa conta bancária recheada. Tenho os minutos cronometrados com o ginásio, a ida ao supermercado, o novo filme que estreou no cinema e os jantares entre amigos. Aqui onde tudo acontece à velocidade da luz tento manter-me a par do que acontece para lá dos limites americanos. Sento-me na minha poltrona e vejo o noticiário: crimes, bolsa, finanças. A emissão interrompe para anunciar crimes internacionais; mães que matam os filhos em terras africanas e suicidam-se de seguida. Estará o mundo louco? Decido ligar à minha mãe e concordamos em passar o Natal juntos. Não entendo como uma progenitora pode matar os seus rebentos? Uma mãe nasce, cresce e morre por eles, mas nunca os mata. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O sol regressa e consigo traz a luz da manhã. Acordo. Leio o jornal. Tomo o café a correr e corro para o escritório. Aumento a minha conta e anoto as despesas. Compro um perfume e dou-o à minha secretária. Ela é uma mulher &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;incrível&lt;/span&gt;. Permaneço na indecisão de a convidar para jantar, mas reparo-lhe no decote e disparo a pergunta. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Saímos&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;amamo&lt;/span&gt;-nos. Ela deseja-me e eu respondo-lhe com beijos e carícias. Adormecemos a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;contemplar&lt;/span&gt; a lua. Não sei se ela é a mulher da minha vida, mas agora quero assegurar a minha estabilidade &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;financeira&lt;/span&gt;. Quero ter filhos e dar-lhes uma vida segura e cómoda. Regresso aos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;lençóis&lt;/span&gt; macios da minha cama amanhã o dia será igual, talvez até a convide novamente para sair...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Segundo o relatório da ONU, 80% da renda mundial está nas mãos&lt;/span&gt; de 1 &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;bilião&lt;/span&gt; de pessoas que vivem nos países desenvolvidos e apenas 20% destinados a 5 &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;biliões&lt;/span&gt; de pessoas nos países em desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Nos Estados Unidos, os números indicam que as famílias &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;desperdiçam cerca&lt;/span&gt; de meio quilo de comida por dia, o que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;equivalem&lt;/span&gt; média a 40% dos alimentos.Na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Grã&lt;/span&gt;-Bretanha, o desperdício é estimado entre 30% e 40%.“Comida é água.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Escrevo-vos agora na 1º pessoa sem truques de personagens, aqui estou apenas eu, autora deste blog e afecta aos vossos comentários. Escrevi este &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;post&lt;/span&gt; porque como em todos os outros procurei &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;reconhecer&lt;/span&gt;-me numa dimensão que não a minha. Pensar que a realidade em que vivemos vai para além da vida banal que levamos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;doí&lt;/span&gt;. Doí terrivelmente, uma dor incessante que se desmancha em lágrimas perdidas e incapacitadas. Não por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;caridade&lt;/span&gt;, não por solidariedade mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;conscializar&lt;/span&gt;-me que estas histórias existem muito para lá da ficção desta janela provoca-me sofrimento. Um sofrimento dorido e profundamente egoísta, porque eu continuo aqui. Permaneço sentada na minha cadeira e apenas escrevo, escrevo mesmo sem saber que não ajudo nem nada faço para contribuir contra um mundo que não dominamos. Irrita-me ver esta &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;realidade&lt;/span&gt; marginalizada e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;completamente&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;indiferente&lt;/span&gt; aos olhos da Terra, assisto pela TV porque tenho medo de me atirar a dimensões estranhas, macabras e aterrorizadoras. Irrita-me a minha forma de agir como se nada fosse. Choro por vergonha destas pessoas. Vivemos num Mundo ao contrário? Ou do lado avesso do mundo? Não sei. Eu vivo do lado do mundo que sorri &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;satiricamente&lt;/span&gt;, ri-se de nós, pobres tolos que inválidos continuamos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;agarrados&lt;/span&gt; a uma comodidade que não conseguimos largar porque o próprio mundo nos habituou assim. Não sobreviveria num país como o Congo, não pela fome, não pela violência, mas pela miséria de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;espírito&lt;/span&gt;, pelos gritos mudos que não poderiam soar por se sentirem reprimidos ao gatilho mais próximo. Sim eu sei, eu sei que todos somos vitimas desta comodidade que nos engana e fecha os olhos e os ouvidos a estes gritos. Por isso escrevo, e muito mais escreveria se me pedissem, escrevo porque me envergonho de continuar na minha cadeira, mas enquanto puder e sentir que sou mais uma escreverei, escreverei até cansar os dedos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5231239599005002967?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5231239599005002967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5231239599005002967' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5231239599005002967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5231239599005002967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/06/vivemos-num-mundo-ao-contrrio-ou.html' title='Vivemos num Mundo ao contrário? Ou do lado avesso do mundo?'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SErpNkjleZI/AAAAAAAAACw/vt2d2IY1H8I/s72-c/Apresenta%C3%A7%C3%A3o1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-6228366839639332714</id><published>2008-06-04T17:54:00.009+02:00</published><updated>2008-07-06T00:34:48.909+02:00</updated><title type='text'>Amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SEbQ8pt5uuI/AAAAAAAAACo/m4MGy3VB8w4/s1600-h/ceu-web(3)(2).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208079759509666530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SEbQ8pt5uuI/AAAAAAAAACo/m4MGy3VB8w4/s200/ceu-web(3)(2).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Amo-te. - &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Disse&lt;/span&gt; olhando-o directamente nos olhos, como sempre fazia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Como assim amas-me? - Respondeu tresloucado com tal declaração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Assim, amo-te. - Encolhi os ombros e voltei a fixar o horizonte. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Costumávamos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sentarmos&lt;/span&gt;-nos no muro a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;contemplar&lt;/span&gt; o horizonte. Ali soberano e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;longiquo&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;tentávamos&lt;/span&gt; adivinhar o que se escondia por detrás das nuvens disformes. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Conversávamos&lt;/span&gt; com o silêncio e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;acabávamos&lt;/span&gt; exaustos de tanto falar por sorrisos e suspiros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A tarde estava quente, e ao fundo de um tapete de azul infinito escondia-se um mundo que já antes de ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;catalogado&lt;/span&gt; nos pertencia, antes de haverem países, cidades, monumentos e maravilhas, o universo fora nos oferecido. Paris, Espanha, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Índia&lt;/span&gt;... o mundo passava em película morosa e repetitiva sem nunca cansar os espectadores, e nós maravilhados por saber que antes do nascimento das cidades imperiais e dos monumentos majestosos, já o universo se tinha encarregue de nos incorporar num só crepúsculo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Sentiamo&lt;/span&gt;-nos unidos por uma força inexplicável e superior ao compromisso de sangue. Talvez fosse o destino, talvez, talvez, talvez... Não importavam os "mas" eu descobri que o amava e a felicidade desta relação &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;transbordava&lt;/span&gt; em sorrisos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;pateticamente&lt;/span&gt; genuínos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Olha o que queres dizer com "amo-te"? - Perguntou-me, interrompendo o meu pensamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Sei lá, amo-te e isso chega-me. - Estava &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;impaciente&lt;/span&gt; com tanto interrogatório.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Mas não entendo... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- O que é que não entendes? Eu é que não entendo essa tua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;obsessão&lt;/span&gt; numa confidencia vazia de outras interpretações que não seja o amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Não entendo... Nós somos amigos...e... sempre fomos como irmãos. Lembras-te? Estamos unidos por uma força... inquebrável. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Sim. Por isso mesmo amo-te. Amo-te. Amo-te. Isto chega-me e a ti, não?- Retorqui isenta de meias medidas e formas de dizer uma única só verdade. Ficou pensativo, mas não foi capaz de me encarar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Desculpa. - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Disse&lt;/span&gt; envergonhado. Finalmente percebeu. Soluçava baixinho mas sorria tal como eu. Agora sim nada nos podia separar. O mundo presenciava e abençoava esta revelação. O horizonte escancarava as portas já abertas por nós, mesmo antes de estarmos juntos. Sim, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;amávamos&lt;/span&gt;-nos. Um amor sem limites tal como o amor deve ser. Um amor puro e infinito, era assim... Não o conseguia descrever... apenas podia afirmar com a certeza inabalável de que nunca nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;iríamos&lt;/span&gt; separar. Sim. O nosso amor era uma chama que ardia sem se ver, a chama que clamava mais alto quando &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;estávamos&lt;/span&gt; em apuros, a chama que borbulhava quando &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;estávamos&lt;/span&gt; juntos. Uma chama inocente sem segundas intenções, sem indecisões, sem medos, sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;birrinhas&lt;/span&gt;. Era tão simples. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Conheciamos&lt;/span&gt;-nos desde crianças e desde o primeiro momento &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;tornámos&lt;/span&gt;-nos amigos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"- Posso brincar contigo?"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ainda me lembro da tarde fantástica que tivemos na praia após a tua coragem. A pergunta que deu inicio a um ciclo que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;concerteza&lt;/span&gt; se renovará com as nossas gerações. Era patético tentarmos ler a forma de classificar o amor, o amor não é isto nem aquilo, é um todo. É o que eu quiser ou o que tu quiseres desde que seja puro. Não há amizade, nem amor fraterno, nem amor de homem e mulher que tanto os poetas descrevem. Há amor. Há amor simples e desprovido de rótulos. Somos amigos e para sempre seremos. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Digo&lt;/span&gt;-o com a veemência de quem sabe o futuro. Não estou a ser sonhadora e muito menos estou presa a uma ilusão prematura. É sempre amor, em qualquer circunstância, é amor independentemente por quem é sentido. Pode haver paixão, desejo, companheirismo, protecção mas é sempre, sempre amor. E descobrir a fórmula pura e sem aditivos do amor fez nascer em mim a verdade da impossível solidão. Nunca estarei sozinha enquanto no mundo houver amor, e enquanto em mim estiveres tu, meu querido amigo. Amo-te.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-6228366839639332714?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/6228366839639332714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=6228366839639332714' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6228366839639332714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6228366839639332714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/06/amor.html' title='Amor'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SEbQ8pt5uuI/AAAAAAAAACo/m4MGy3VB8w4/s72-c/ceu-web(3)(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5489799360681669649</id><published>2008-05-19T19:25:00.006+02:00</published><updated>2008-07-06T00:35:39.953+02:00</updated><title type='text'>Apresentações sem inscrições</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 194px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px; TEXT-ALIGN: center" height="250" alt="" src="http://www.acsu.buffalo.edu/~jconte/Images/Picasso_Self07.jpg" border="0" /&gt; Olá. Chamo-me Juan &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Feácio&lt;/span&gt;, sou pintor como opção e por vontade própria. Descobri-me na ponta de um pincel e na distinção da tonalidade das cores. Auto-retratei-me e reconheci o meu rosto. Pinto por prazer e não por motivos ideológicos, retrato a sociedade porque me incluo nela e não porque que me sinto excluído como figura ilustre e integrada num patamar superior. Pinto não pelo receio do que é efémero mas para viver o presente. Tenho fobia a códigos e portanto a minha obra é limpa e clara e não tentem os supostos analistas julgá-la como um recalcamento &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;intrínseco&lt;/span&gt; na forma como disponho as pessoas na tela: são apenas pessoas, não precisam de assinalar algo que é fantasiado, são o espelho do que vejo e sinto e não a legenda de pressupostos sociais; pintar um camponês ou um burguês é apenas motivação interior, e portanto não procurem rotular o camponês sacrificado e o burguês tirano. Não há necessidade de entrelaçarem na espontaneidade do que faço um significado; sejamos realistas afinal a pintura é um estado puro e tão profano como qualquer outra arte, então deixem de lhe acrescentar os "mas", deixem-se apenas fundir com a tela, eu pinto porque quero e não porque carrego o peso da posterioridade. Obrigado. ________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www1.istockphoto.com/file_thumbview_approve/4007092/2/istockphoto_4007092_typewriter_series.jpg" border="0" /&gt; &lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;António Ulisses é o meu nome, e muitos mais acrescentaria para me apresentar enquanto escritor. Escrevo desde que me conheço e conheço-me desde que escrevo. Já escrevia antes de iniciar a minha escolarização e hei-de escrever depois da minha decadência. Editei contos, romances, aventuras... e mais hei-de escrever enquanto a minha caneta não secar e a minha cabeça não me atraiçoar. Já ganhei um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Nobel&lt;/span&gt; mas ainda não escrevi o livro da minha vida, portanto não me venham dizer o que é de boa qualidade. Quarenta anos depois, a máquina de escrever continua a olhar-me de soslaio, parece desconfiada e no entanto &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tornámos&lt;/span&gt;-nos amigos desde o primeiro momento. Perguntam-me se sou casado, e seguro que a minha menina está sobre a mesinha de madeira da varanda. Olham com desdém e riem-se contraídos de uma falsa piada. Saberão o que é o humor? Talvez leiam com seriedade as críticas literárias ao meu trabalho e aí sim pequem por patetice. A piada está ali: escancarada nas colunas de crítica despojadas ao canto do jornal. É hilariante que estes supostos conhecedores da literatura descubram nos meus livros algo que nem sequer eu plantei... fantasmas e mais fantasmas. Mas porque é que tudo tem de ter um porquê? Deixem-se conduzir, a escrita é de tal forma sedutora que não precisa de pretextos para florir, deixem-se de porquês sem fundamento. Leiam, leiam, leiam até conseguirem perceber, e não se distraiam com que finge perceber e vive na dúvida do que diz. Obrigado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;_____________________*******_______________________&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.arikah.net/commons/en/c/c1/Janis-Joplin-1969.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Fui bailar e o meu batel...",&lt;/em&gt; assim me começo por apresentar, começo pelo início e portanto pela minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;essência&lt;/span&gt;: a música. Tornei-me cantora na banheira e ainda hoje pratico no chuveiro portanto não em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;dêem&lt;/span&gt; um palco, felizmente eu tenho voz, aproximem-se se me querem ouvir e partilhem comigo esta linguagem. Partilhem esta forma sonora de comunicação, sintam a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;simplicidade&lt;/span&gt; das notas, sintam-nas apenas. Não precisam de conhecer a letra, não são as palavras que contam mas a forma como as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;dizemos&lt;/span&gt;, não as digam, cantem-nas. Não atribuam à minha música géneros e estilos, não atribuam razões e entoações, não porque me incomoda ou me aflige mas porque elas não nasceram de mim, mas de quem as tenta aprisionar num enredo falseado. Continuo a dormitar com as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;musicas&lt;/span&gt; que componho e deixo-me acordar com elas completas, nasceram de um sonho porque e própria as entendo assim. Sou eu, és tu e o outro, somos todos ali escancarados no refrão. Não é ninguém, não há motivos, não há pretextos ali, por favor deixem-se de fantasias apaixonadas sobre antecedentes trágicos e desgostos de amor... estou aqui, aproximem-se, sim aproximem-se mais, somos todos fruto da poesia das pautas dos maestros. Sim esta sou eu: a música, a minha e a nossa música.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5489799360681669649?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5489799360681669649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5489799360681669649' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5489799360681669649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5489799360681669649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/05/apresentaes-sem-inscries.html' title='Apresentações sem inscrições'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-8928779311565580181</id><published>2008-05-17T11:49:00.009+02:00</published><updated>2008-05-18T17:28:38.441+02:00</updated><title type='text'>Nova casa</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.sidneylace.com.br/casa_rio.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" height="163" alt="" src="http://www.sidneylace.com.br/casa_rio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O meu primeiro aniversário na minha casa nova. Pensei eu isento de sanidade e com um saco entrelaçado nos dedos. Quando era mais novo ficava tão nervoso com a chegada do meu aniversário que na véspera não dormia, e ainda hoje com 67 anos isto acontece. Parece mentira que um velho, aparentemente sem sonhos e com a vida por um fio, permaneça uma noite a olhar para as estrelas na ansia de poder dizer que esteve entre os vivos mais um ano. Mas eu não tenho sonhos aparentes, eu sonho e idealizo, eu ainda acredito que a vida me reserva algo especial, mesmo que os meus filhos me chamem de tolo e descartável.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta casa não tem aquecimento... mas rapidamente habituar-me-ia ao chão frio, em troca adormeceria com as luzes da cidade a embalarem-me o sono e a preencherem-me o olhar. Por vezes permanecia horas intermináveis a contemplar aqueles livrinhos dos turistas com as zonas mais belas da cidade, e é ridicularmente estúpido que lá não coloquem a fotografia dos pirilampos que reflectem no rio, é absurdo que não consigam ver a beleza imensa da luzinhas que abrilhantam as águas doces do rio. Realmente a electricidade era uma coisa fantástica. O Thomas Edison devia ter ficado apaixonado pela sua invenção. Eu fiquei. Felizmente que não tenho tomadas nem interruptores na minha casa nova, assim as luzes permanecem acesas ao longo da noite.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lembrava-me incessantemente da minha mãe porque não queria recordar que sou pai, lembrava-me dos seus cabelos porque o rosto já se apresentava disfocado, e esquecia-me dos meus filhos porque não conseguia apagar os seus rostos da minha memória. Não tinha revolta, nem dor, no fundo eu fingia que os compreendia para não os ter que desprezar. E mesmo com a desilusão contida nos olhos, as portas da minha casa estavam abertas. Mas eu sabia que eles nunca viriam, e por isso mesmo nunca as fechava. Provavelmente nem recoradar-se-iam do dia de hoje, o dia do meu aniversário. Ofereci-me a mim mesmo uma nova cama, não muito quente mas resistente ao meu corpo, e a D.Rosa, uma vizinha deu- me os lençois. A minha primeira vizinha e de certo uma amiga. Jantámos juntos, uma refeição leve, a idade não perdoa e a minha dispensa ainda está em défice mas assim que puder já lhe prometi um desses jantares que ninguém sabe o que é, apenas lhe dão um nome. Ela mostrou-se ofendida, é uma mulher talhada na terra, gosta do que é bom e do que enche a barriga, portanto concordámos que seria um cozido à portuguesa, um prato da nossa terra, com o sabor tradicional e com cheiro de enfartar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma personagem contraditória a D.Rosa; disse-me que mudara de casa há muitos anos e que já se habitou a viver sem móveis, enpertigava-se para se mostrar uma adepta ferranha do comunismo, injuriava o capitalismo porque sabia que não fazia parte dele, mas no fim das suas exclamações exaltadas, acalmava-se e adormecia com a sua menina na mão, como lhe chamava. Entregara-se ao vinho porque a cerveja era cara e fazia barriga, mas quando podia não se negava a uma branquinha. Fiquei sentado a olhar de sombreira para ela: invejava-lhe a energia, mas compadecia-me com a tristeza desenhada na suas rugas, uma boa senhora a D.Rosa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Olhei de novo o rio, e já tomado pela inércia, estendi-me sobre a minha nova cama. Pensei incomodado nos meus filhos, provavelmente estariam a divertir-se numa festa da empresa onde constatemente subiam de posto à custa da bajulação do chefe, um acto asqueroso que me empurrou para fora dos limites das suas vidas. Ser o vice-presidente ou outro cargo com acentuação própria não pedia um pai aleijado e pobre, pressupunha apenas um bom fato com a ganância na lapela... Agora também já nada tinha importância. Deitei-me ao lado da D.Rosa que coitada se esqueceu-se de fechar a sua menina de cor avinhada. Ficámos os dois sujeitos à hipotermia mas ricos de luz, com a corrente eléctrica sobre as nossas cabeças que não nos deixava temer o escuro. Fechei os olhos e pensei na minha nova casa: sem móveis e apenas com uma cama de papelão mas agora com uns lençois de jornal, a minha  única prenda de anos com direito a uma amiga que tinha a certeza que seria para toda a vida. Era bom morar na minha nova casa, pensei eu isento de sanidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-8928779311565580181?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/8928779311565580181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=8928779311565580181' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8928779311565580181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8928779311565580181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/05/nova-casa.html' title='Nova casa'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-4278128257601711203</id><published>2008-05-10T19:08:00.004+02:00</published><updated>2008-05-18T17:33:52.796+02:00</updated><title type='text'>Desafio aceite</title><content type='html'>Em resposta ao desafio da Marisa, aqui apresento seis coisas sem importância pessoal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;1. A procura insitente pelas formas naturais e autênticas das coisas, essencialmente artísticas.&lt;/span&gt; Não precisamos de rotular as coisas mas sim senti-las,um quadro não precisa de ter um código escondido ou uma pretensãp adormecida, vale pelo que é mesmo que não tenha um antecedente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;2. Pensar que as coisas minuciosas da vida não têm importância&lt;/span&gt;, a felicidade resulta da resoluçao dos nossos pequenos desejos e medos e não na descoberta das crises existenciais que assombram o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;3. Definir regras pessoais:&lt;/span&gt; criar restrições a novas situações resulta em desvios, daí que as regras não façam sentido, embora todos tenhamos príncipios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;4. Tentar integrar-me num grupo pelos gostos deles e não pelos meus&lt;/span&gt;. Odeio modas e sou adepta da autenticidade por mais absurda que pareça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;5. Esquecer-me que a sociedade impõe representações&lt;/span&gt;, e portanto mesmo a criativiadade está limitada, portanto não me prendo a cacular o tempo para as coisas pois na maioria das vezes as contas falham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;6. Não entender as coisas como algo sem importância&lt;/span&gt;, um dia tudo faz sentido noutro já não. O importante é sermos fieis a nós próprios. Provavelmente daqui a uns anos vai ser muito importante para mim ser organizada, mas por enquanto vivo numa confusão espacial aprisionada no meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim termino esta selecção e proponho aos seguintes que façam o mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://caderno-grafico.blogspot.com/"&gt;Caderno&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://omeusotaodeideias.blogspot.com/"&gt;O meu sotão de ideias&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://corpografite.blogspot.com/"&gt;Corpo e Grafite&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-4278128257601711203?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/4278128257601711203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=4278128257601711203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4278128257601711203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4278128257601711203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/05/desafio-aceite.html' title='Desafio aceite'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-6110871480953217978</id><published>2008-05-03T19:12:00.010+02:00</published><updated>2008-05-06T23:09:22.592+02:00</updated><title type='text'>Fruto de Ti</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196208675569164850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SBykQn4aYjI/AAAAAAAAACg/KAkXAk3IwkM/s200/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://sol.sapo.pt/photos/annnna/images/444570/original.aspx"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se te pudesse dizer as noites que sozinha preencho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Certamente não me voltarias a deixar sozinha&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Certamente não ficarias incomodada pelo meu olhar&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E sem qualquer desculpa ou pretexto&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deitar-te-ias a meu lado e ver-me-ias chorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se te pudesse contar a forma como hoje te vejo&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Certamente ficarias confusa e indecisa&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com as descrições de certo tolas que guardo de ti&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas descansa porque o tempo é inimigo&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E mesmo a teu lado as nossas conversas ficticias permanecem em mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se te pudesse dizer que fazes me falta porque vives comigo&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se te pudesse contar as noites em que fiquei à espera da tua sombra&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sobre mim deitada e inocentemente desprotegida&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tenho a certeza que virias anónima e devagarinho&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Adormecer-me e comtemplar o fruto da tua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-6110871480953217978?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/6110871480953217978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=6110871480953217978' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6110871480953217978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6110871480953217978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/05/fruto-de-ti.html' title='Fruto de Ti'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SBykQn4aYjI/AAAAAAAAACg/KAkXAk3IwkM/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-236815280397293089</id><published>2008-04-22T18:05:00.005+02:00</published><updated>2008-04-22T23:34:20.650+02:00</updated><title type='text'>Lembretes sem tarefas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SA4NBn4aYiI/AAAAAAAAACY/xr3HCsetx7E/s1600-h/earthday08.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192101741941383714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SA4NBn4aYiI/AAAAAAAAACY/xr3HCsetx7E/s200/earthday08.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Hoje até a internet parece mais natural.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;Dia da Terra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É triste que mesmo no dia as pessoas não se consciencializem das necessidades da Terra. Sou contra os dias para isto e para aquilo, aliás para mim não passam de pretextos para tornar as coisas mais insignificantes. As datas históricas são importantes mas isto não é História é Humanidade. A terra é hoje, é amanhã e todos os dias. Não preciso que me lembrem porque felizmente convivo com a visão das folhas secas e progressivamente com o nascimento de mais oxigénio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-236815280397293089?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/236815280397293089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=236815280397293089' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/236815280397293089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/236815280397293089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/04/lembretes-sem-tarefas.html' title='Lembretes sem tarefas'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SA4NBn4aYiI/AAAAAAAAACY/xr3HCsetx7E/s72-c/earthday08.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-1374290984146304297</id><published>2008-04-18T23:17:00.010+02:00</published><updated>2008-07-06T00:32:03.863+02:00</updated><title type='text'>Retrato</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Ainda te olho. Ainda te olho com a mesma tristeza nos olhos e o sorriso terno de quem nunca te esqueceu. Ainda tenho o teu retrato sobre a minha mesinha, e cada vez mais o admiro e sinto tristeza. Sinto uma tristeza profunda que soa a saudade e cheira a vida. Talvez não saiba perceber o odor da vida, mas se a vitalidade se resume num misto de aromas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;indecifráveis&lt;/span&gt; ao olfacto, então a vida mora em ti, ali pousada sobre a mesinha.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ver-te num formato pequeno e protegido por uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;superfície&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;acrílica&lt;/span&gt; é uma afronta. É uma afronta para ti e para a tua grandeza, é uma afronta para mim que não me canso de te imaginar, o que já em si se torna outra afronta pois os limites da minha imaginação não alcançam o teu tamanho. Mas faço questão de te poder ver, mesmo que o teu retrato ainda a preto e branco camufle intencionalmente as tuas cores. Quem chega não consegue imaginar o teu perfume, os teus contornos, a tua capacidade de receber e hospedar, tal como me hospedaste quando nos encontrámos pela 1ºvez, tal como me recebeste de braços abertos sem impores condições a uma vida que se iniciava e que para meu desgosto, e ainda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;inconformismo&lt;/span&gt; terminou. Não sei se um dia te poderei voltar a ver, mas continuarei a olhar-te de frente, continuarei sentado no meu cadeirão tentando perceber porque o fizeram, porque me afastaram de ti que sempre te amei incondicionalmente, e ainda hoje amo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aqui sentado tento descrever-te em poemas tolos e dispersos, mas não sei se por coincidência ou ironia a caneta vai perdendo cor, e as palavras ainda não preencheram o bloco, e em cada uma das minhas rugas tu estás presente... As lembranças infinitas rodopiam e dançam no meu cérebro, fico estonteado de recordar os anos, que para mim parecem ter sido poucos, em que me acolhias, cada noite de uma derrota, cada tarde pintada com uma vitória, cada luta e cada batalha que tão veementemente defendi. Talvez um dia, quando as minhas rugas pararem de se atropelar em redor dos meus olhos e as minhas pernas permitirem que te visite, eu prometo que mesmo depois da expulsão de terceiros eu voltarei a ti. Mesmo depois das injustiças da guerra eu voltarei para cumprir o meu último desejo: ver-te a cores e deixar-me inundar com a visão infinita de ti, minha querida Terra Natal.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Porque todas as histórias têm um motivo e um pouco do meu mundo, esta significa algumas das sombras que preenchem os relatos diários de pessoas que deixaram o lugar que as viu nascer, por motivos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;que&lt;/span&gt; aqui parecem irrelevantes. E porque acredito que o amor vai muito além de corpos aqui posto sem compaixão vidas que se perderam &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;geograficamente&lt;/span&gt; mas que ainda hoje permanecem vivas. Dedico-o a todos os que ainda se perdem com retratos e deixam que a semente continue plantada, ainda em vias de ser colhida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-1374290984146304297?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/1374290984146304297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=1374290984146304297' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1374290984146304297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1374290984146304297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/04/retrato-monocromtico.html' title='Retrato'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-4422714399762827271</id><published>2008-04-12T17:25:00.009+02:00</published><updated>2008-04-19T19:46:17.003+02:00</updated><title type='text'>Razões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SAEBOsFRSoI/AAAAAAAAACI/6qfqWrHDSJY/s1600-h/hj.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188429597570583170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SAEBOsFRSoI/AAAAAAAAACI/6qfqWrHDSJY/s200/hj.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esta fotografia é originária do blog da minha querida amiga e camarada da blogosfera Tani dona e autora do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://caderno-grafico.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Caderno&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, a quem eu peço desculpa por colocar a seu trabalho aqui, mas penso que por mais que procurasse nunca encontarria uma fotografia que expressasse tão bem isto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foi tão bom reencontrar-vos... Não sei porque ficamos afastados por tempo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;indeterminado mas se isto for razão suficiente para fazer com que perceba realmente o sentido daquilo a que os filósofos chamaram "amizade" então eu não preciso de razões.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aos meus amigos, sem razão nenhuma em especial&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;apenas porque gosto de vocÊs e isso é a melhor das razoes.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-4422714399762827271?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/4422714399762827271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=4422714399762827271' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4422714399762827271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4422714399762827271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/04/razes.html' title='Razões'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/SAEBOsFRSoI/AAAAAAAAACI/6qfqWrHDSJY/s72-c/hj.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-6189162512188221027</id><published>2008-04-06T17:50:00.004+02:00</published><updated>2008-04-06T18:15:46.859+02:00</updated><title type='text'>Muda</title><content type='html'>&lt;a href="http://amadeo.blog.com/repository/183594/531644.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://amadeo.blog.com/repository/183594/531644.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tenho medo.&lt;br /&gt;tenho medo e continuo à espera.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esta espera terrivel que me suga as forças&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e, me corroí a alma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ainda te espero, mesmo com medo.&lt;br /&gt;Ainda olho pela janela e fico incessante a adivinhar a tua sombra,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;perdida em mim. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ainda adormeço a sorrir para que quando chegues&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;não te incomodes com a minha tristeza, e ainda assim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;anseio por ti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Podes vir. Já camuflei a dor no sorriso&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e mesmo que chegues e sintas a lágrima húmida&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que descontrolada verte dos meus olhos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por favor, fica. Fica porque preciso de ti.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fica pois prometo que não faço barulho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-6189162512188221027?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/6189162512188221027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=6189162512188221027' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6189162512188221027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/6189162512188221027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/04/tenho-medo.html' title='Muda'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-2406892824803289499</id><published>2008-03-31T12:21:00.004+02:00</published><updated>2008-04-01T18:31:27.883+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://20rostos2000anos.canalblog.com/images/Digitalizar0007.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://20rostos2000anos.canalblog.com/images/Digitalizar0007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Vantagem espacial.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;______________&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E que rica vantagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Tirem-me a vista. Tirem-me para sempre a luz de Lisboa, tirem-me as encostas do Douro, o Tejo e o Alentejo, tirem-me a calçada dos passeios e os azulejos da parede.Tirem-me o ouvido.Tirem-me para sempre o choro da guitarra e o pranto do fadista, tirem-me os pregões das mulheres do bulhão e a pronúncia de norte a sul, tirem-me a fúria de espuma das ondas e o grito do golo.Tirem-me o tacto.Tirem-me para sempre o sol de Inverno a bater na cara, tirem-me o barro a ganhar forma entre os dedos, tirem-me o rosto queimado da minha mãe e a mão áspera do meu pai.Tirem-me tudo isto, mas não me tirem o gosto.Porque se eu ainda for capaz de saborear a alheira a rebentar de sabor, ou o bacalhau com todos a nadar em azeite, serei capaz de dizer, se não me tirarem a fala, que estou em Portugal".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;in anúncio Oliveira da Serra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-2406892824803289499?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/2406892824803289499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=2406892824803289499' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/2406892824803289499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/2406892824803289499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/03/vantagem-espacial.html' title=''/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-3129325933558230970</id><published>2008-03-27T23:15:00.007+01:00</published><updated>2008-03-28T16:42:32.286+01:00</updated><title type='text'>O nosso projecto</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R-wdDYKSCQI/AAAAAAAAACA/iw3MAQ7KNdY/s1600-h/dfs.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182549215058987266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R-wdDYKSCQI/AAAAAAAAACA/iw3MAQ7KNdY/s400/dfs.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entrada I, Fontelo, Lamego&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;           Finalmente férias. Finalmente o descanso merecido. Finalmente o descanso dos dedos e da alma. Ter conquistado a minha pequena semana de férias neste paraíso sabia a vitória e configurava algo que eu pensava já ter esquecido de como era: a liberdade incondicional de tudo e uma leveza intocável.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;       Decidi entregar a minha vida aos livros quando num dia de Inverno a minha avó me leu uma carta do meu avô junto da lareira. Uma carta perfeitamente banal com tantas outras escritas por homens enamorados, receosos da guerra e ansiosos por chegar a casa. A guerra do ultramar não resultou apenas em massacres, mortes e feridos com também, e isto é irónico, conseguiu aproximar aquilo que a distância teimava em esquecer: a lealdade. Mesmo quando o meu avô resistia por palavras à dificil realidade iminente da morte, ele conseguia ser leal à minha avó, conseguia ser digno e defender a pátria como algo inseparavel da sua propria materia. Ela sabia que os sinónimos de uma guerra não alimentavam alegrias mas mesmo assim, mesmo com medo e com o duro sentimento de espera ela tinha sempre um papel recheado de palavras doces e de esperança a retribuir. A carta que me foi lida nessa tarde não suscitou em mim pena, nem ódio, nem desejo nem nada, mas fez com que, através da combinção das palavras certas eu conseguisse navegar num rio de frases que por mais tristes que soassem, embalavam-me na forma com eram desembarcadas num parágrafo. Então começei a escrever e desde aí descobri um novo e eterno amor: a escrita. Aprendi a conviver com a solidão e a ausência de pessoas mas cresci a manusear palavras e a atravessar rios quando colocava o último ponto final. Falava das pessoas sem as conhecer, contava histórias reais que nunca presenciei, imaginava conversas mesmo ser as ter tido, e tudo isto porque aprendi a fazer travessias utilizando palavras. Quando começava nunca mais parava. E agora estava de férias. Decidi descansar as mãos e no fundo o corpo, porque no fundo eu sabia que o meu cérebro continuaria a viajar mesmos sem remos, continuaria a criar sem cessar. Esta era a minha melhor forma de ser escritor mas infelizmente a mais improvável. As minhas mãos já familiarizadas com a minha obsoleta máquina de escrever não tinha andamento para os meus neurónios, mas isso não me importava porque eu sabia que mesmo de férias nunca conseguiria deixar de escrever.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;      Estes dias em Lamego asseguravam-me novas propostas mas sobretudo proporcionavam-me o descanso prometido desde os dois últimos anos. Agora vou parar de escrever e gozar as minahs pequenas férias antes de me voltar a vestir de marinheiro de água doce. Talvez Lamego desperte em mim a inspiração necessária para um outro livro ou estória. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;****************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;        João caminhava por entre os prados verdes da terra nortenha onde nascera. Conhecia os trilhos e as matas como ninguém mas naquela tarde tudo parecia estranhamente diferente. O dia estava cinzento o que não era de admirar, mas a névoa envolta das árvores cheirava a mistério, a algo oculto e secreto. João sabia que estes pensamentos incomuns eram fruto da sua imaginação e aliás soavam a tolice, nunca acreditara nessas coisas e nem sequer se prendia a aventuras tolas como as dos livros, aliás a sua vida decerto daria um livro mas sem pinta de ficção. Após o acidente que vitimara a sua mulher e lhe deixara um filho doente, a sua vida descambara. Esfalfava-se a trabalhar para pagar a cura da invalidez subida do filho, que para piorar não dava sinal de melhoras. A acrescentar a este quadro negro, João não conseguia arranjar trabalho na sua área. Desde cedo soube que a arqueologia não garantia um futuro brilhante e promissor mas a possibilidade de poder descobrir documentos e vestígios históricos espicaçava a sua garnde paixão. Enquanto esperava sem esperança um novo trabalho, João explorava a sua terra. Caminhou, e ao fim de algumas horas descobriu um novo trilho. Disposto a descobrir onde a pequena recta de terra ia terminar, João apressou o passo à medida que aguçava a sua curiosidade. Quando já cansado de um caminho que se afigurava interminável, o seu coração acelerou e os seus pés por contradição e estagnaram. Ali à sua frente encontravam-se trÊs degraus cobertos de musgo frecso cingidos a uma pequena porta de madeira. Sem saber o que se encontrava por detrás da portela João inspirou antes de prosseguir. Sabia que para estes lados entrar em propriedade alheia significava um desrespeito, mas por outro lado provavelmente ninguém habitava para além do centro da vila, até porque era nesta zona que se situava a misteriosa casa do poço. Então já com a pulga da sua profissão a morder-lhe nos dedos João entrou. Não ficou surpreendido ao ver uma nova escadaria, o estranho era a forma e a concepção destas escadas: enterradas sobre a terra estendia-se uma enorme fila de degraus encavalitados que não parceiam ter fim, sem medos e sem pensar muito desceu. Que curioso, pensou João ao ver que o material que suportava a munomental escadaria brilhava, um brilho baço que dava ares de ouro sujo. Não podia ser ouro, era surrealista pensar que uma escada entranhada sobre uma porção de terra tivesse sido contruída ali e ainda por cima em ouro. Devia ter sido um erro arquitectónico ou uma escadaria antiga que ficou ali após a demolição de uma casa antiga. Precorreu os degraus caminhando num ritmo descompassado, e quando já se preparava para descobrir o fundo ao pote deparou-se com um extenso corredor. Esta estória estava a ficar cada vez mais macabra, mas os ossos do seu ofício falavam mais alto. Depois de ter andando cerca de 3km avistou uma entrada cuja geometria representava o antigo estilo manuelino. Não tinha dúvidas. Ao trespassar o arco execessivamnete trabalhado e próprio do estilo arquitectónico, João deu de caras com uma riquissima sala, sala esta que fazia lembrar o hall possível de visitar na casa do poço. Seria esta sala uma continuação do hall? Provavelmente, sendo que a poucos metrso dali situava-se esse espaço privilegiado e simbólico. Mas permaneceria ainda anónimo? A julgar pela quantidade de objectos que se encontravam despojados, esta sala era ainda desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Isto é de loucos! Parecia estar a viver uma das histórias maçónicas e secretas de Dan Brown. Lembrou-se dum nome que lhe provocou uma gargalhada a qual ecuou pela sala toda arrepiando-o até aos cabelos. Patético "o código de João", o que naõ se revelava decabido era a quantidade de material ,decerto valioso, que se reunia ali. A sorte parecia estar do seu lado: este achado poderia significar a cura para o seu filho; por outro lado açambarcar-se de objectos alheios era crime, e pior significa um acto anti-ético para com a sua profissão e com os seus principios. Estes obejctos de índole reliogiosa, vistos terem pertencido a antiga Sé de Lamego, aliás como o conjunto exposto na casa do poço, não se restringiam apenas a peças, ali encontravam-se também antigos documentos. João aproximou-se da mesinha colocada no centro e pode ler no documento já envelhecido e degradado "Unctio infirmus - in articulo mortis" . De repente os eu coração pareceu ter congelado perante aquelas palavras. Tendo já estudado latim rapidamente percebeu que se tratava de um testemunho relativo a um sacramento cristão. Aquele título gravado a tinta evidenciava uma revelação iminente. "Unção dos enfermos - a ponto de morrer", representava o sacramento referido actualmente como a extrema-unção, a qual é dada a um membro da igreja na hora da sua morte. Mas para isso não era necessário um documneto oficial, aliás os sacramentos são recebidos por padres ou outros membros religiosos sem ser necessário obter alguma prova material. Sem perder o fio à meada, João tentou ler mais um pouco do que compreendia e do que o documento permitia tal era o seu estado de conservação. Conseguiu perceber que se tratava de um auto-sacramento, ou sejo, um padre que deu a si mesmo a extrema-unção porque contra as regras sagradas e considerado uma violação à vida humana, decidiu praticar o suicídio. Com o coração a preparar-se para saltar da boca, mais abaixo era possível decifrar a razão pela qual este padre quebrou as normas da Igreja e as da vida cristã: o padre antes de ser um servo da Igreja era um homem e incorreu em pecado, deixou-se seduzir por uma jovem menor e assim auto-condenou-se para a eternidade.&lt;br /&gt;Sem aviso começou a sentir a cabeça andar à roda, explicáveis nauseas envolviam-lhe o estômago e subiam até ao goto em forma de vómitos. Não sabia o que pensar. Estaria os interesses monetários acima da honra pessoal de um Homem? Poderia ser milionário entregando apenas o documento, já nem sequer se punha a questão dos objectos históricos. Poderia ser internacionalmente conhecido pelo seu trabalho e a sua melhor arte: a arqueologia. Mas por outro lado não conseguia aceitar o facto de denunciar algo do passado, que possivelmente poderia manchar a imagem da Igreja que bem se sabia andava por baixo. Já não bastava o facto de muitos dogmas instituidos no catolicismo não se adaptarem aos tempos modernos, agora manchar o nome de um homem, que devido à vocação que seguiu teve que segregar uma posssível paixão, caracteristíca da sua composição genética. Era um homem!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     Quando novamente enfrentou a luz do dia, já tinha anoitecido. Regressou a casa e depois de jantar e deitar o seu filho, lembrou-se da sua mulher. Que saudades dos seus cabelos ondulados... A dura realidade de nunca mais a poder ter asfixiava o seu coração. Recordou o padre... provavelmente também ele se sentiu com o coração asfixiado, provavelmente também amara com toda a paixão. Fechou os olhos. Amanhã era outro dia, um dia perfeito para tomar uma decisão difícil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;***********************************************************&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;Resumo:&lt;br /&gt;João é um homem determinado e marcado pelas peripécias&lt;br /&gt;da vida. Vivendo a relalidade do desemprego e tendo a cargo&lt;br /&gt;um filho doente, João não consegue esconder a saudade que&lt;br /&gt;sente da sua falecido mulher e a paixão que não nega pelo seu&lt;br /&gt;trabalho: a arqueologia. Precorrendo os trilhos da aldeia que o&lt;br /&gt;viu nascer, o jovem arqueólogo descobre um tesouro secreto que&lt;br /&gt;vai para além dos valores monetários e do reconhecimento internacional.&lt;br /&gt;O que pode ser mais importante: a saúde de um filho e o tão desejado&lt;br /&gt;e merecido mérito ou os valores morais e os princípios humanos? Que&lt;br /&gt;implicações podem estar por detrás de uma revelação? Que homem tem&lt;br /&gt;poder para condenar uma instituição? Caminhos imprecisos que João terá&lt;br /&gt;de percorrer acabando por no fim decidir trilhar o caminho da ética e por&lt;br /&gt;conseguinte, da felicidade devida. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite.&lt;br /&gt;- Boa noite. Os meus parabéns! A história está penetrante e evasiva.&lt;br /&gt;- Obrigado. Fiz o meu melhor.&lt;br /&gt;____________________________&lt;br /&gt;- Boa noite. Dá-me um autógrafo?&lt;br /&gt;- Olá. Claro. Onde assin0?&lt;br /&gt;Ao fim de algumas horas....&lt;br /&gt;______________&lt;br /&gt;- Bem estou esausto. Não volto a escrever um livro tão cedo!&lt;br /&gt;- Isso já tu dizias antes de ires de férias. Grande noite. Parabéns! Vemo-nos amanhã numa nova sessão de autógrafos meu escritor favorito.&lt;br /&gt;- Claro. E o teu escritor favorito não merece um beijo?&lt;br /&gt;- Todos os que quiseres.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;*************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E assim acabaram enrolados sobre o chão frio da sala de palestras. Talvez não escrevesse um livro tão cedo mas enquanto escritor nunca deixaria de fazer travessias... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nota: Todos as referências espaciais indicadas no texto correspondem a factos, bem como o lugar onde foi tirada a fotografia anexada ao post, a qual é da autoria da minha artista TÂnia e sem a qual não teria sido possível escrever este post. Foste tu e a tua criação que me deram a inspiração e portanto é a ti e ao nosso projecto que dedico a única coisa que faço mais ou menos bem. Peço desculpa pela extensão do post. Sem mais só posso dizer: Obrigado.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-3129325933558230970?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/3129325933558230970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=3129325933558230970' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3129325933558230970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3129325933558230970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/03/entrada-i-fontelo-lamego-finalmente.html' title='O nosso projecto'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R-wdDYKSCQI/AAAAAAAAACA/iw3MAQ7KNdY/s72-c/dfs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-96431820709667728</id><published>2008-03-26T16:23:00.012+01:00</published><updated>2008-03-26T20:37:16.830+01:00</updated><title type='text'>O meu ópio</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R-qla4KSCPI/AAAAAAAAAB4/RHGD3hg21vc/s1600-h/100_7463.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182136202413869298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="137" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R-qla4KSCPI/AAAAAAAAAB4/RHGD3hg21vc/s200/100_7463.jpg" width="165" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Por isso eu tomo ópio. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;É um remédio.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Sou um convalescente do momento.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Moro no rés-do-chão do pensamento&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;E ver passar a Vida faz-me tédio.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Álvaro de Campos, Opiário&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O meu ópio não vem do Oriente mas da minha inspiração:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Por isso me encho de inspiração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É o meu bálsamo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sou uma principiante de ante-estreia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Moro numa pequena janela de fundo verde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E parar de escrever aprisiona-me a criatividade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-96431820709667728?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/96431820709667728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=96431820709667728' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/96431820709667728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/96431820709667728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/03/na-vspera-de-no-partir-nunca.html' title='O meu ópio'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R-qla4KSCPI/AAAAAAAAAB4/RHGD3hg21vc/s72-c/100_7463.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-8961769756947712574</id><published>2008-03-17T12:31:00.005+01:00</published><updated>2008-03-17T19:49:15.781+01:00</updated><title type='text'>Um dia prometo que deixa de ser um dia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R95YOBEAiRI/AAAAAAAAABw/8SRVO6TGddI/s1600-h/Mupi+nicola+3[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178673619349309714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R95YOBEAiRI/AAAAAAAAABw/8SRVO6TGddI/s400/Mupi%2Bnicola%2B3%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Deliciosos. Absolutamente deliciosos. O primeiro momento do meu dia começa com um gole de café amargo mas que doce que sabe... Não mexo o açucar no café mas faço questão de ler o pacote, e é tão bom. Pequenas loucuras ali esccancaradas à minha frente, e por mais absurdas que pareçam eu coloco um ponto de interrogação na minha chávena, e assim fico a saborar o meu café amargo com a incerteza de quem um dia também deseja que não seja apenas mais um dia.&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hoje é o dia.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;São sim, os meus pequenos encontros perfeitos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-8961769756947712574?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/8961769756947712574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=8961769756947712574' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8961769756947712574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8961769756947712574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/03/um-dia-prometo-que-deixa-de-ser-um-dia.html' title='Um dia prometo que deixa de ser um dia'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R95YOBEAiRI/AAAAAAAAABw/8SRVO6TGddI/s72-c/Mupi%2Bnicola%2B3%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-4898116663114428655</id><published>2008-03-13T17:39:00.005+01:00</published><updated>2008-03-13T18:36:36.753+01:00</updated><title type='text'>Ver antes de Olhar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R9lk1REAiQI/AAAAAAAAABo/PBUK-b_t3rI/s1600-h/Porta+do+Convento+do+Varatojo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177280112915155202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R9lk1REAiQI/AAAAAAAAABo/PBUK-b_t3rI/s200/Porta%252Bdo%252BConvento%252Bdo%252BVaratojo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;I see trees of green, red roses too&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;I see them bloom for me and you&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;And I say to myself &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;What a wonderful world&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um mundo maravilhoso. Estava a viver a possibilidade de viajar e chegar ao lugar prometido. Tinha a roupa do corpo e uma mala com mais de 5kg de recordações. Não pesavam, apesar de irem na 1ºclasse da minha memória, poder sentir a textura da vida que deixava para trás era tudo o que me restava. Não deixava a minha vida para trás mas entrava numa nova vida. Estava serena e a luz do sol acompanhava a minha sombra. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caminhei durante cerca de 1h e quando cheguei ao meu destino sorri. Ninguem percebia o meu sorriso, ninguem compreendia porque estava feliz e principalmente niguém se predispunha a aceitar que me encontrei. Ainda me recordo da expressão do meu pai quando o informei da minha decisão. Ficou amarelo e só quando percebeu que havia firmeza na minha voz compreendeu o que realmente queria. Perguntara-me: "Mas porquê? És jovem, bonita, inteligente e concerteza isto é apenas uma fase. Espera mais um tempo e então logo vês se é isto que realmente queres", eu ouvi-o, em silêncio e de ouvidos bem abertos mas limitei-me apenas a dizer-lhe: "Pai encontrei um novo caminho, descobri a forma de olhar para o mundo, encontrei vida em todas as coisas e sobretudo encontrei-me." Ficou a fitar-me durante algum tempo com a expressão de quem não tinha percebido, mas não perguntou mais nada. Também não era necessário explicar, aliás ser feliz não se explica. Como explicar a um velho cheio de experiência que o caminho escolhido não tem estradas? Como dizer à pessoa que me criou que finalmente descobri como ser feliz? Sabia que lhe doía a minha decisão, sabia que lhe custava, e por mais que tentasse imaginar a sua dor eu sabia que ele chorava por dentro enquanto me mostrava o seu sorriso aberto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     Defronte daquele edificio grandioso, frondoso e até intimidador respirei fundo. Senti a natureza: as flores, as árvores, a água, o som dos passáros tudo num misto de satisfação e curiosidade. Nem eu percebi a partir de que momento da minha vida, eu começei a olhar para todos os objectos comuns que tinha em casa com outro olhar, a vê-los além da capa, dos clichés, das definições. Começei a ver antes de olhar. Só me apercebi que começei a ver as particularidades e é nelas que reside a essÊncia das coisas, é no cheiro da chuva, num abraço apertado, num desabafo de café, numa lágrima escondida que podemos descobrir intrísecamente a humanidade. Foi isso que me aconteçeu: começei a amar incondicionalmente o mundo e a humanidade. Amava-a de facto. Amava-a com todas as suas qualidades e defeitos e a verdade escancarada à minha frente surgiu como uma revelação espontanea e nada medonha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Junto ao peito agarrei o meu primero terço, dado pela minha avó no dia da 1º cumunhão. Inspirei lentamente e dei duas baforadas quase que ofegantes. O sol já pintava de vermelho a rua, não tardava a anoitecer. Quando isso acontecesse provavelmente já estaria no meu quarto a encontrar-me comigo e sobretudo com Ele, para assim fazer a primeira das minhas orações eternas. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-4898116663114428655?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/4898116663114428655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=4898116663114428655' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4898116663114428655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/4898116663114428655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/03/i-see-trees-of-green-red-roses-too-i.html' title='Ver antes de Olhar'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R9lk1REAiQI/AAAAAAAAABo/PBUK-b_t3rI/s72-c/Porta%252Bdo%252BConvento%252Bdo%252BVaratojo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-3202263770106046077</id><published>2008-03-09T23:10:00.026+01:00</published><updated>2008-03-13T21:38:17.663+01:00</updated><title type='text'>Uma nova forma de dizer: Gosto de ti</title><content type='html'>http://www.youtube.com/v/6Kznap0rd_s&amp;amp;hl=pt-br"http://br.youtube.com/watch?v=6Kznap0rd_s&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque embora escreva muito, e nunca me canse de inventar estórias e criar personagens, não encontrei melhor forma de dizer a uma pessoa muito especial o quanto gosto dela. &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu sei q é um anúncio e de uma marca de detergente, mas até com isso a skip combina. Adoro a natureza e sei q tb adoras, adoro o que e natural e por isso gst de ti, adoro a coragem e portanto louvo a criança que tocou na terra húmida e finalmente foi feliz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Adoro-te. Se não gostem de desperdiçar dêem uma espreitadela em &lt;a href="http://caderno-grafico.blogspot.com/"&gt;http://caderno-grafico.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-3202263770106046077?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/v/6Kznap0rd_s&amp;hl=pt-br' title='Uma nova forma de dizer: Gosto de ti'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/3202263770106046077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=3202263770106046077' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3202263770106046077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3202263770106046077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/03/porque-embora-escreva-muito-e-nunca-me.html' title='Uma nova forma de dizer: Gosto de ti'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7489080506479399353</id><published>2008-02-28T23:23:00.013+01:00</published><updated>2008-03-06T23:07:33.814+01:00</updated><title type='text'>Vestida para a ocasião</title><content type='html'>&lt;a href="http://comunidadeemacao.files.wordpress.com/2007/08/morte.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://comunidadeemacao.files.wordpress.com/2007/08/morte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fiquei sem reacção. Morri e fui sepultada ali, naquele sítio maldito, naquele lugar enevoado que por mais árvores que tenha será sempre uma floresta negra. Morri e continuo com a palpitação descontrolada. Morri e apetece-me matar. Morri e ainda assim quero suicidar-me...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Conhecer o Pedro foi como pintar o mundo. É isto que faz a vida avançar sem motor ou rodas. É a facilidade com que estamos aqui ou lá, a liberdade para sermos nós e os outros, a capacidade de nos podermos"reciclar" e tornar-mo-nos outras pessoas ainda que com o mesmo rosto. Foi isto que o Pedro fez, abriu o sorriso e deu-me o bilhete para entrar no seu mundo, um mundo que eu pensava não ter saída.&lt;br /&gt;Encontro às 15h, gelado a dois, cinema, teatro. Tudo era perfeito. O que mais admirava no Pedro era a forma como olhava para as coisas e sobretudo a forma como olhava para mim. Se pudesse descrever o seu olhar enigmático diria que é como a lua: todos os dias parece diferente, mas mantém sempre a mesma intensidade. Sempre atento e com um espiríto critico incrivelmente apurado e coordenado com o tempo, o Pedro conseguia estar no lugar e na altura de um acontecimento: falava de arte, cinema, música e tudo o resto com uma expressão de sartisfação total como se a humanidade fosse inocentemente criativa. Quando estavamos os dois entrelaçados sobre os lençois escorregadios de setim, as palavras eram completamente dispensáveis, a telepatia existente entre nós era incompreesível, e também não era preciso compreender, quando duas almas se encontram o corpo recupera o equilibrio e o meu equilibrio era o dele. Quando me deitava sozinha e tentava adormecer sobre o livro de Paulo Coelho, &lt;em&gt;Onze Minutos,&lt;/em&gt; as sua frases faziam mais sentido do que em qualquer momento da minha vida "estar apaixonado é fazer amor mesmo quando não estamos juntos". Ficava a pensar nele durante toda a noite, todo o dia. Aliás esta fixação começava a enervar-me e a assutar-me. Amava-o. Finalmente podia dizê-lo, podia gritar que deixei cair o muro, podia dizer sem vergonha q tive coragem para dividir-me. Amava-o e isso chegava-me....&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Ele não merece. Não te destruas. Aceitar que o meu bilhete caducou e foi roubado por outra enojava-me. Mas a vida continua. Pensar assim era a forma utópica com que a minha consciência aconselhava o meu corpo. Tentar ser hipócrita e fingir que nada aconteceu era o modo mais fácil para não me mexer. Nunca me imaginei entregar-me a eternos copos a transbordar de gin tónico, nunca calculei que um Pedro na minha vida fosse mergulhado entre dua pedras de gelo e uma rodela de limão. Era engraçado ver o seu sorriso refelctido no gás da água tónica, cada bolhinha de gás uma gargalhada, surda e finjida, sentia-me radiante e frustada. Esmaga-lo com a colher e vê-lo rir-se pateticamente para mim dáva-me náuseas. Tinha o estômago no lugar da gargarnta e a morte no lugar da alma. Estava perdida e sobretudo sentia-me um defunto. Um cadáver a quem roubaram o coração e o enterraram sem caixão ou velório. Isto era tão absurdo, completamente surreal pensar que um Pedro trazia na sua composição a qualidade de cabrão. O problema é que não li o rótulo e agora já tinha experimentado o produto, e para mal dos meus pecados eu gostei. O produto era de tamanha qualidade que não havia mais nenhuma embalagem. Mas estava enganada. Perdidamente enganada, daqueles produtos está o mercado cheio. A validade expirou e o encanto quebrou, quebrou-se o encanto e o stock parece inesgotável. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A minha mãe dizia-me vezes sem conta: "Quando estiveres nervosa lê uma passagem da Biblía, por mais pequena que seja acredita que te vais sentir melhor". Mas eu não estava nervosa. Aliás pela 1ºvez na minha vida não estava nervosa. Não tinha um Pedro à minha espera, não tinha de me preocupar em alinhar a roupa e ajeitar o cabelo, não tinha de preocupar com os atrasos nem com as datas, não havia nada que produzisse adrenalina no meu corpo. Ia receber a visita mais importante da minha vida que por ironia vinha para selar a minha morte. Mesmo neste momente solene e formal não conseguia estar preocupada. Tinha o cabelo sujo e um rosto lívido, mesmo a antever o que iria acontecer. As olheiras rendiam-se e davam uma cor arroxeada em torno dos olhos, e não sei como nem porquê, trajava a preceito: um vestido preto com um laço no canto, um laço que dizia ele significava a nossa união. Pois o laço desfez-se e ficou apenas um vestido negro sobre um corpo branco. Não tinha receio nem medo, estava vestida para a ocasião e por incrivel que possa parecer a espera não me custava. Mas numa hora tão solene e fúnebre as mães devem ser recordadas, e portanto abri a Bíblia que tinha no porta-bagagens, que aliás foi a minha mãe que a lá colocou, e dirigi-me à beira do rio e então li: Mateus 28 - "&lt;em&gt;Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei".&lt;/em&gt; Podia não estar nervosa, podia não crer em nenhuma das infinitas passagens bíblicas, mas assim o fiz, fechei os olhos senti-me voar, e só fui ter com Ele quando a água fria me embalou como um lençol e me abraçou juntamente com a morte .&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7489080506479399353?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7489080506479399353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7489080506479399353' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7489080506479399353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7489080506479399353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/02/vestida-para-ocasio.html' title='Vestida para a ocasião'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-3055656976458065427</id><published>2008-02-22T00:19:00.005+01:00</published><updated>2008-02-26T13:32:01.470+01:00</updated><title type='text'>Saída do anonimato</title><content type='html'>&lt;a href="http://pinblogger.weblogger.terra.com.br/img/revolucao.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://pinblogger.weblogger.terra.com.br/img/revolucao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caros companheiros, camaradas ou visitantes da blogosfera tenho o prazer de comunicar a emancipação deste meu pequeno blog, para aquilo que será a sua salvação. Quando dei cara e cor a esta janela de fundo verde tinha apenas uma intenção: escrever o que queria, como queria e sobretudo, "postar-me". Sempre gostei de imaginar histórias e criar diferentes personagens. Ás vezes ficava sentada a imaginar-me na pele de um alquimista que se transforma em empregado de mesa porque o seu atlier incendiou, noutras pensava numa menina que queria ser ignorante para poder ser feliz, e assim ficava a assistir a uma mudança de personagens em que a caracterização passava exclusivamente pelos bastidores do meu cérebro. Contudo, as histórias não eram só e exclusivamente eu, felizmente eu também sou memórias, interesses, críticas e momentos. É curioso sermos nós e conseguirmos ser lugares ou pessoas sem sequer as conhecermos, por exemplo no post anterior, consegui ser a Frida e o México, consegui ser pintora sem ter nenhum dom e ser amante sem ter nenhuma paixão, e ser tudo isto sem sair do sofá pode ser uma experiência extasiante e muito enriquecedora. Portanto, aqui e agora sem rodeios ou entrelinhas, declaro aberta a vida "blogista" (não consta) do meu blog! Está dito e afirmado por mim, autora, tutora e eterna visitante deste blog até que a tecla DEL o extremine! Como tal acabaram-se as reticências e as hesitações, tenho um blog que independentemente do que contenha, seja o conteúdo bom para uns ou miserável para outros é o meu. Isto não significa porém a ausência das minhas visitas a outros companheiros, continuarei a aprender e a escrever, não desisto dos vizinhos e não renego os comentários. Porque hei-de ter um blog anónimo se assim apenas poderei escrever sem aprender com nada? Não basta publicar, é preciso uma consciência que nos indique como melhorar, aperfeiçoar mesmo que estando errada. Agora nãp pretendo entulhar esta janelinha de posts apenas para mim, apesar de também ser importante o significado das minhas postagens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isto por vezes tira-me do sério! Não sou moralista e não pretendo criticar nehum blog com vista ao meu, até porque independentemente das temáticas cada blog representa no minímo algo de valor para o seu "tutor",; arte, múscia, humor, romance, introspecção e tudo mais só faz da rede um lugar multifacetado e diversificado. Mas na minha opinião, há muitas janelinhas que deviam ser visitadas e também se encontram adormecidas nos favoritos dos seus criadores. Revolucionem e continuem, mas não devido "às modinhas" do blog. Assumam, não fiquem de maõs atadas, afinal sermos nós próprios é sinal de personalidade!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Tenho um blog:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Desperdiçio de coisa nenhuma, pode ser um desperdiçio mas pelo menos é reciclável e não prejudica o ambiente!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-3055656976458065427?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/3055656976458065427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=3055656976458065427' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3055656976458065427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3055656976458065427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/02/sada-do-anonimato.html' title='Saída do anonimato'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-1249622244620741384</id><published>2008-02-16T23:57:00.007+01:00</published><updated>2008-02-19T13:17:21.777+01:00</updated><title type='text'>Dependente da minha independência</title><content type='html'>&lt;a href="http://catedral.weblog.com.pt/arquivo/Frida-BrokenColumn.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://catedral.weblog.com.pt/arquivo/Frida-BrokenColumn.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- O que achas que é preciso para ter um casamento feliz? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Ter uma memória curta. - Disse-me ele, com o ar carinhoso com que sempre me ouvia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Então porque te casas-te?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Não me lembro. - Ficámos assim, penetrados no silêncio. Olhavamo-nos e sorriamos juntos. O meu pai era assim, tolerante e directo. E eu, eu era apenas a sua menina, a menina que queria ser independente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;********&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Queres casar comigo?&lt;/div&gt;- Porquê?&lt;br /&gt;- Porque quero que faças parte da minha vida, porque quero-te dentro dela.&lt;br /&gt;- Hum, mas tu não consegues ser casado?&lt;br /&gt;- Como não? Já o fui duas vezes! Não falo de ser fiel. Sabes, o meu médico disse-me que estou incapacitado de ser fiel. Mas quero-te a acordar comigo. Não te posso prometer fidelidade.&lt;br /&gt;- Que diagnóstico tão conveniente. Eu aceito. Não espero a tua fideliadade mas juras-me lealdade?&lt;br /&gt;- A ti? Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Casar-me com um pintor comunista não prometia uma vida tranquila mas assegurava-me personalidade. Ser artista era ser de cada modelo, era não ser fiel a só uma mulher, era amar tudo e com a mesma força. Por isso me apaixonei por ele, pelo que era, pela franqueza de me ser leal e pela coragem de mesmo assim querer acordar comigo. O que mais admirava naquele homem de ideais convictos era a capaciadade de ser realista, de me criticar sem rodeios, de ver beleza nas minhas imperfeições e assim fazer de mim perfeita.&lt;br /&gt;Durante 8 anos mesmo infiel, o meu comunista foi-me leal. Apoiou-me e fui pintando, em cada pincelada marcava o que tão dificilmente me custava admitir. Sabia da sua mania de amar tudo de ver o sexo apenas como algo humano, sem amor, só toque. A tinta rosa soava a vermelhão, a amarela em laranja carregada e fui tornando os meus quadros num puzzle de turbilhões de sentimentos contrários, fui crescendo com tintas e pincéis. Também tinha os meus romances passageiros, envolvi-me com mulheres e com homens, mas somente à noite me satisfazia, tinha-o comigo, dentro de mim e isso fazia sentir-me segura. A sua fama cresceu, as traições aumentaram e a lealdade outrora inquebrável, quebrou. Encontrei-o no seu atlier, nu e com a carne suada como um porco num dia de romaria, por cima de uma mulher, provavelmente outra dessas rameiras com quem costumava dormir. Mas as probabilidades valem por serem imprevisíveis e aquele rosto tão familiar, resultou na dura constatação da traiçaõ da minha irmã e na desleadade do homem da minha vida. Afastámo-nos. Ele conseguiu fama e eu fui reconhecida noutros países. Tive tantos casos mas a ausência daquele pintor infiel e aporcalhado não se apagava. Fui presa por pensarem estar ligada aos ideais comunistas do meu marido e as dores aumentaram. Perdera um filho aos bocados, perdera a minha mãe mas não conseguia parar de pintar. Mesmo salva por ele da cela gelada que aprisionava os conspiradores, continuei sofrida, o meu corpo estava gradualmente a perder as forças. Continei a ter sessões intermináveis com o médico, endireitar a ferros a coluna, a tentar estar direita, engessada e destroçada continuei. &lt;/div&gt;Uma tarde como outra qualquer, numa das muitas sessões inacabáveis com o doutor, descobri mais uma doença, a qual levou a que me retirassem dois dedos do pé. &lt;em&gt;"Porquê ter pés se tenho asas para me fazer voar".&lt;/em&gt; Foi então que ele apareceu, implorando para voltar a acordar comigo, na mesma ou noutra cama qualquer. Fiquei cada vez mais doente, até que surgiu a oportunidade de expor os meus quadros no meu país, o sabor dos dias quentes e as pessoas alegres iam finalmente poder identificar-se com o que pintava nos meus quadros. Pintava a minha dor, pintava a impossibilidade de ter limites, pintava a minha vida, o meu amor, e a minha dor. O meu marido dizia-me que era maravilhoso o que eu pintava, pois abstraía-me do mundo de fora para pintar o que me surgia do coração. Sim, auto-retratava-me sem rodeios, pintava-me e compreendia-me. Talvez por isso aprendi a ser eu. Aprendi a conhecer-me, sem ter de em comparar com os outros, aprendi que não pintar sonhos faz com que aprenda a tolerar-me, e ainda assim a ser feliz. Ele continuou ali, infiel mas leal, a olhar com doçura as minhas imperfeições e mesmo doente a dividir a vida que ainda tinha em mim. Impediu-me com a conivência do médico de ir à minha própria exposição, com a desculpa de não poder sair da cama. Mas fui, vi a minha exposição ao compasso das sinceras e críticas palavras do meu marido...&lt;br /&gt;Adoeçi mais e mais, mas mesmo assim continuei a expressar a minha doença e a minha felicidade por ainda o ter. De repente tudo acabou, os meus olhos fecharam-se em permanente comtemplação daquele rosto de artista insento de hipocrisia. Consegui ser independente de mim e felizmente dependente dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;NOTA: Esta estória foi completemente baseada no magnífico filme "Frida", da pintora mexicana Frida Kahlo, o qual eu aconselho todos a verem. Uma estória que nos deixa ser seduzidos pelo amor, a coragem e as cores quentes do México.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-1249622244620741384?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/1249622244620741384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=1249622244620741384' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1249622244620741384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1249622244620741384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/02/porque-no-me-perguntas-se-tenho-planos.html' title='Dependente da minha independência'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7702671951335320518</id><published>2008-02-13T23:12:00.007+01:00</published><updated>2008-02-24T12:00:08.608+01:00</updated><title type='text'>Sweeney´s here! Welcome Barber!!!</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166594060174782034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R7Nt7IdcblI/AAAAAAAAABM/6-h_0-8Cb2g/s320/sweeneytodd_2.jpg" border="0" /&gt;Porque o cinema pode ser uma aventura ao outro lado do mundo, ao mundo de Fleet Street em Londres onde um barbeiro se vinga pela mão da sua navalha, e o melhor é que canta... Um musical da Broadway com uma exelente banda sonora e as suas interpretações, não podia deixar de mencionar que o facto de ser o Johnny depp também contribuiu mas , e há sempre um mas, o barbeiro não seria nada sem as suas vitimas, e portanto o Depp não estaria no sue melhor sem os outros actores e actrizes! Ahhhhhhhh a caracterização está exelente o que não seria de esperar da equipa dirigida pelo Tim burton. O filme até pode estar na moda mas o musical já é antigo, a razão pela qual o argumento tem força! Deixo-vos a letra da minha música predilecta por todas as razões possíveis e imaginárias. &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Stephen Sondheim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Anthony: Mr. Todd!&lt;br /&gt;Todd: Out!&lt;br /&gt;Lovett: What is it now, dear?&lt;br /&gt;Todd: I had him — and then (...)&lt;br /&gt;Lovett: (...)down the stairs&lt;br /&gt;Todd::&lt;br /&gt;I had him!&lt;br /&gt;His throat was bare&lt;br /&gt;Beneath my hand !&lt;br /&gt;Lovett:&lt;br /&gt;There, there, dear. Don't fret.&lt;br /&gt;Todd:&lt;br /&gt;No, I had him!&lt;br /&gt;His throat was there,&lt;br /&gt;And he'll never come again!&lt;br /&gt;Lovett:&lt;br /&gt;Easy now.&lt;br /&gt;Hush, love, hush.&lt;br /&gt;I keep telling you&lt;br /&gt;Todd:&lt;br /&gt;When?&lt;br /&gt;Lovett:&lt;br /&gt;What's your rush?&lt;br /&gt;Todd:&lt;br /&gt;Why did I wait?&lt;br /&gt;You told me to wait!&lt;br /&gt;Now he'll never come again!&lt;br /&gt;There's a hole in the world&lt;br /&gt;Like a great black pit&lt;br /&gt;And it's filled with people&lt;br /&gt;Who are filled with shit&lt;br /&gt;And the vermin of the world&lt;br /&gt;Inhabit it&lt;br /&gt;But not for long!&lt;br /&gt;They all deserve to die!&lt;br /&gt;Tell you why, Mrs. Lovett&lt;br /&gt;Tell you why:&lt;br /&gt;Because in all of the whole human race, Mrs. Lovett,&lt;br /&gt;There are two kinds of men and only two.&lt;br /&gt;There's the one staying put&lt;br /&gt;In his proper place&lt;br /&gt;And the one with his foot&lt;br /&gt;In the other one's face&lt;br /&gt;Look at me, Mrs. Lovett,&lt;br /&gt;Look at you!&lt;br /&gt;No, we all deserve to die!&lt;br /&gt;Even you, Mrs. Lovett&lt;br /&gt;Even I:&lt;br /&gt;Because the lives of the wicked should be&lt;br /&gt;Made brief.&lt;br /&gt;For the rest of us, death&lt;br /&gt;Will be a relief&lt;br /&gt;We all deserve to die!&lt;br /&gt;And I'll never see Johanna,&lt;br /&gt;No, I'll never hug my girl to me.&lt;br /&gt;Finished!&lt;br /&gt;All right! You, sir,&lt;br /&gt;How about a shave?&lt;br /&gt;Come and visit&lt;br /&gt;Your good friend Sweeney!&lt;br /&gt;You, sir, too, sir?&lt;br /&gt;Welcome to the grave!&lt;br /&gt;I will have vengeance!&lt;br /&gt;I will have salvation!&lt;br /&gt;Who, sir? You, sir?&lt;br /&gt;No one's in the chair&lt;br /&gt;Come on, come on,&lt;br /&gt;Sweeney's waiting!&lt;br /&gt;I want you bleeders!&lt;br /&gt;You, sir — anybody!&lt;br /&gt;Gentlemen, now don't be shy!&lt;br /&gt;Not one man, no,&lt;br /&gt;Nor ten men,&lt;br /&gt;Nor a hundred&lt;br /&gt;Can assuage me&lt;br /&gt;I will have you!&lt;br /&gt;And I will get him back&lt;br /&gt;Even as he gloats.&lt;br /&gt;In the meantime I'll practice&lt;br /&gt;On less honorable throats.&lt;br /&gt;And my Lucy lies in ashes&lt;br /&gt;And I'll never see my girl again,&lt;br /&gt;But the work waits,&lt;br /&gt;I'm alive at last&lt;br /&gt;And I'm full of joy!&lt;br /&gt;Lovett:&lt;br /&gt;That's all very well, but what we gonna do about him?&lt;br /&gt;Hello! Do you hear me? (...)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7702671951335320518?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7702671951335320518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7702671951335320518' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7702671951335320518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7702671951335320518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2008/02/sweeneys-here-welcome-barber.html' title='Sweeney´s here! Welcome Barber!!!'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/R7Nt7IdcblI/AAAAAAAAABM/6-h_0-8Cb2g/s72-c/sweeneytodd_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-1753038009222489559</id><published>2007-11-28T00:21:00.000+01:00</published><updated>2007-11-29T12:59:26.695+01:00</updated><title type='text'>A espera do homem de bata branca</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.saludcolombia.com/actual/salud67/medico.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 190px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px" height="191" alt="" src="http://www.saludcolombia.com/actual/salud67/medico.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Fica comigo. Não digas nada. Só preciso que a tua sombra me esconda a vergonha.&lt;br /&gt;- Não posso. A minha vergonha é maior. E a tua sombra é muito pequena. - Deixou-a ali, naquela sala gélida, impessoal e vazia.&lt;br /&gt;Era provavelmente o dia mais longo do ano, as horas pediam-se licença para passaram, os ponteiros pareciam perros e os médicos não apareciam. Um hospital sem médicos. - pensou Joana ao prescutar a sala pela enésima vez. Era estranho e desesperante. Tentava abstrair-se do choque, mas a sua mente parecia um DVD riscado que repetia as mesmas imagens, e não cessava nem um só minuto. Ele abandonara-a, ali sozinha e desamparada, os seus pulmões só gritavam um pedido de desculpa, que quando alcançava os lábios apenas se resumia num pequeno sopro. Como odiava não conseguir mexer a boca, como ansiava por ver um homem de bata com um sorriso nos lábios, a pressão era insuportável e começava agora a sentir o peso da dura realidade.&lt;br /&gt;Embora os remorsos a corroessem por dentro, a esperança esvoaçava dentro dela, ás vezes era tão intensa que as lágrimas chegavam sem convite, mas na maioria esta era difusa e nublosa, não aparecia ninguém, nem os médicos nem o seu único potencial companheiro num momento como aquele. Onde estará ele agora? Estará ele a pensar no mesmo que ela? Tinha um imenso questionário sem soluçao no cérebro, se fechasse os olhos não os voltaria abrir. Mas não podia, era injusto, devia sofrer a agústia da ansiedade, devia esperar e não desistir, merecia aquele sofrimento indecifrável, merecia ficar só.&lt;br /&gt;Quando o relógio finalmente dava sinais de ter pilha olhou minucosamente para o chão, e finalmente avsitou uns pés calçados de branco, levantou surrateiraemnte os olhos e nos joelhos via-se pano branco. Ali estava, após horas a fio á sua espera, o médico chegou. Não conseguiu proferir nehum som, fitou-o sem pestanejar, e ele percebendo lendo nas olheiras dela disse:&lt;br /&gt;- Ela está bem. A operação foi complicada mas o prognóstico é positivo. Só precisa de descansar.&lt;br /&gt;Não esperou para ouvir mais nada, correu ao quarto da sua mãe e avistou-a. Ela estava bem, mas ainda assim não evitou o choro. Ver a sua luz ali deitada e aparentemente sem vida custava-lhe mais que a ausência dele. Pediu-lhe perdão, vezes sem conta. De repente no vidro surgiu uma mão a informá-la de que o tempo da visita tinha acabado. Despediu-se com um beijo suave e saiu com destino à noite sombria que a esperava.&lt;br /&gt;Não queria pensar, não queria lembrar-se, queria somente receber a brisa fria e esquecer o sucedido. Sem prever, ouviu o seu nome. Desconhecia de onde vinha aquela voz, e foi então que num chamamento mais intenso o viu. Do outro lado do passeio ali estava ele. Correu sem olhar para a estrada e abraçou-o. Não disseram nada, choraram de forma cúmplice e sem estarem á espera, ambos soletraram um desculpa.&lt;br /&gt;- Filha desculpa por tudo.- disse-lhe engolindo em seco e olhando-a nos olhos.&lt;br /&gt;- Perdoa-me. Se não tivesse saído de casa enfurecida a mãe não me teria seguido e batido com o carro. A culpa é toda minha.&lt;br /&gt;- Não a culpa não é tua. Nunca soube ver te com és, nunca te vi para além de mim mesmo. Ela está bem.&lt;br /&gt;Ali ficaram, dentro daquela noite desconhecida. Não precisaram de dizer nada agora o abraço era a melhor conversa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-1753038009222489559?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/1753038009222489559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=1753038009222489559' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1753038009222489559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1753038009222489559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2007/11/fica-comigo.html' title='A espera do homem de bata branca'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-1641650812229083909</id><published>2007-11-02T14:28:00.000+01:00</published><updated>2007-11-02T22:54:47.487+01:00</updated><title type='text'>Abra-se o pano, começe a Arte!</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.passeiweb.com/saiba_mais/arte_cultura/teatro/imagens/teatro_brasil.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 320px;" alt="" src="http://www.passeiweb.com/saiba_mais/arte_cultura/teatro/imagens/teatro_brasil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Teatro! é sem dúvida uma arte impressionante! Dão-se as 3 pancadas e as personagens descobrem-se, surgem os "oh´s" e eis que se assiste ao desenlaçe; ecoam os aplausos e os actores agradecem... E assim se faz da ida ao teatro um reencontro com o público e o "faz de conta".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Descobri a magia do teatro ao acaso, porque tudo o que é mágico é imprevisivel, e foi assim que se deu o amor não á primeira vista mas ao primeiro toque. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez nunca venha a valorizar devidamente esta arte dos palcos mas não custa salientar a sua beleza. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;PUM, PUM, PUM! vêm os paços dum bailado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque me traíste Onófrio?! Começa o drama.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aaaaaaahh! soa o grito de um recital.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem és tu?! Estreia uma peça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois é o teatro não e só uma arte, é um palco multifacetado, é um local de aprendizagem e viagem. Eu viajo... talvez um dia vocês também queiram comprar o bilhete da viagem...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abra-se o pano que os viajantes chegaram!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-1641650812229083909?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/1641650812229083909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=1641650812229083909' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1641650812229083909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/1641650812229083909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2007/11/abram-o-pano.html' title='Abra-se o pano, começe a Arte!'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-8589619584517053909</id><published>2007-10-11T18:55:00.000+02:00</published><updated>2007-11-02T14:43:28.388+01:00</updated><title type='text'>Presos</title><content type='html'>&lt;a href="http://oblogdorapaz.blogs.sapo.pt/arquivo/preso.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 241px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px; TEXT-ALIGN: center" height="270" alt="" src="http://oblogdorapaz.blogs.sapo.pt/arquivo/preso.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Está frio.- disse Clara, determinada a quebrar o silêncio que se instalara.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Pois está.- respondeu-lhe a figura amarga ao lado dela, que lhe retribuia a visita apenas com um mexer de lábios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sem saber como esmagar a distância que os separava decidiu apenas observá-lo de sosleio. Ela sabia que se ele desconfiasse que ela o admirava, de certo acabariam por discutir. Clara nunca soube muito bem como lidar com ele, como falar sem tocar na ferida ainda fresca, como tocar-lhe sem que ele sentisse nojo de si mesmo e do toque dela. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quantos meses teriam passado? Seis, sete, oito... que importava agora isso, ela só queria poder conservar com ele, mas até ás palavras ele recusava. Sempre que queria alguma coisa nunca pedia, tinha de ser Clara a perguntar, a ser mãe e pai esquecendo realmente a relação que ambos mantinham.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ás vezes ela fazia-lhe surpresas, mas ele nem se apercebia e assim continuava focado no lado de fora da janela, vendo as estações passarem pela casa-árvore em que muitas vezes ambos se tinham refugiado, e deste modo conseguia ter a percepção do tempo. Mas para quê? Tinha decidido muito antes de regressar a casa que nunca mais sairia daquela cadeira ao lado da janela grande, bem defronte para o seu refúgio. Não adiantavam os conselhos, a teimosia estava-lhe no sangue, como ela lhe dizia vezes sem conta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No fundo Clara não o podia culpar, nunca se sentiu preparada para o confrontar e dizer-lhe que o mundo o espreitava mais do que ele espreitava o jardim. Nunca se dedicou tempo para poder pensar a forma como lhe pediria para reagir pois estava convicta de que nada adiantaria. Quando eram pequenos ele dizia-lhe vezes sem conta que queria ser construtor ,para poder construir muitos refgios como o dele para outras crinças. Ela ria-se deliciada por saber que tal profissão não existia, no entando perguntava-lhe se podia ser sua assistente. Ele contente começava logo a fazer planos, a enumerar os materiais que seriam necessários e a estudar as árvores possíveis de construção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje era ela que lhe queria constriur uma casa, uma nova casa para ambos, uma casa em que vivessem normalmente talvez até com um novo refúgio. Mas ele não queria coloborar, ele não podia ou não se sentia preparado, e Clara respeitava-o por isso. Prometeu assim que soube do acidente nunca o abandonar, e iria cumprir. Não importava que agora ele fosse também parte de uma cadeira estufada com rodas grandes e telecomando, ela também se prendeu a ele através do seu amor. Talvez ele também fingisse que já não se importava com ela e com o mundo, porém Clara não tinha pressa sabia desde o inicio que tudo seria longo, tal como foi o juramento que ambos fizeram no refúgio ao prometerem solenemente que nunca se separariam, que não bastam os laços de sangue mas também os de cumplicidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com a certeza de que não arrancaria uma única palavra dele, disse-lhe: Vou lá fora buscar o nosso caderno de recordações e recordar as nossas brincadeiras. Já ao pé da porta e para sua surpresa ele respondeu-lhe em tom de brincadeira: Podes ir, mas não penses que é como se diz por aí! O irmão mais velho é que é o chefe!...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-8589619584517053909?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/8589619584517053909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=8589619584517053909' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8589619584517053909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8589619584517053909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2007/10/presos.html' title='Presos'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-9144116480594319960</id><published>2007-10-02T23:08:00.002+02:00</published><updated>2008-12-18T19:47:14.789+01:00</updated><title type='text'>Pop Art</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.brasilescola.com/upload/e/popart.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 259px" height="282" alt="" src="http://www.brasilescola.com/upload/e/popart.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www2.kenyon.edu/Depts/IPHS/Projects/pop.up/marilyn2.JPG"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 166px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px" height="265" alt="" src="http://www2.kenyon.edu/Depts/IPHS/Projects/pop.up/marilyn2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cableducacion.org.mx/micrositios/Comics/imgs/LIM14180.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 193px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px" height="132" alt="" src="http://www.cableducacion.org.mx/micrositios/Comics/imgs/LIM14180.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A pop art surgiu na Inglaterra de meados dos anos 50, mas realizou todo o seu potencial na Nova York dos anos 60, quando dividiu com o minimalismo as atenções do mundo artístico. Nela, o épico foi substituído pelo quatidiano, e o que se produzia em massa recebeu a mesma importância do que era único e irreproduzível; a distinção entre “arte elevada” e “arte vulgar” foi assim desaparecendo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas definições mas um só sentimento: PRAZER! simplemente a pop art pode ser tudo o quisermos. Eu vejo-a como aventura e crítica. Adoro-a pela simplicidade, e divirto-me com a originalidade. Porque pode ir da coca-cola á Marilyn Monroe ou das mil cores ao objecto. Multifacetada e completa. Sem dúvida ARTE!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-9144116480594319960?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/9144116480594319960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=9144116480594319960' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/9144116480594319960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/9144116480594319960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2007/10/pop-art.html' title='Pop Art'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-8148114220564932957</id><published>2007-09-22T18:27:00.000+02:00</published><updated>2007-09-22T18:35:36.421+02:00</updated><title type='text'>Monólogo de Alguém não muito longe daqui</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.cubaescena.cult.cu/doc/monologo_cienfuegos.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.cubaescena.cult.cu/doc/monologo_cienfuegos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Qualquer dia ponho a mochila às costas e vou conhecer o mundo. -Deitei-me com esta frase feita a serpentear me os pensamentos, contudo tinha a certeza de que não passaria de um desejo.&lt;br /&gt;Como será o sol lá fora? Quer dizer qual será a sensação de realmente apreciar o sol? Aprendi a conviver com o sol e nunca o apreciei aliás como quase tudo na minha vida. Aprendi a convivência, aprendi o hábito e proibi-me arriscar. Hoje, aqui e agora desejo arriscar.&lt;br /&gt;Cortaram-me as asas e sinto que me roubam as oportunidades ou melhor que elas me fogem por entre os dedos. Vivo assim: com tantas vontades e desejos, mas restringida a todas as proibições. Eu própria me proíbo pensar mais do que posso, desejar mais do que tenho e querer sempre mais. E por aqui vou continuando, pensando no que poderia ter feito mas com a certeza de que nunca poderia fazê-lo. Sim sou fraca certamente. Sim não sou corajosa. Mas que hei-de eu fazer? Mudar, talvez. Infelizmente não posso. Proibi-me de mudar. E irei viver assim para sempre? Provavelmente, os anos passam e a vitalidade também.&lt;br /&gt;Serei eternamente escrava? Não sei. Não podes somente pensar em ti. Não basta quereres ir. Lembras-te? Tens uma família. Mas que importa isso? Eles acostumaram-se a ti, tal como tu te acostumas-te á vida. É verdade, vivemos todos presos no enredo do hábito. Não posso mudar, não devo. O que realmente queres? Quero ser eu. Não podes. Porquê? Porque não estás habituada a ser tu. Tens razão. Desculpa. Prometo que também me vou proibir de pensar em ser eu. Prometo que nunca mais vou desejar ter asas. Prometo que nunca mais volto a querer ir conhecer o mundo. Então e agora que vais fazer? Vou voltar para a sala, e vou esperar que como sempre a minha mãe venha dizer-me o que devo fazer…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-8148114220564932957?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/8148114220564932957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=8148114220564932957' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8148114220564932957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/8148114220564932957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2007/09/monlogo-de-algum-no-muito-longe-daqui.html' title='Monólogo de Alguém não muito longe daqui'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-492368756284623238</id><published>2007-09-21T23:04:00.000+02:00</published><updated>2007-09-23T23:34:47.823+02:00</updated><title type='text'>O dia depois de ontem</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.tonio_altmayer.globolog.com.br/janela.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.tonio_altmayer.globolog.com.br/janela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;São 7h da manhã. O frio lá fora cobre as janelas e deixa o rastro do nevoeiro. Parece tal e qual o dia em que nos vimos pela última vez. Ainda te lembras? De certo não. Porém eu não me esqueco. Não me esqueco um só dia e penso que nunca me esquecerei. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Não sei se terás previsto o meu futuro, mas consegui um bom emprego e finalmente concretizei um dos meus maiores sonhos: o desejo de ser pai. Sim, tenho duas filhas, lindas, e tenho esperança que talvez um dia as possas conhecer. Ainda me pergunto o que será feito de ti, imagino-te no velho cadeirão da sala a dormitar ao som do criptar da lareira. Estarei certo? Acredites ou não sinto a tua falta. A cada dia que passa, a cada manhã que enfrento lembro-me de ti e reconheço a dor interminavel da ausência. Lembro-te constatemente, a toda a hora, sobretudo na minha filha mais nova ela tem os teus caracóis.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Aqui na cidade é tudo tão diferente do nosso campo, aqui as pessoas não se conhecem, vive-se mais virado para o horário do próximo autocarro do que propriamente para o companheiro de espera. Imagino que devas estar a pensar na cidade como o "outro mundo", era assim que a chamavas. Nunca percebeste muito bem como funcionava o mundo para lá da nossa cerca. Nunca julgaste existir mais do que a nossa família e a nossa harmonia. Infelizmente existe e ambos tivemos a prova. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Para fora da minha casa adivinho como estás e recordo com tristeza o pior dia da minha vida. Se pudesses prescutar a minha dor tenho a certeza que a partilharias comigo. Não é triste ambos sabermos como erramos, e mesmo assim nehnhum de nós ter a coragem para fazer um simples telefonema? E pensar que na altura em que parti nem telefone havia para essas bandas. Foi a prima Alzira que me deu o número da nossa casa, e ele ali continua, escondido entre a agenda da mesinha e a minha memória. Decorei-o assim que o li, talvez aches estranho mas penso que a vontade humana esconde muito mais do que algum dia se possa estudar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Eu sei que ficaste a pensar o que me aconteceu depois da discussão que tivemos. Eu sei que ainda hoje ouves ao longe os gritos e as acusaçãoes que trocamos. Não tenhas medo eu também as oiço. Após a nossa separação saí enfurecido e conduzi, conduzi até não aguentar mais, não sabia para onde ir mas mesmo assim conduzi. Parei ao fim de quase trÊs horas e adormeci á beira da estrada. Felizmente a Mariana estava comigo e evitou algo pior. Ao amanhecer voltei a acordar, tinha os olhos inxados e mais 1000 kg de culpa na cabeça. Vomitei apesar de não ter jantado e segui sem uma única palavra rumo a Lisboa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A Mariana é uma mulher incrivel continua comigo e vivemos felizes. Ela sabe como tem sido insuportavel conviver com os remorsos, e todos os dias me incentiva a procurar-te, mas o estúpido orgulho e o medo da negação faz-me perder a coragem, faz-me sentir culpado e destroí-me. Talvez nunca perca este medo que me aprisiona, mas acredita que não guardo qualquer rancor das duras frases e das injustas acusações, apenas recordo-te com amor, com todo o meu amor. E possivelmente quando o medo me libertar e a coragem florir tu já não estarás sentada no teu cadeirão, mas continuarás sempre presente em mim. Nunca te conseguirei agradecer por ser o que sou e continuarei a lembrar-me constantemente de ti perdida nos caracóis da tua neta...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Com todo o amor, do sempre teu Carlos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;P.S: Adoro histórias e como tal não faria sentido não escrevê-las e posta-las&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-492368756284623238?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/492368756284623238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=492368756284623238' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/492368756284623238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/492368756284623238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2007/09/so-7h-da-manh.html' title='O dia depois de ontem'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-3804909981882030755</id><published>2007-09-19T17:30:00.000+02:00</published><updated>2007-09-21T00:02:29.076+02:00</updated><title type='text'>Grande Alvarinho!</title><content type='html'>&lt;a href="http://www2.ilch.uminho.pt/portaldealunos/Estudos/EP/AH/TCH/P1/Ines/alvaro.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 233px" height="270" alt="" src="http://www2.ilch.uminho.pt/portaldealunos/Estudos/EP/AH/TCH/P1/Ines/alvaro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Que Há&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há em mim é sobretudo cansaço — &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Não disto nem daquilo, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Nem sequer de tudo ou de nada: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cansaço assim mesmo, ele mesmo, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cansaço.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A sutileza das sensações inúteis, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;As paixões violentas por coisa nenhuma, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Os amores intensos por o suposto em alguém, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Essas coisas todas — &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Essas e o que falta nelas eternamente —; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Tudo isso faz um cansaço, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Este cansaço, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cansaço.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Há sem dúvida quem ame o infinito, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Há sem dúvida quem deseje o impossível, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Há sem dúvida quem não queira nada — &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Porque eu amo infinitamente o finito, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Porque eu desejo impossivelmente o possível, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou até se não puder ser...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;E o resultado? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Para eles a vida vivida ou sonhada, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Para eles o sonho sonhado ou vivido, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Para mim só um grande, um profundo, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Um supremíssimo cansaço, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Íssimno, íssimo, íssimo, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cansaço...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Álvaro de Campo, Heterónimos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Era capaz de o ler seguidamente sem nunca me cansar de tanto cansaço...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-3804909981882030755?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/3804909981882030755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=3804909981882030755' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3804909981882030755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/3804909981882030755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2007/09/grande-alvarinho.html' title='Grande Alvarinho!'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-7697029412283439560</id><published>2007-09-17T22:24:00.000+02:00</published><updated>2007-09-21T17:48:27.051+02:00</updated><title type='text'>A rede</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/RvBHCXvdE6I/AAAAAAAAAAk/9di3oakcpeY/s1600-h/rede.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111663683123876770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/RvBHCXvdE6I/AAAAAAAAAAk/9di3oakcpeY/s320/rede.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Após algumas horas em frente ao pc só posso concluir que o universo dos blogs é um mundo (mas universo cabe num mundo???). Por todos os links que se navega aparece sempre um blog: ou de moda ou de pensamentos, ou de humor ou de sátira... enfim uma infinidade de auto-passatempos. Porém este mundo não contém só coisas boas tal como o mundo em que nós vivemos, por aqui também se vê muito desperdiçio (então mas não é o meu blog que é um desperdiçio? Retorica, retórica e mais retórica). Neste meio cibernauta quando mais se procura pior se encontra, felizmente como diz o provérbio: "entre mortos e feridos Alguém há-de escapar!" que é como quem diz: "entre desperdiçio e reciclagem (reciclagem= aproveitar) algum vale mesmo a pena! E é sobre isso mesmo que pertendo escrever, sobre alguns dentro do universo dos blogs ou esta rede extensa são dignos de um valente: ohhhhhh!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns dos muitos que gosto conto os que priveligiam as memórias, ou melhor as lembranças que só o cerebro guarda e o coração escuta, lembranças que nenhum psicologo consegue resolver (sim, parece que isto dos psicologos e outra coisa da moda) e, que se gravam como tatuagens na nossa vida. E assim foi, num dos imensos blogs que encontrei as memorias de um Sr. que retrata a sua terra como parte da sua alma. Um lugar que deixou tristemente mas onde continua presente.&lt;br /&gt;É engraçado observar isto das raízes, ler textos sobre os lugares, sobre pontos de referência, sobre gente e tradições que não se esquecem e que conseguem perdurar no tempo.&lt;br /&gt;Não sei se nós, alguns lisboetas, conseguiremos recordar a nossa raíz com tamanha paixão, pelo menos o pessoal jovem no qual me incluo. É certo Lisboa também tem o seu charme, as suas romarias ou os seus hábitos mas penso que já nada disto me diz respeito. Lisboa parece apenas uma cidade velha e bebeda, repleta de memórias dos nossos antepassados, contudo não posso negar o carisma lisboeta, encontrado nas ruelas ou perdido no grande bairro alto... Mas retratar Lisboa é desonesto, desonesto porque uma cidade com tantos anos e história não pode somente ter uma apreciação, há que dar lugar aos sábios e aos críticos, aos que viveram a verdadeira Lisboa.&lt;br /&gt;Enfim o sentimento de desterrada não pode ser só meu, concerteza paira no espírito de outros, porém e felizmente também não corresponde a todos e isso é bom.&lt;br /&gt;Lá está, assim como o blog do Sr. referido acima é um destes casos de amor que já se conseguem contar pelos dedos, mas não é o único. Aqui na rede encontram-se pedaçinhos de tanta coisa boa que poderia passar horas em frente deste ecrã sem me aperceber. Conheço alguns, mas também não devo julgar, cada um ao seu modo transmite qualquer coisa, pois numa rede infindável há "matéria" pa todos os gostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tentei terminar este post cerca de 3 vezes, penso que me dispersei no assunto. De qualquer forma ñão o classifico como um desperdiçio de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas Leituras e Cumprimentos da JE&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-7697029412283439560?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/7697029412283439560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=7697029412283439560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7697029412283439560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/7697029412283439560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2007/09/rede.html' title='A rede'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/RvBHCXvdE6I/AAAAAAAAAAk/9di3oakcpeY/s72-c/rede.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2053774916609674562.post-5727105422262410383</id><published>2007-09-15T17:47:00.001+02:00</published><updated>2008-06-13T18:40:33.887+02:00</updated><title type='text'>Origem da génese</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Ru0Aa3vdE4I/AAAAAAAAAAU/WD628fTSxIA/s1600-h/j.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110741613774967682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Ru0Aa3vdE4I/AAAAAAAAAAU/WD628fTSxIA/s320/j.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para começar esta nova etapa de bloguista ferranha há que esclarecer a origem da génese do titulo. É inexplicável. É verdade, tanta coisa por coisa nenhuma, tanta espera e tanto drama e conclusões?! nehumas. Lá estavam vocês já desesperados em vislumbrarem esta teoria, ansiosos por descobrir a origem da génese e agora? Agora levam a dura desilução da inexplicação.&lt;br /&gt;Mas será possível que vocês pensavam que o titulo "Desperdiçio de coisa nenhuma" tinha alguma origem? Claro que pensavam! Mas em respeito a vocês (nao sei bem quem) eu vou explicitar o porquê da negação ao fundamento deste título:&lt;br /&gt;1º Isto de criar um blog é uma coisa que ficou na moda,portanto o título não pode ser qualquer coisa do género: O meu diário virtual (já a anne frank tinha um que sem ser virtual abafou todos os outros);&lt;br /&gt;2º A maior parte da rede bloguista é constituida por blogs femininos (estudo este feito, comprovado e afirmado por mim) o que significa que borburinhos sobre roupa, cosméticos ou dietas já se expandiram depressa demais e demais;&lt;br /&gt;3º Com tantos blogs uma pessoa já não pode escolher o título que mais gosta ou quer. Porquê? porque simplesmente não se aceitam titulos repetidos (mas quem é que tem as mesmas ideias que eu pah?!) por isso não se assustem quando descobrirem um blog chamado "Eu vou matar-te com um clique" é apenas um titulo que estava disponivel.&lt;br /&gt;4º Por mais nomes que lhe pusesse isto será sempre uma trampa ou um desperdiçio: epah desperdiçei a minha hora depilaçao pa ver isto!; epah atao o scolari bateu no gajo e eu aki?; tenho um ponto negro e em vez de me espremer estou aqui?; Mas esta miuda tá parva e não percebe que tenho a tertulia cor de rosa pa analisar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Como vêem sem conseguir explicar a origem da génese fiz aqui umas teorias sim srª é de se lhe dar o chapéu (ai qual tirar). Não tentem tentem compreender aqui o mais provável é retardarem a vossa compreensão.&lt;br /&gt;De qualquer forma obrigado pelas visitas, pelas críticas, pelas observações e sobretudo por terem desperdiçado coisa nehuma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações e apertões da je (je é giro! melhor que kity como lhe chamava a frank)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2053774916609674562-5727105422262410383?l=desperdiciocnhm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/feeds/5727105422262410383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2053774916609674562&amp;postID=5727105422262410383' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5727105422262410383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2053774916609674562/posts/default/5727105422262410383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desperdiciocnhm.blogspot.com/2007/09/origem-da-gnese.html' title='Origem da génese'/><author><name>Andreia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05309406167206327052</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Sf3FzI9YD2I/AAAAAAAAAGs/_UhJ1zyTQUw/S220/agosto+2008+006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8rBccWojIyQ/Ru0Aa3vdE4I/AAAAAAAAAAU/WD628fTSxIA/s72-c/j.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
